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	<channel>
		<title>|| O XIS DA QUESTÃO :: Blog do Prof. Chaparro ||</title>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/</link>
		<description>Posts</description>
		<language>pt-br</language>
	<item>
		 <title>Marco Regulatório</title>
		  <pubDate>16/05/2012</pubDate>
		<description>Marco Regulat&amp;oacute;rio 
n&amp;atilde;o pode ser 
janela aberta 
a tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es cens&amp;oacute;rias</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=571</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Risco de empurrar o Brasil para trás</title>
		  <pubDate>15/05/2012</pubDate>
		<description>Marco Regulat&amp;oacute;rio 
n&amp;atilde;o pode ser 
janela aberta 
a tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es cens&amp;oacute;rias
Propor um Marco Regulat&amp;oacute;rio da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com base em discuss&amp;otilde;es e preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que colocam em segundo plano as raz&amp;otilde;es constitucionais (ainda que usadas como pretexto ret&amp;oacute;rico) &amp;eacute; assumir deliberadamente o risco de empurrar o Brasil para tr&amp;aacute;s. Porque se renuncia ao desafio e &amp;agrave; oportunidade de oferecer ao pa&amp;iacute;s normas regulat&amp;oacute;rias vinculadas a valores e princ&amp;iacute;pios, que das normas, e nelas, deveriam ser o &amp;acirc;mago. 

(Leia A &amp;Iacute;NTEGRA)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=570</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Comissão da Verdade - Desvendamento da Tortura</title>
		  <pubDate>11/05/2012</pubDate>
		<description>Comiss&amp;atilde;o da Verdade
Desvendamento 
da Tortura</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=569</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Desvendamento da Tortura (Final)</title>
		  <pubDate>10/05/2012</pubDate>
		<description>Desvendamento da Tortura (Final)
Momento de abrir 
caminhos para 
a reconcilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o
Confirmo o que escrevi no texto anterior desta s&amp;eacute;rie: &amp;eacute; do advogado e professor de direito internacional Marcos Guerra a argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais consistente que conhe&amp;ccedil;o sobre o que deve ser a Comiss&amp;atilde;o da Verdade e o que dela devemos esperar.

Na opini&amp;atilde;o de Marcos Guerra, &amp;ldquo;a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Comiss&amp;atilde;o da&amp;nbsp; Verdade &amp;eacute; essencial para a confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado de Direito e representa um avan&amp;ccedil;o importante nesse sentido. &amp;Eacute; a civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em marcha. Quinze anos atr&amp;aacute;s, bater em mulher era um comportamento culturalmente aceit&amp;aacute;vel; a pedofilia era tratada como um desvio; o trabalho escravo e de menores em algumas fazendas e ind&amp;uacute;strias tamb&amp;eacute;m era admitido, assim como dirigir embriagado e andar armado. Hoje, esses s&amp;atilde;o crimes considerados intoler&amp;aacute;veis.&amp;quot;

&amp;ldquo;No que se refere &amp;agrave; tortura, a sociedade precisa tomar consci&amp;ecirc;ncia dos fatos que ocorrem no pa&amp;iacute;s. E a Comiss&amp;atilde;o da Verdade pode constituir-se o grande momento e a grande chance de a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o afirmar o seu rep&amp;uacute;dio &amp;agrave; tortura, crime que continua a ser praticado em grande parte das pris&amp;otilde;es brasileiras e em outros ambientes.&amp;rdquo; 

(Leia a &amp;Iacute;NTEGRA)
-----------------------------------------------------------------------

LEIA: Em vers&amp;atilde;o PDF, a &amp;iacute;ntegra editada&amp;nbsp;
dos textos&amp;nbsp;da s&amp;eacute;rie&amp;nbsp;&amp;quot;Desvendamento da Tortura&amp;quot;.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=568</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Desvendamento da Tortura (2)</title>
		  <pubDate>03/05/2012</pubDate>
		<description>Desvendamento da Tortura (2)
Comiss&amp;atilde;o da Verdade 
pode garantir novo 
par&amp;acirc;metro de respeito 
&amp;agrave; dignidade humana
Sete meses atr&amp;aacute;s, ao sancionar o projeto que criava a Comiss&amp;atilde;o da Verdade, a presidente Dilma Rousseff discursou e disse: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o quero revanchismo nem a cumplicidade do sil&amp;ecirc;ncio&amp;rdquo;. Definiu assim,&amp;nbsp;com lucidez e clareza, dois balizamentos essenciais para a Comiss&amp;atilde;o da Verdade.

Mas h&amp;aacute;, no debate sobre a Comiss&amp;atilde;o da Verdade, uma&amp;nbsp;proposta juridicamente mais sofisticada, que&amp;nbsp;v&amp;ecirc; na Comiss&amp;atilde;o &amp;quot;a garantia de um novo par&amp;acirc;metro de respeito &amp;agrave; dignidade humana no Brasil e o caminho para uma justi&amp;ccedil;a de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, sistema que permitir&amp;aacute;&amp;nbsp;a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma jurisprud&amp;ecirc;ncia hist&amp;oacute;rica&amp;nbsp;de responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um processo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica assentada&amp;nbsp;sobre a verdade, a mem&amp;oacute;ria e a repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

(Leia a &amp;Iacute;NTEGRA)&amp;nbsp;</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=567</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Jornalismo de Causas? Jornalismo é a causa!</title>
		  <pubDate>30/04/2012</pubDate>
		<description>Jornalismo de causas?
JORNALISMO 
&amp;Eacute; A CAUSA!
&amp;nbsp;
</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=566</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Jornalismo X Propaganda</title>
		  <pubDate>30/04/2012</pubDate>
		<description>Propaganda, 
a perigosa irm&amp;atilde; 
g&amp;ecirc;mea do Jornalismo
Os conflitos s&amp;oacute; t&amp;ecirc;m sentido e noticiabilidade se olhados, jornalisticamente, &amp;agrave; luz dos princ&amp;iacute;pios e valores que ordenam os objetivos vitais da sociedade - e quem quiser entender melhor, que leia o artigo quinto da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por isso, ao olhar jornal&amp;iacute;stico, os conflitos sempre devem ter os lados contendores e o lado da sociedade. Quando o jornalismo assume a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer propaganda, atrai&amp;ccedil;oa a sociedade e vilipendia o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
(Ver &amp;igrave;ntegra do texto em vers&amp;atilde;o PDF)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=565</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Releitura da História</title>
		  <pubDate>27/04/2012</pubDate>
		<description>Desvendamento da tortura (1)
A ca&amp;ccedil;a &amp;agrave; Verdade

Os brasileiros querem a Verdade. Na lei, por enquanto s&amp;oacute; na lei, j&amp;aacute; existe a Comiss&amp;atilde;o da Verdade, que, quando for constitu&amp;iacute;da, assumir&amp;aacute; perante a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o o compromisso de fazer jus ao nome. Mas eu e voc&amp;ecirc; sabemos que a Verdade n&amp;atilde;o &amp;eacute; nem ser&amp;aacute; plena. Nem contida em vers&amp;atilde;o &amp;uacute;nica. At&amp;eacute; como ente gramatical abstrato, o substantivo Verdade n&amp;atilde;o se acomoda nos limites da singularidade que os dicion&amp;aacute;rios lhe atribuem, ao defini-la como &amp;ldquo;a propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade&amp;rdquo;. 

Na miss&amp;atilde;o importante de desvendar torturas, persegui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, assassinatos, sequestros e desaparecimentos que marcaram de dores e luto um peda&amp;ccedil;o da nossa Hist&amp;oacute;ria pol&amp;iacute;tica recente, a Comiss&amp;atilde;o ir&amp;aacute; defrontar-se com uma complexa trama de m&amp;uacute;ltiplas Verdades.

Descobrir&amp;aacute; Verdades. Jamais a Verdade.&amp;nbsp; (LER &amp;Iacute;NTEGRA)

****

Aviso do Editor:
Mais dois textos em PDF:
- Propaganda, a perigosa irm&amp;atilde; g&amp;ecirc;mea do Jornalismo
- Jornalismo de causas? O jornalismo &amp;eacute; a CAUSA!&amp;nbsp;</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=564</link>
	</item>
	<item>
		 <title>23 de Abril - Dia do Livro</title>
		  <pubDate>23/04/2012</pubDate>
		<description>A prop&amp;oacute;sito 
do Dia do Livro,
um v&amp;iacute;deo genial 
A 23 de abril, o mundo comemora, desde 1930, o Dia Internacional do Livro. A data foi escolhida pelo governo espanhol de ent&amp;atilde;o, e sancionada em decreto real pelo rei Alfonso XIII, para homenagear a vida e a obra de Miguel de Cervantes, falecido a 23 de Abril de 1616.

Em 1996, a efem&amp;eacute;ride teve sua relev&amp;acirc;ncia mundial ampliada pela UNESCO, que instituiu o 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral, agregando ao nome motivador de Cervantes mais dois nomes de escritores falecidos a 23 de abril: um deles o dramaturgo ingl&amp;ecirc;s William Shakespeare (tamb&amp;eacute;m falecido a 23 de abril de 1616), outro, o escritor catal&amp;atilde;o Josep Pla, falecido a 23 de abril de 1981.

Para uma divertida reflex&amp;atilde;o sobre a import&amp;acirc;ncia cultural da data, proponho aos parceiros frequentadores deste espa&amp;ccedil;o o uso dos pr&amp;oacute;ximos 3m e 20s assistindo&amp;nbsp;a um genial v&amp;iacute;deo narrado em espanhol, escondido no seguinte link: http://youtu.be/iwPj0qgvfIs.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=563</link>
	</item>
	<item>
		 <title>No Jornal da Cultura, telejornalismo ousado e criativo</title>
		  <pubDate>18/04/2012</pubDate>
		<description>Telejornalismo 
inovador no 
Jornal da Cultura
(18 de abril de 2012)

O Jornal da Cultura, principal telejornal di&amp;aacute;rio da TV Cultura, n&amp;atilde;o consegue apresentar a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria mais din&amp;acirc;mica e completa da nossa televis&amp;atilde;o - e isso devido, principalmente, &amp;agrave; escassez de recursos log&amp;iacute;sticos que limita a sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas constitui-se, em seu atual formato, o modelo mais ousado e criativo do nosso telejornalismo.&amp;nbsp;

A televis&amp;atilde;o brasileira n&amp;atilde;o consegue abastecer de ideias e argumentos a discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica sobre as complexas contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da realidade nacional. Em vez da t&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria an&amp;aacute;lise, dissemina-se pelas diversas redes, inclusive na chamada televis&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, o &amp;ldquo;paradigma global&amp;rdquo; de telejornalismo, mais empenhado em emocionar do que em elucidar. 

Em tal cen&amp;aacute;rio, o modelo assumido em outubro de 2011 pelo Jornal da Cultura&amp;nbsp;representa saud&amp;aacute;vel novidade, na qual n&amp;atilde;o &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil perceber a inquieta&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa de Fernando Vieira de Melo, diretor de conte&amp;uacute;do da TV Cultura. E a novidade, al&amp;eacute;m de preservada, precisa ser valorizada, para que possa conquistar condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novo paradigma esse telejornalismo em que o relato dos acontecimentos ganha o revestimento da elucida&amp;ccedil;&amp;atilde;o inteligente, confiada a debatedores que sabem pensar e dizer com independ&amp;ecirc;ncia.

Maria Cristina Poli, a jornalista &amp;acirc;ncora do telejornal, agrega ao programa um estilo quase informal de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por vezes, parece at&amp;eacute; ro&amp;ccedil;ar a simplicidade. Na verdade, por&amp;eacute;m, o descontra&amp;iacute;do &amp;ldquo;estilo Poli&amp;rdquo; serve de forma inteligente &amp;agrave; estrat&amp;eacute;gia de valorizar a not&amp;iacute;cia colocando-a na moldura do debate qualificado. 

O Jornal da Cultura vai ao ar, diariamente, &amp;agrave;s 21h, hor&amp;aacute;rio que possibilita o interessante exerc&amp;iacute;cio da compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Jornal Nacional, da Rede Globo. 

Vale a pena experimentar.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=562</link>
	</item>
	<item>
		 <title>O lado lúcido do pt</title>
		  <pubDate>17/04/2012</pubDate>
		<description>O lado l&amp;uacute;cido do PT
(17 de Abril de 2012)
O&amp;nbsp;texto jornal&amp;iacute;stico do dia &amp;eacute; a entrevista com o senador Walter Pinheiro, l&amp;iacute;der do PT no Senado. A entrevista est&amp;aacute; no portal UOL e &amp;eacute; assinada pelo&amp;nbsp;colunista Josias de Souza. Nela, o senador baiano coloca lucidez no debate sobre as raz&amp;otilde;es de ser da CPI em forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para investigar fatos e dimens&amp;otilde;es do poder paralelo instalado nos espa&amp;ccedil;os (federais, estaduais e municipais) de governos e legislativos, pelo &amp;ldquo;chefe&amp;rdquo; Carlinhos Cachoeira.

Recorto o melhor trecho da conversa entre Josias de Souza e o senador Walter Pinheiro:

Pergunta - O que achou da associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que Rui Falc&amp;atilde;o e o PT fizeram entre a CPI e o mensal&amp;atilde;o?

Resposta &amp;ndash; Foi um erro brutal, diria mesmo uma estupidez. Por isso tivemos a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o misturar a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da bancada com a do partido. Como &amp;eacute; que eu poderia fazer uma CPI como contraponto ao mensal&amp;atilde;o? O que &amp;eacute; o mensal&amp;atilde;o hoje? &amp;Eacute; um processo no Supremo Tribunal Federal. N&amp;atilde;o tem CPI no mundo que tire essa banana do STF. O que ministros como o Ricardo Lewandowski (relator do inqu&amp;eacute;rito contra Dem&amp;oacute;stenes Torres e revisor do processo do mensal&amp;atilde;o)e o Ayres Britto (novo presidente do STF) v&amp;atilde;o dizer? Ah, o Senado fez uma CPI e ficou demonstrado que temos de parar o julgamento do mensal&amp;atilde;o. Que maluquice!

Pergunta &amp;ndash; A seu ju&amp;iacute;zo, s&amp;atilde;o coisas distintas?

Resposta &amp;ndash; &amp;Eacute; claro que sim. Como posso trocar uma CPI que n&amp;atilde;o sei no que vai dar por um processo j&amp;aacute; instalado? A cobran&amp;ccedil;a sobre as figuras do mensal&amp;atilde;o j&amp;aacute; existe. N&amp;atilde;o tem como n&amp;atilde;o acontecer o julgamento. Inclusive, para essas pessoas, na minha modesta opini&amp;atilde;o, &amp;eacute; melhor que o Supremo julgue logo isso. Se n&amp;atilde;o julgar neste ano, n&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o nenhum dividendo. Na cabe&amp;ccedil;a da sociedade, eles estavam envolvidos. Se n&amp;atilde;o julgar, mais do que a d&amp;uacute;vida, fica uma certeza na cabe&amp;ccedil;a da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.




Em Tr&amp;ecirc;s Linhas...
&amp;gt; De Arnaldo Jabour - &amp;ldquo;Cachoeira &amp;eacute; a verdade brasileira expl&amp;iacute;cita, &amp;eacute; o retrato do adult&amp;eacute;rio&amp;nbsp; permanente entre a coisa p&amp;uacute;blica e privada (...)&amp;quot;.

&amp;gt; Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o abafa em marcha &amp;ndash; Do Estad&amp;atilde;o de hoje: &amp;ldquo;Acho um exagero chamar o Agnelo Queiroz (governador do Distrito Federal, do PT) e o Marconi Filho (governador de Goi&amp;aacute;s, do PSDB)&amp;rdquo; - frase do deputado Marco Maia, defendendo uma CPI que&amp;nbsp; n&amp;atilde;o se transforme em disputa pol&amp;iacute;tica entre governo e oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

&amp;gt; S&amp;iacute;nteses sobre Jornalismo &amp;ndash; Pela via da difus&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica avan&amp;ccedil;am as experi&amp;ecirc;ncias de democracia participativa que marcam&amp;nbsp; a cena pol&amp;iacute;tica dos tempos atuais.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=561</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Vilanias de Brasília</title>
		  <pubDate>12/04/2012</pubDate>
		<description>Vilanias de Bras&amp;iacute;lia (*)
Do muito que nas &amp;uacute;ltimas&amp;nbsp;semanas se escreveu e disse sobre a sem-vergonhice dos pol&amp;iacute;ticos brasileiros, recorto, para comentar, dois fragmentos que valem tanto pelo simbolismo do que significam quanto pela objetividade do que revelam:

1) O epis&amp;oacute;dio em que 150 mil reais &amp;ldquo;navegaram de lancha&amp;rdquo;, por dutos da &amp;ldquo;corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal&amp;rdquo;, tendo como &amp;ldquo;porto de sa&amp;iacute;da&amp;rdquo; o Minist&amp;eacute;rio da Pesca e como ponto de chagada o caixa de campanha do PT em Santa Catarina, nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 2010.

2) O caso da CPI criada para desvendar o escabroso mist&amp;eacute;rio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Carlinhos Cachoeira com o mundo pol&amp;iacute;tico de Bras&amp;iacute;lia, mas que j&amp;aacute; nasce tolhida pelo medo das revela&amp;ccedil;&amp;otilde;es que podem surgir. Porque a podrid&amp;atilde;o no reino dos Poderes de Bras&amp;iacute;lia vai bem al&amp;eacute;m do senador Dem&amp;oacute;stenes. 
(LEIA A &amp;Iacute;NTEGRA)


* Express&amp;atilde;o que tomo emprestada de Ricardo Kotscho, criada por ele para definir o car&amp;aacute;ter corrupto das mordomias, nos usos e costumes da pol&amp;iacute;tica brasileira.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=560</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Até tu, Demóstenes?</title>
		  <pubDate>29/03/2012</pubDate>
		<description>Cr&amp;ocirc;nica em tr&amp;ecirc;s palavras tristes:
At&amp;eacute; tu, Dem&amp;oacute;stenes?</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=559</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Ética e Jornalismo</title>
		  <pubDate>27/03/2012</pubDate>
		<description>S&amp;oacute; as raz&amp;otilde;es 
da &amp;Eacute;tica d&amp;atilde;o rigor 
ao jornalismo 
Quando se trata de assuntos s&amp;eacute;rios e de jornalismo s&amp;eacute;rio, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; qualquer conflito entre o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os direitos &amp;agrave; honra e &amp;agrave; presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inoc&amp;ecirc;ncia. E isso pelo simples e fundamental detalhe de que o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem impl&amp;iacute;cito, como pressuposto indispens&amp;aacute;vel, a exig&amp;ecirc;ncia e a certeza da veracidade. Sem veracidade n&amp;atilde;o h&amp;aacute; not&amp;iacute;cia nem se satisfaz o direito de ser informado. E sem a certeza da veracidade, h&amp;aacute; que controlar o risco de, em vez de noticiar, se estar socializando a fraude da not&amp;iacute;cia. (Leia a integra)

(Texto tamb&amp;eacute;m em vers&amp;atilde;o PDF)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=557</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Riso e lágrimas no luto por Chico Anysio</title>
		  <pubDate>24/03/2012</pubDate>
		<description>Por&amp;nbsp; voc&amp;ecirc;, Chico, 
luto de riso e l&amp;aacute;grimas

Caro Chico Anysio: 

Estamos em estado de luto pela perda do nosso mais completo e mais criativo artista. Sim, Chico, voc&amp;ecirc; foi o melhor. E continuar&amp;aacute; a s&amp;ecirc;-lo, na imortalidade dos seus personagens. Pelo menos po&amp;nbsp;aqui, ningu&amp;eacute;m como voc&amp;ecirc; usou o humor inteligente como atalho para o pensar cr&amp;iacute;tico. 

Nos duzentos e alguns personagens criados (que a tecnologia mant&amp;eacute;m vivos), voc&amp;ecirc; nos ensina a enxergar criticamente a nossa realidade. Faz-nos rir dela e de n&amp;oacute;s mesmos.&amp;nbsp;Em caricaturas enriquecidas pelas liberdades da sua extraordin&amp;aacute;ria arte de dizer, voc&amp;ecirc;&amp;nbsp;exp&amp;ocirc;s, e continuar&amp;aacute; a expor,&amp;nbsp; as deforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas, sociais e culturais do nosso Brasil. 

Provavelmente nada conseguiu consertar,e voc&amp;ecirc; mesmo o admitiu certa vez, quando tamb&amp;eacute;m reconheceu que, entretanto, usando o poder&amp;nbsp;incisivo do seu humor,&amp;nbsp;jamais renunciou &amp;agrave; obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tudo denunciar.

At&amp;eacute; na morte, e no jeito de lhe resistir, voc&amp;ecirc; foi criativo e generoso.&amp;nbsp;Com a&amp;nbsp;sua alongada luta pela vida,&amp;nbsp;voc&amp;ecirc; deu &amp;agrave;&amp;nbsp;televis&amp;atilde;o&amp;nbsp;tempo para preparar previamente as emocionantes mat&amp;eacute;rias das homenagens que lhe est&amp;atilde;o sendo prestadas &amp;ndash; e n&amp;atilde;o s&amp;oacute; na Rede Globo, mas tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp;nos canais concorrentes. Assim, revendo grandes momentos do seu roteiro criativo, tivemos o privil&amp;eacute;gio de come&amp;ccedil;ar a viver&amp;nbsp;em&amp;nbsp; risos e l&amp;aacute;grimas a tristeza do luto por sua ida.

Descanse em paz, Chico Anysio! - com a certeza de que, por aqui, continuaremos a conviver com os seus personagens, no exerc&amp;iacute;cio inteligente de rir como forma de pensar.

Muito obrigado!

Carlos Chaparro</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=555</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Ficha Limpa e os comportamemtos partidos</title>
		  <pubDate>24/03/2012</pubDate>
		<description>Ficha Limpa 
exige novos comportamentos
partid&amp;aacute;rios 
(9 de fevereiro de 2012)

Os estudiosos do cen&amp;aacute;rio pol&amp;iacute;tico brasileiro admitem que a Lei da Ficha Limpa, juridicamente consolidada, pouco mudar&amp;aacute; os costumes eleitorais e de gest&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica enquanto n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ar a produzir transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es qualitativas nos partidos pol&amp;iacute;ticos. 

Com fr&amp;aacute;geis exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as agremia&amp;ccedil;&amp;otilde;es ditas partid&amp;aacute;rias que temos n&amp;atilde;o passam de aglomerados de entes famintos de vantagens e benesses, praticantes fan&amp;aacute;ticos do quanto mais melhor, na divis&amp;atilde;o do bolo do poder. 

Essa &amp;eacute; a raz&amp;atilde;o de ser da maioria dos partidos que temos. E o pleno sucesso da Lei da Filha Limpa s&amp;oacute; ser&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;ado com novos comportamentos partid&amp;aacute;rios. 

Preferencialmente, com novos partidos pol&amp;iacute;ticos. (LEIA MAIS)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=556</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Moralidade e Ética na Política</title>
		  <pubDate>09/03/2012</pubDate>
		<description>Ficha Limpa 
exige novos comportamentos
partid&amp;aacute;rios 
(9 de fevereiro de 2012)

Os estudiosos do cen&amp;aacute;rio pol&amp;iacute;tico brasileiro admitem que a Lei da Ficha Limpa, juridicamente consolidada, pouco mudar&amp;aacute; os costumes eleitorais e de gest&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica enquanto n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ar a produzir transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es qualitativas nos partidos pol&amp;iacute;ticos. 

Com fr&amp;aacute;geis exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as agremia&amp;ccedil;&amp;otilde;es ditas partid&amp;aacute;rias que temos n&amp;atilde;o passam de aglomerados de entes famintos de vantagens e benesses, praticantes fan&amp;aacute;ticos do quanto mais melhor, na divis&amp;atilde;o do bolo do poder. 

Essa &amp;eacute; a raz&amp;atilde;o de ser da maioria dos partidos que temos.&amp;nbsp;E o pleno sucesso da Lei da Filha Limpa s&amp;oacute; ser&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;ado com novos comportamentos partid&amp;aacute;rios. 

Preferencialmente, com novos partidos pol&amp;iacute;ticos. (LEIA MAIS)

***

Homenagem a Dines,
figura maior
do nosso jornalismo
(23 de Fevereiro de 2012)

Em magn&amp;iacute;fico texto, no artigo que assina hoje no Estad&amp;atilde;o, Eug&amp;ecirc;nio Bucci presta merecida homenagem a Alberto Dines, figura maior do nosso jornalismo no &amp;uacute;ltimo meio s&amp;eacute;culo. Aproveitando como pretexto os 80 anos de vida completados pelo homenageado domingo passado, dia 19, Bucci faz em seu artigo uma brilhante reflex&amp;atilde;o sobre a qualidade e a import&amp;acirc;ncia da contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada por Alberto Dines ao jornalismo brasileiro &amp;ndash; a meu ver, contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o constru&amp;iacute;da em duas vertentes de cujo cruzamento resultou um estilo brasileiro de pensar e fazer jornalismo: numa das vertentes, o jornalismo qualificado do Projeto JB, paradigma que ainda hoje influencia escolhas e rumos nos nossos principais jornais; na outra vertente, a pedagogia da cr&amp;iacute;tica l&amp;uacute;cida e vigorosa, que Dines exercitou e socializou de forma pioneira no seu livro O Papel do Jornal e depois na coluna Jornal dos Jornais, que por dois anos assinou na Folha de S. Paulo. No corol&amp;aacute;rio da vertente da cr&amp;iacute;tica, Alberto Dines criou o Observat&amp;oacute;rio de Imprensa, com natureza de espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico aberto ao debate plural e que todos usamos como refer&amp;ecirc;ncia.

Clique AQUI e leia o artigo de Eug&amp;ecirc;nio Bucci.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=554</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Moralidade e ética vão além da Lei</title>
		  <pubDate>09/03/2012</pubDate>
		<description>Ficha Limpa 
exige novos comportamentos
partid&amp;aacute;rios 
Os estudiosos do cen&amp;aacute;rio pol&amp;iacute;tico brasileiro admitem que a Lei da Ficha Limpa, juridicamente consolidada, pouco mudar&amp;aacute; os costumes eleitorais e de gest&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica enquanto n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ar a produzir transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es qualitativas nos partidos pol&amp;iacute;ticos. 

Com&amp;nbsp;fr&amp;aacute;geis exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as agremia&amp;ccedil;&amp;otilde;es ditas partid&amp;aacute;rias que temos n&amp;atilde;o passam de aglomerados de entes famintos de vantagens e benesses, praticantes fan&amp;aacute;ticos do quanto mais melhor, na divis&amp;atilde;o do bolo do poder. 

Essa &amp;eacute; a raz&amp;atilde;o de ser da maioria dos entes partid&amp;aacute;rios que temos.&amp;nbsp;E o pleno sucesso da Lei da Filha Limpa s&amp;oacute; ser&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;ado com novos comportamentos partid&amp;aacute;rios. 

Preferencialmente, com novos partidos pol&amp;iacute;ticos.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=553</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Corrupção vai muito além do &amp;quot;malfeito&amp;quot;</title>
		  <pubDate>25/02/2012</pubDate>
		<description>&amp;ldquo;Malfeito&amp;rdquo;, presidente 
Dilma, &amp;eacute; termo 
que n&amp;atilde;o ajuda no
combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o 
Permita-me, senhora Presidente, que em jeito de carta aberta, torne p&amp;uacute;blico o recado contido no t&amp;iacute;tulo acima. Malfeito, palavrinha que a senhora tanto gosta de repetir quando anuncia o elogi&amp;aacute;vel compromisso de conter e punir atos criminosos no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, &amp;eacute; termo inadequado para o combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Mais do que inadequado, &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m termo perigoso, na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem&amp;acirc;ntica eufem&amp;iacute;stica que a senhora lhe atribui, com o evidente prop&amp;oacute;sito de evitar a palavra corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E perigoso em especial quando, com tal fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sai da boca mais poderosa da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Perigoso, sim, senhora Presidente, porque o termo &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo; reduz a simples atos criminosos individuais a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sist&amp;ecirc;mica da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que tem estrutura, costumes, argumentos, saberes, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de crime organizado. 

Como esp&amp;eacute;cie de crime organizado, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode at&amp;eacute; levar uns trancos circunstanciais com a demiss&amp;atilde;o deste ou daquele ministro, ou com a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ou outro &amp;ldquo;laranja&amp;rdquo; do ramo - como esses, por exemplo, que d&amp;atilde;o identidade jur&amp;iacute;dica a organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es fantasmas, para funcionarem como bueiros das redes ocultas de dutos criminosos por onde circulam as verbas p&amp;uacute;blicas roubadas sob avais oficiais.

Em seu artigo de domingo passado (23/10), no Estad&amp;atilde;o, o jornalista, professor e cientista pol&amp;iacute;tico Gaud&amp;ecirc;ncio Torquato tra&amp;ccedil;ou um perfil impressionante do sistema, oferecendo, at&amp;eacute;, uma sigla nova &amp;agrave; cultura pol&amp;iacute;tica brasileira: PNBC &amp;ndash; Produto Nacional Bruto da Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Veja s&amp;oacute;, senhora Presidente, o tamanho do monstro descrito pelo professor Torquato, nas 130 palavras que do citado artigo recorto:

&amp;ldquo;O tamanho da encrenca que p&amp;otilde;e sob suspei&amp;ccedil;&amp;atilde;o as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais (ONGs), (...) pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o Pa&amp;iacute;s abriga cerca de 350 mil entidades de assist&amp;ecirc;ncia social, que empregam 2,5 milh&amp;otilde;es de pessoas e 15 milh&amp;otilde;es de volunt&amp;aacute;rios; entre 2004 e 2010, esse conglomerado recebeu dos cofres p&amp;uacute;blicos R$ 23,3 bilh&amp;otilde;es, uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 180% em seis anos. Parcela ponder&amp;aacute;vel dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Produto Nacional Bruto da Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o (PNBC), entendido como o somat&amp;oacute;rio das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem forma de licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;ldquo;batizadas&amp;rdquo;, comiss&amp;otilde;es pagas a intermedi&amp;aacute;rios, superfaturamentos de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regi&amp;otilde;es e, coroando a engenharia desse poder invis&amp;iacute;vel, conv&amp;ecirc;nios com ONGs que semeiam joio.&amp;rdquo;

Esse &amp;eacute; apenas um peda&amp;ccedil;o do importante e oportuno artigo assinado pelo professor Gaud&amp;ecirc;ncio Torquato no seu espa&amp;ccedil;o dominical, e cuja leitura deveria ser recomendada pela Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica aos altos escal&amp;otilde;es do governo.

Ali&amp;aacute;s, penso que tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; Presidente da Rep&amp;uacute;blica faria bem a leitura do artigo. Com dados e ideias,Torquato ajuda-nos a entender que o mal a combater, a CORRUP&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O, tem estrutura e poder de sistema criminoso inteligente, endemicamente enraizado na m&amp;aacute;quina pol&amp;iacute;tico-administrativa da coisa p&amp;uacute;blica. Sistema que claramente favorece elites de todos os matizes ideol&amp;oacute;gicos, encasteladas no poder. E que jamais ser&amp;aacute; combatido de verdade com eufemismos medrosos. 

Como sistema, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o (n&amp;atilde;o o &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo;) desdobra-se em tr&amp;ecirc;s vertentes operacionais, t&amp;atilde;o complementares quanto solid&amp;aacute;rias: a compra de decis&amp;otilde;es, por paga direta ou por meio de comiss&amp;otilde;es; o nepotismo, que em terras de Santa Cruz teve como primeiro arauto o escriba Pero Vaz de Caminha; e o peculato, cuja pr&amp;aacute;tica no Brasil, al&amp;eacute;m das modalidades ilegais, viceja sob a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de leis permissivas que favorecem, por exemplo, as escandalosas mordomias e o descarado empreguismo, nos tr&amp;ecirc;s poderes da Rep&amp;uacute;blica.

Com os aperfei&amp;ccedil;oamentos da democracia, o Estado brasileiro tem hoje instrumentos legalmente aptos para o combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas, at&amp;eacute; para fortalecer o aparato legal e institucional j&amp;aacute; existente, e dada a gravidade dos preju&amp;iacute;zos (sociais, pol&amp;iacute;ticos e culturais) causados ao Pa&amp;iacute;s pelos corruptos organizados, a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa que a senhora, como Presidente da Rep&amp;uacute;blica, assuma atitudes e decis&amp;otilde;es pol&amp;iacute;tico-administrativas de claro e vigoroso combate aos descaminhos do dinheiro p&amp;uacute;blico. Come&amp;ccedil;ando, quem sabe, pela elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um protocolo &amp;eacute;tico para as futuras alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias, j&amp;aacute; que as atuais est&amp;atilde;o contaminadas pelo degradante loda&amp;ccedil;al da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Da minha parte, apenas mais uma sugest&amp;atilde;o: acabe com a alegoria sem&amp;acirc;ntica do &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo;, senhora Presidente! Trata-se de cacoete ret&amp;oacute;rico que deforma a identidade de governante decidida e rigorosa que a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica j&amp;aacute; lhe atribui - acredito que merecidamente. 

E &amp;eacute; tudo, por hoje.

Respeitosamente, Carlos Chaparro.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=552</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Homenagem a Dines</title>
		  <pubDate>23/02/2012</pubDate>
		<description>Homenagem a Dines,
figura maior
do nosso jornalismo
(23 de Fevereiro de 2012)

Em magn&amp;iacute;fico texto, no artigo que assina hoje no Estad&amp;atilde;o, Eug&amp;ecirc;nio Bucci presta merecida homenagem a Alberto Dines, figura maior do nosso jornalismo no &amp;uacute;ltimo meio s&amp;eacute;culo. Aproveitando como pretexto os 80 anos de vida completados pelo homenageado domingo passado, dia 19, Bucci faz em seu artigo uma brilhante reflex&amp;atilde;o sobre a qualidade e a import&amp;acirc;ncia da contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada por Alberto Dines ao jornalismo brasileiro &amp;ndash; a meu ver, contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o constru&amp;iacute;da em duas vertentes de cujo cruzamento resultou um estilo brasileiro de pensar e fazer jornalismo: numa das vertentes, o jornalismo qualificado do Projeto JB, paradigma que ainda hoje influencia escolhas e rumos nos nossos principais jornais; na outra vertente, a pedagogia da cr&amp;iacute;tica l&amp;uacute;cida e vigorosa, que Dines exercitou e socializou de forma pioneira no seu livro O Papel do Jornal e depois na coluna&amp;nbsp; Jornal dos Jornais, que por dois anos assinou na Folha de S. Paulo. No corol&amp;aacute;rio da vertente da cr&amp;iacute;tica, Alberto Dines criou o Observat&amp;oacute;rio de Imprensa, com natureza de espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico aberto ao debate plural e que todos usamos como refer&amp;ecirc;ncia.

Clique AQUI e leia o artigo de Eug&amp;ecirc;nio Bucci.&amp;nbsp;

***



Entrevista
DINES abre fogo 
contra quase tudo
Alberto Dines, o &amp;quot;observador&amp;quot;, como ele pr&amp;oacute;prio se intitula, &amp;eacute; o precursor do media criticism no Brasil. O Observat&amp;oacute;rio da Imprensa, ve&amp;iacute;culo de metajornalismo idealizado por ele, tanto na Internet quanto na televis&amp;atilde;o, tem um formato singular. Sua proposta &amp;eacute; oferecer um espa&amp;ccedil;o para reflex&amp;otilde;es acerca do jornalismo de maneira independente, com o ponto de vista de quem n&amp;atilde;o tem compromissos com nenhuma empresa jornal&amp;iacute;stica. 

A entrevista &amp;eacute; antiga, concedida no segundo semestre&amp;nbsp;de 1999 a tr&amp;ecirc;s estudantes do curso de Jornalismo da ECA-USP, para a disciplina &amp;ldquo;Conceitos e g&amp;ecirc;neros do Jornalismo&amp;rdquo;, que eu ministrava. Nela, Dines&amp;nbsp;aborda v&amp;aacute;rios temas, sempre circundando a quest&amp;atilde;o da cr&amp;iacute;tica da m&amp;iacute;dia. O texto final &amp;eacute; de dois desses alunos,os hoje jornalistas Arnaldo Grizzo Filho e&amp;nbsp;Gustavo Schor. Foi postada neste blog, originariamente, em mar&amp;ccedil;o de 2007. E &amp;eacute; agora reapresentada, porque continua importante e atual. 

Vale a pena ler. Clique AQUI.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=551</link>
	</item>
	<item>
		 <title>20-02-2012 - Estímulo à embriaguez coletiva</title>
		  <pubDate>20/02/2012</pubDate>
		<description>Na televis&amp;atilde;o,
est&amp;iacute;mulo desonesto &amp;agrave;
embriaguez coletiva
(20/02/2012)

Certa vez, num debate em evento p&amp;uacute;blico, perguntei a um publicit&amp;aacute;rio com responsabilidades de lideran&amp;ccedil;a no setor: &amp;ldquo;Qual o principal objetivo que o move na sua atividade profissional?&amp;rdquo;. E ele me respondeu, sem meias palavras: &amp;ldquo;Ganhar dinheiro&amp;rdquo;.

Foi uma resposta&amp;nbsp; marcante. E dela me lembro sempre que na televis&amp;atilde;o assisto &amp;agrave;s car&amp;iacute;ssimas campanhas publicit&amp;aacute;rias&amp;nbsp; que neste carnaval&amp;nbsp; nos massacram com est&amp;iacute;mulos ao consumo irracional de cerveja e &amp;agrave; embriaguez coletiva.

Trata-se de um assustador poder exercido pela hipocrisia das raz&amp;otilde;es do mercado. Se preferirem, as raz&amp;otilde;es de um marketing cuja estrat&amp;eacute;gia tem o cifr&amp;atilde;o como s&amp;iacute;mbolo e s&amp;iacute;ntese dos objetivos a alcan&amp;ccedil;ar. 

Se o tema lhe interessa, LEIA MAIS. 

***

Lula quer o PMDB
no &amp;ldquo;liquidificador&amp;quot; da
dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o partid&amp;aacute;ria
(17/02/20012)

Josias de Souza, rep&amp;oacute;rter pol&amp;iacute;tico da Folha de S. Paulo, informa hoje na sua coluna de blogueiro na UOL que, ante a hip&amp;oacute;tese cada vez mais prov&amp;aacute;vel de Jos&amp;eacute; Serra aceitar ser candidato a prefeito pelo PSDB, Lula tentar&amp;aacute; &amp;ldquo;vender&amp;rdquo; a Michel Temer a id&amp;eacute;ia de aliar o PMDB ao PT, na disputa da Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo. Isso porque, com Serra candidato, morre a alian&amp;ccedil;a que o mesmo Lula havia costurada com PSD, partido de Kassab, aliado juramentado de Jos&amp;eacute; Serra. 

A proposta de Lula &amp;eacute; t&amp;atilde;o simples quanto esperta, para derrotar os tucanos em S&amp;atilde;o Paulo: em favor da alian&amp;ccedil;a, o PMDB desistiria da candidatura de Gabriel Chalita, e Chalita ganharia, como pr&amp;ecirc;mio de consola&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser vice-prefeito da capital paulista, se Fernando Haddad for eleito (o que, por enquanto, &amp;eacute; razoavelmente prov&amp;aacute;vel). 

Mais do que lances estranhos do tabuleiro eleitoral, esses movimentos do ex-presidente Lula indicam que ele, no exerc&amp;iacute;cio do seu poder pol&amp;iacute;tico pessoal, e como inato condutor de massas, continua guerreiro obstinado nas artes de homogeneizar indiv&amp;iacute;duos e grupos seguidores, diluindo-lhes a identidade na am&amp;aacute;lgama pol&amp;iacute;tica processada.

Quem, ao contr&amp;aacute;rio de Lula, n&amp;atilde;o tem ou n&amp;atilde;o sabe acionar &amp;ldquo;liquidificadores&amp;rdquo;, jamais ser&amp;aacute; condutor de massas. Neste caso, por&amp;eacute;m, quase tudo leva a crer que o PMDB n&amp;atilde;o caber&amp;aacute; no copo da dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o lulista. At&amp;eacute; porque reconstruir e fortalecer o partido em S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; projeto pessoal de Michel Temer.

Leia tamb&amp;eacute;m: Lula, mito a desconstruir (PDF). </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=550</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Estímulo à embriaguez coletiva</title>
		  <pubDate>20/02/2012</pubDate>
		<description>Na televis&amp;atilde;o,
est&amp;iacute;mulo desonesto &amp;agrave;
embriaguez coletiva
Em alian&amp;ccedil;a com a televis&amp;atilde;o, para a qual Carnaval, Futebol e F&amp;oacute;rmula Um s&amp;atilde;o hoje meganeg&amp;oacute;cios preferenciais, a publicidade socializa um discurso massivo de est&amp;iacute;mulo ao consumo de cerveja. Discurso que cria multid&amp;otilde;es e destr&amp;oacute;i pessoas. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=549</link>
	</item>
	<item>
		 <title>17/02/2012 - Lula e o PMDB</title>
		  <pubDate>17/02/2012</pubDate>
		<description>Lula quer o PMDB
no &amp;ldquo;liquidificador&amp;quot; da
dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o partid&amp;aacute;ria
(17/02/20012)

Josias de Souza, rep&amp;oacute;rter pol&amp;iacute;tico da Folha de S. Paulo, informa hoje na sua coluna de blogueiro na UOL que, ante a hip&amp;oacute;tese cada vez mais prov&amp;aacute;vel de Jos&amp;eacute; Serra aceitar ser candidato a prefeito pelo PSDB, Lula tentar&amp;aacute; &amp;ldquo;vender&amp;rdquo; a Michel Temer a id&amp;eacute;ia de aliar o PMDB ao PT, na disputa da Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo. Isso porque, com Serra candidato, morre a alian&amp;ccedil;a que o mesmo Lula havia costurada com PSD, partido de Kassab, aliado juramentado de Jos&amp;eacute; Serra. 

A proposta de Lula &amp;eacute; t&amp;atilde;o simples quanto esperta, para derrotar os tucanos em S&amp;atilde;o Paulo: em favor da alian&amp;ccedil;a, o PMDB desistiria da candidatura de Gabriel Chalita, e Chalita ganharia, como pr&amp;ecirc;mio de consola&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser vice-prefeito da capital paulista, se Fernando Haddad for eleito (o que, por enquanto, &amp;eacute;&amp;nbsp;razoavelmente prov&amp;aacute;vel). 

Mais do que lances estranhos do tabuleiro eleitoral, esses movimentos do ex-presidente Lula indicam que ele, no exerc&amp;iacute;cio do seu poder pol&amp;iacute;tico&amp;nbsp; pessoal, e como inato condutor de massas, continua guerreiro obstinado nas artes de homogeneizar indiv&amp;iacute;duos e grupos seguidores, diluindo-lhes a identidade na am&amp;aacute;lgama pol&amp;iacute;tica processada.

Quem, ao contr&amp;aacute;rio de Lula, n&amp;atilde;o tem ou n&amp;atilde;o sabe acionar&amp;nbsp;&amp;ldquo;liquidificadores&amp;rdquo;, jamais ser&amp;aacute; condutor de massas.&amp;nbsp; Neste caso, por&amp;eacute;m, quase tudo leva a crer que o PMDB n&amp;atilde;o caber&amp;aacute; no copo da dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o lulista. At&amp;eacute; porque reconstruir e fortalecer o partido em S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; projeto pessoal de Michel Temer.

Leia tamb&amp;eacute;m: Lula, mito a desconstruir (PDF). 
***

Telejornalismo 
da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo;
proibido na Espanha
(14/02/2012)

Em decis&amp;atilde;o divulgada nos primeiros dias deste m&amp;ecirc;s, o Tribunal Constitucional da Espanha considerou ILEG&amp;Iacute;TIMO o uso da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo; como m&amp;eacute;todo jornal&amp;iacute;stico de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de imagens e falas em reportagens. Nas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da decis&amp;atilde;o, o Tribunal declara &amp;ldquo;constitucionalmente proibida&amp;rdquo; essa pr&amp;aacute;tica. E argumenta que o uso de c&amp;acirc;meras ocultas n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; amparar-se na liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dado o seu car&amp;aacute;ter altamente invasivo da intimidade pessoal e do direito &amp;agrave; imagem, tendo por base o &amp;ldquo;logro&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;ardil&amp;rdquo;. 

E se no Brasil o Supremo Tribunal Federal fosse acionado para julgar o uso cada vez mais frequente e abusivo uso (fraudulento) de c&amp;acirc;meras escondidas? 

Afinal, continua em vigor o Inciso X do Artigo 5 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &amp;ldquo;S&amp;atilde;o inviol&amp;aacute;veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito &amp;agrave; indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.

Se o assunto lhe interessa, leia MAIS.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=548</link>
	</item>
	<item>
		 <title>15-2-2012 - Pimentel culpado</title>
		  <pubDate>15/02/2012</pubDate>
		<description>15 de Fevereiro de 2012
Dilma colou o&amp;nbsp;
r&amp;oacute;tulo de &amp;ldquo;culpado&amp;rdquo;
na testa de Pimentel
N&amp;atilde;o entendi o porqu&amp;ecirc; da estabanada rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presidente Dilma Rousseff contra a Comiss&amp;atilde;o de &amp;Eacute;tica P&amp;uacute;blica da Presid&amp;ecirc;ncia, por ter esse &amp;oacute;rg&amp;atilde;o decidido abrir processo para analisar den&amp;uacute;ncias contra o ministro Fernando Pimentel, amigo da senhora Dilma.&amp;nbsp; 

Pelo que lemos nos jornais e ouvimos em telejornais, &amp;ldquo;a presidente ficou contrariada&amp;rdquo; com a decis&amp;atilde;o da Comiss&amp;atilde;o. E em jeito de revide, anunciou que ir&amp;aacute; substituir cinco dos sete membros da Comiss&amp;atilde;o quando os respectivos mandatos terminarem, em meados do ano.

Como not&amp;iacute;cias desse tipo n&amp;atilde;o caem das nuvens, est&amp;aacute; na cara&amp;nbsp; que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o saiu do pr&amp;oacute;prio Pal&amp;aacute;cio presidencial, pelos dutos e acordos do &amp;ldquo;off-the-record&amp;rdquo;, que incluem o anonimato da fonte e a oculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos objetivos. E quando assim &amp;eacute;, a not&amp;iacute;cia nada tem de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica, pois se trata de mero&amp;nbsp;lance t&amp;aacute;tico de natureza pol&amp;iacute;tica, para efeitos que interessam a quem entrega a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; difus&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica. 

Nesses casos, o lado oculto da not&amp;iacute;cia pode ser sintetizado numa palavra: Por qu&amp;ecirc;? 

Por qu&amp;ecirc; e para qu&amp;ecirc; a presidente se arriscou numa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica que tem energia e rota de bumerangue?

Afinal, quando faltam os porqu&amp;ecirc;s, leitores e telespectadores (&amp;ldquo;os outros&amp;rdquo; do processo interlocut&amp;oacute;rio) ficam livres e criativos para atribuir &amp;agrave; not&amp;iacute;cia os significados que o conte&amp;uacute;do divulgado sugere. Pois para mim, como integrante do grupo dos &amp;ldquo;outros&amp;rdquo;, a presidente Dilma fez o que n&amp;atilde;o queria: ao divulgar que n&amp;atilde;o gostou da decis&amp;atilde;o da Comiss&amp;atilde;o de &amp;Eacute;tica e ao anunciar, como retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que substituir&amp;aacute; a maioria dos seus membros, a presidente Dilma colou o r&amp;oacute;tulo culpado na testa do seu ministro e amigo Fernando Pimentel.&amp;nbsp; 

***
14 de fevereiro de 2012
Telejornalismo 
da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo;
proibido na Espanha
Em decis&amp;atilde;o divulgada nos primeiros dias deste m&amp;ecirc;s, o Tribunal Constitucional da Espanha considerou ILEG&amp;Iacute;TIMO o uso da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo; como m&amp;eacute;todo jornal&amp;iacute;stico de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de imagens e falas em reportagens. Nas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da decis&amp;atilde;o, o Tribunal declara &amp;ldquo;constitucionalmente proibida&amp;rdquo; essa pr&amp;aacute;tica. E argumenta que o uso de c&amp;acirc;meras ocultas n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; amparar-se na liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dado o seu car&amp;aacute;ter altamente invasivo da intimidade pessoal e do direito &amp;agrave; imagem, tendo por base o &amp;ldquo;logro&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;ardil&amp;rdquo;. 

E se no Brasil o Supremo Tribunal Federal fosse acionado para julgar o uso cada vez mais frequente e abusivo uso (fraudulento) de c&amp;acirc;meras escondidas? 

Afinal, continua em vigor o Inciso X do Artigo 5 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o: 

&amp;ldquo;S&amp;atilde;o inviol&amp;aacute;veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito &amp;agrave; indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.

Se o assunto lhe interessa, leia MAIS.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=547</link>
	</item>
	<item>
		 <title>14-02-2012</title>
		  <pubDate>14/02/2012</pubDate>
		<description>14 de fevereiro de 2012
Telejornalismo 
da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo;
proibido na Espanha
Em&amp;nbsp;decis&amp;atilde;o divulgada nos primeiros dias deste m&amp;ecirc;s, o Tribunal Constitucional da Espanha considerou ILEG&amp;Iacute;TIMO o uso da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo; como m&amp;eacute;todo jornal&amp;iacute;stico de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de imagens e falas em reportagens. Nas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da decis&amp;atilde;o, o Tribunal declara &amp;ldquo;constitucionalmente proibida&amp;rdquo;&amp;nbsp; essa pr&amp;aacute;tica. E argumenta que o uso de c&amp;acirc;meras ocultas n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; amparar-se na liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dado o seu car&amp;aacute;ter altamente invasivo da intimidade pessoal e do direito &amp;agrave; imagem, tendo por base o &amp;ldquo;logro&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;ardil&amp;rdquo;.&amp;nbsp; 

E se no Brasil o Supremo Tribunal Federal fosse acionado para julgar o uso cada vez mais frequente e abusivo uso (fraudulento) de c&amp;acirc;meras escondidas? 

Afinal, continua em vigor o Inciso X do Artigo 5 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o: 

&amp;ldquo;S&amp;atilde;o inviol&amp;aacute;veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito &amp;agrave; indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.

Se o assunto lhe interessa, leia MAIS.

****


11 de Fevereiro de 2012
Lucas Ferraz mostra 
a arte e a t&amp;eacute;cnica 
do melhor jornalismo 
Estamos ainda em fevereiro, nem ao meado do m&amp;ecirc;s chegamos, e &amp;eacute; bem prov&amp;aacute;vel que o melhor trabalho individual de jornalismo do ano j&amp;aacute; esteja publicado. Trata-se da reportagem assinada pelo jovem Lucas Ferraz (foto) no suplemento &amp;ldquo;Ilustr&amp;iacute;ssima&amp;rdquo; (Folha de S. Paulo), de 5 de fevereiro, sob o t&amp;iacute;tulo &amp;ldquo;O instante decisivo &amp;ndash; A Folha localizou o fot&amp;oacute;grafo do cad&amp;aacute;ver de Herzog&amp;rdquo;. 

&amp;Eacute; um texto not&amp;aacute;vel, tanto na precis&amp;atilde;o liter&amp;aacute;ria quanto no rigor t&amp;eacute;cnico da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas que vale, principalmente, pela enorme relev&amp;acirc;ncia da hist&amp;oacute;ria contada: o desvendamento da fraude fotogr&amp;aacute;fica com a qual os torturadores do DOI-CODI tentaram enganar o Brasil, ao atribuir a morte de Vladimir Herzog a suic&amp;iacute;dio, por enforcamento - vers&amp;atilde;o mentirosa em que ningu&amp;eacute;m acreditou. 

Mas o epis&amp;oacute;dio s&amp;oacute; agora &amp;eacute; plenamente elucidado, gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; bel&amp;iacute;ssima reportagem de Lucas Ferraz. A partir de ind&amp;iacute;cios e registros guardados na papelada da Comiss&amp;atilde;o da Verdade (em organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o), devidamente vasculhada, Lucas foi atr&amp;aacute;s do fot&amp;oacute;grafo Silvaldo Leung Vieira, autor da hist&amp;oacute;rica foto do cad&amp;aacute;ver de Herzog enforcado. 
Lucas Ferraz localizou Silvaldo em Los Angeles e o entrevistou exaustivamente. Checou e cruzou todas as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es colhidas em fontes qualificadas, assegurando-se da plena veracidade da valiosa reportagem. Com apenas 26 anos, j&amp;aacute; &amp;eacute; um craque.

Aqui, por enquanto, fica elogio p&amp;uacute;blico ao m&amp;eacute;rito jornal&amp;iacute;stico do trabalho de Lucas Ferraz, rep&amp;oacute;rter da sucursal da Folha em Bras&amp;iacute;lia. Mas assumo o compromisso de desconstruir o texto de Lucas, para transformar a sua reportagem em aula de bom jornalismo. 

Aguardem. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=546</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Câmera oculta - A lição que vem da Espanha</title>
		  <pubDate>14/02/2012</pubDate>
		<description>A li&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vem da Espanha: 
&amp;ldquo;C&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo; &amp;eacute; ardil&amp;nbsp;proibido pelo 
Tribunal Constitucional 

Em&amp;nbsp;decis&amp;atilde;o divulgada nos primeiros dias deste m&amp;ecirc;s, o Tribunal Constitucional da Espanha considerou ILEG&amp;Iacute;TIMO o uso da &amp;ldquo;c&amp;acirc;mera oculta&amp;rdquo; como m&amp;eacute;todo jornal&amp;iacute;stico de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e difus&amp;atilde;o de imagens e falas em reportagens. Nas considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da decis&amp;atilde;o, o Tribunal declara &amp;ldquo;constitucionalmente proibida&amp;rdquo; essa pr&amp;aacute;tica. E argumenta que o uso de c&amp;acirc;meras ocultas n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; amparar-se na liberdade de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dado o seu car&amp;aacute;ter altamente invasivo da intimidade pessoal e do direito &amp;agrave; imagem, tendo por base o &amp;ldquo;logro&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;ardil&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

A decis&amp;atilde;o do Tribunal Constitucional espanhol tem for&amp;ccedil;a e significado de jurisprud&amp;ecirc;ncia irrecus&amp;aacute;vel. Gerou intensa pol&amp;ecirc;mica nos meios profissionais e acad&amp;ecirc;micos da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com abund&amp;acirc;ncia de argumentos a favor e contra a decis&amp;atilde;o. 

Com a relev&amp;acirc;ncia que tem para a cidadania e para a deontologia jornal&amp;iacute;stica, o fato ocorrido na Espanha justifica uma transposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica para o que se passa no telejornalismo brasileiro, em termos de uso de c&amp;acirc;meras ocultas. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=545</link>
	</item>
	<item>
		 <title>11-02-2012</title>
		  <pubDate>11/02/2012</pubDate>
		<description>11 de Fevereiro de 2012
A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica de conversas telef&amp;ocirc;nicas gravadas com autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Justi&amp;ccedil;a alterou radicalmente o contexto e a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as que davam rumo &amp;agrave;s greves das Pol&amp;iacute;cias Militares do Rio e da Bahia. E ningu&amp;eacute;m se lembrou, nem disse, que...
... &amp;eacute; crime divulgar 
conversas grampeadas 
Depois de uma ditadura militar que, sem preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com a lei nem com a cidadania, usou intensamente a espionagem telef&amp;ocirc;nica e outras formas de invas&amp;atilde;o, o inciso XII do artigo 5&amp;ordm; da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1988 representa um not&amp;aacute;vel avan&amp;ccedil;o civilizacional na sociedade brasileira, ao estabelecer que &amp;ldquo;&amp;eacute; inviol&amp;aacute;vel o sigilo da correspond&amp;ecirc;ncia e das comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es telegr&amp;aacute;ficas, de dados e de comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es telef&amp;ocirc;nicas, salvo, no &amp;uacute;ltimo caso, por ordem judicial, nas hip&amp;oacute;teses e na forma que a lei estabelecer, para fins de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o criminal ou instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o processual penal&amp;rdquo;.&amp;nbsp;

Quando se faz a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o (inclusive e principalmente pela via jornal&amp;iacute;stica) de conversas telef&amp;ocirc;nicas interceptadas, o que est&amp;aacute; em jogo, portanto,&amp;nbsp;n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o embates pol&amp;iacute;tico-partid&amp;aacute;rios, mas&amp;nbsp;um direito fundamental de cidadania.&amp;nbsp; 

O direito aos sigilos da privacidade, assegurados no inciso XII do Artigo V da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foi regulamentado pela Lei 9.296, de 24 de julho de 1996. E nela se estabelecem os limites e as formas legais dos procedimentos&amp;nbsp; para a a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os usos de conversas telef&amp;ocirc;nicas interceptadas com autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial: &amp;ldquo;a intercepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o telef&amp;ocirc;nica, de qualquer natureza, ocorrer&amp;aacute; em autos apartados, (...) preservando-se o sigilo das dilig&amp;ecirc;ncias, grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es e transcri&amp;ccedil;&amp;otilde;es respectivas&amp;rdquo; (Artigo 8&amp;ordm;).&amp;nbsp; E o artigo 9&amp;ordm; determina que &amp;ldquo;a grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o interessar &amp;agrave; prova ser&amp;aacute; inutilizada por decis&amp;atilde;o judicial, durante o inqu&amp;eacute;rito&amp;rdquo;. 

(Detalhamento do assunto em TEXTO VERS&amp;Atilde;O&amp;nbsp; PDF. Leia.)

****
Lucas Ferraz mostra&amp;nbsp;
a arte e&amp;nbsp;a t&amp;eacute;cnica 
do melhor jornalismo 
Estamos ainda em fevereiro, nem ao meado do m&amp;ecirc;s chegamos, e &amp;eacute; bem prov&amp;aacute;vel que o melhor trabalho individual de jornalismo do ano j&amp;aacute; esteja publicado. Trata-se da reportagem assinada pelo jovem Lucas Ferraz (foto)&amp;nbsp;no suplemento &amp;ldquo;Ilustr&amp;iacute;ssima&amp;rdquo; (Folha de S. Paulo), de 5 de fevereiro, sob o t&amp;iacute;tulo&amp;nbsp; &amp;ldquo;O instante decisivo &amp;ndash; A Folha localizou o fot&amp;oacute;grafo do cad&amp;aacute;ver de Herzog&amp;rdquo;.&amp;nbsp; 

&amp;Eacute; um texto not&amp;aacute;vel, tanto&amp;nbsp;na precis&amp;atilde;o liter&amp;aacute;ria quanto&amp;nbsp;no rigor t&amp;eacute;cnico da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas que vale, principalmente, pela enorme relev&amp;acirc;ncia da hist&amp;oacute;ria contada: o desvendamento da fraude fotogr&amp;aacute;fica com a qual os torturadores do DOI-CODI tentaram enganar o Brasil,&amp;nbsp;ao atribuir&amp;nbsp;a morte de Vladimir Herzog a suic&amp;iacute;dio, por enforcamento - vers&amp;atilde;o mentirosa em que ningu&amp;eacute;m acreditou. 

Mas o epis&amp;oacute;dio s&amp;oacute; agora &amp;eacute; plenamente elucidado, gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; bel&amp;iacute;ssima reportagem de Lucas Ferraz. A partir de ind&amp;iacute;cios e registros guardados na papelada da Comiss&amp;atilde;o da Verdade (em organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o), devidamente vasculhada, Lucas foi atr&amp;aacute;s do fot&amp;oacute;grafo Silvaldo Leung Vieira, autor da hist&amp;oacute;rica foto do cad&amp;aacute;ver de Herzog enforcado. 
Lucas Ferraz&amp;nbsp; localizou Silvaldo em Los Angeles e o entrevistou exaustivamente. Checou e cruzou todas as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es colhidas em fontes qualificadas, assegurando-se da plena veracidade da valiosa reportagem. Com apenas 26 anos, j&amp;aacute; &amp;eacute; um craque.

Aqui, por enquanto, fica elogio p&amp;uacute;blico ao m&amp;eacute;rito jornal&amp;iacute;stico do trabalho de Lucas Ferraz, rep&amp;oacute;rter da sucursal da Folha em Bras&amp;iacute;lia. Mas assumo o compromisso de desconstruir o texto de Lucas, para transformar&amp;nbsp;a sua &amp;nbsp;reportagem em aula de bom jornalismo. 

Aguardem. 

*****

10 de Fevereiro de 2012
Os l&amp;iacute;deres 
mataram a greve
Quando chegam aos quart&amp;eacute;is das Pol&amp;iacute;cias Militares estaduais, os movimentos grevistas t&amp;ecirc;m o sucesso condicionado &amp;agrave; lucidez dos seus l&amp;iacute;deres, para que a greve jamais perca a caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de luta reivindicat&amp;oacute;ria de natureza social. Como as Pol&amp;iacute;cias Militares s&amp;atilde;o tropa armada essencial para a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica e a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ordenamento democr&amp;aacute;tico, qualquer passo mais forte pode dar &amp;agrave; greve caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de motim, exigindo tratamento de amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; ordem p&amp;uacute;blica. 

O grau de risco se agrava quando lideran&amp;ccedil;as obtusas tentam colocar os movimentos locais num quadro de dimens&amp;otilde;es e implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es federativas. Quando isso ocorre ou pode ocorrer, o embate entra na esfera do poder e das raz&amp;otilde;es da Seguran&amp;ccedil;a Nacional, que tem prerrogativas exclusivas para assegurar ao Estado a integridade do territ&amp;oacute;rio, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos interesses nacionais.

Nos casos de movimentos grevistas em contingentes de tropa armada, trata-se de uma fronteira dramaticamente t&amp;ecirc;nue, essa que separa a greve social da greve-motim. E a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas grampeadas mostrou que essa fronteira foi irresponsavelmente rompida pela burrice das lideran&amp;ccedil;as locais (baianas e cariocas).

Assim, ap&amp;oacute;s o uso t&amp;aacute;tico-estrat&amp;eacute;gico do Jornal Nacional para a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas grampeadas, a greve passou a receber tratamento oficial de amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; Seguran&amp;ccedil;a Nacional. E isso se refletiu&amp;nbsp;imediatamente nos notici&amp;aacute;rios , que em vez de reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es salariais,&amp;nbsp;passaram a falar de&amp;nbsp;pris&amp;otilde;es decretadas, processos disciplinares instaurados e grevistas tratados como desertores.

Os l&amp;iacute;deres mataram a greve.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=544</link>
	</item>
	<item>
		 <title>10-02-2012</title>
		  <pubDate>10/02/2012</pubDate>
		<description>10 de Fevereiro de 2012
Os l&amp;iacute;deres 
mataram a greve
Quando chegam aos quart&amp;eacute;is das Pol&amp;iacute;cias Militares estaduais, os movimentos grevistas t&amp;ecirc;m o sucesso condicionado &amp;agrave; lucidez dos seus l&amp;iacute;deres, para que a greve jamais perca a caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de luta reivindicat&amp;oacute;ria de natureza social. Como as Pol&amp;iacute;cias Militares s&amp;atilde;o tropa armada essencial para a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica e a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ordenamento democr&amp;aacute;tico, qualquer passo mais forte pode dar &amp;agrave; greve caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de motim, exigindo tratamento de amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; ordem p&amp;uacute;blica. 

O grau de risco se agrava quando lideran&amp;ccedil;as obtusas tentam colocar os movimentos locais num quadro de dimens&amp;otilde;es e implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es federativas.&amp;nbsp; Quando isso ocorre ou pode ocorrer, o embate entra na esfera do poder e das raz&amp;otilde;es da Seguran&amp;ccedil;a Nacional, que tem prerrogativas exclusivas para assegurar ao Estado a integridade do territ&amp;oacute;rio, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos interesses nacionais.

Nos casos de movimentos grevistas em contingentes de tropa armada, trata-se de uma fronteira dramaticamente t&amp;ecirc;nue, essa que separa a greve social da greve-motim. E a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas grampeadas mostrou que essa fronteira foi irresponsavelmente rompida pela burrice das lideran&amp;ccedil;as locais (baianas e cariocas).
Assim, ap&amp;oacute;s o uso t&amp;aacute;tico-estrat&amp;eacute;gico do Jornal Nacional para a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas grampeadas, a greve passou a receber tratamento oficial de amea&amp;ccedil;a &amp;agrave; Seguran&amp;ccedil;a Nacional. E isso se reflete claramente nos notici&amp;aacute;rios de hoje, que em vez de reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es salariais, anunciam pris&amp;otilde;es decretadas, processos disciplinares instaurados e grevistas tratados como desertores.

Os l&amp;iacute;deres mataram a greve.

***

9 de Fevereiro de 2012
No Estad&amp;atilde;o, 
manchete superada 
pelos fatos
A manh&amp;atilde; desta quinta-feira certamente n&amp;atilde;o foi das mais amenas na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de O Estado de S. Paulo. E o ambiente deve ter esquentado de nodo especial na reuni&amp;atilde;o de c&amp;uacute;pula que, logo cedo, avalia a primeira p&amp;aacute;gina da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dia, com a s&amp;iacute;ntese dos grandes acontecimentos nela oferecida aos leitores. 

Ao contr&amp;aacute;rio dos colegas da Folha de S. Paulo, os editores da primeira p&amp;aacute;gina do Estad&amp;atilde;o pouca import&amp;acirc;ncia deram &amp;agrave;s grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es (autorizadas pela Justi&amp;ccedil;a) de conversas telef&amp;ocirc;nicas nas quais os l&amp;iacute;deres da greve prometiam e combinavam a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de violento vandalismo. A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas conversas como principal conte&amp;uacute;do do Jornal Nacional da v&amp;eacute;spera era um petardo com potencial para impacto devastador no movimento grevista da Bahia. De imediato, e radicalmente, alteraria a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as que dava aos amotinados, at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o, poder de manterem a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;a no ocupado edif&amp;iacute;cio da Assembleia Legislativa da Bahia. 

Quando o Estad&amp;atilde;o chegou &amp;agrave;s bancas, anunciando aos leitores, na manchete principal, que &amp;ldquo;Cresce o cerco do Ex&amp;eacute;rcito a policiais em greve na Bahia&amp;rdquo;, os grevistas j&amp;aacute; haviam sido for&amp;ccedil;ados a abandonar o pal&amp;aacute;cio ocupado. E seu principal l&amp;iacute;der estava preso. 

Era previs&amp;iacute;vel que o espert&amp;iacute;ssimo e ilegal lance de usar a difus&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica para divulgar as conversas gravadas fazia parte de um plano de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ferir a cabe&amp;ccedil;a do movimento, com o prov&amp;aacute;vel encolhimento da greve. Ao que parece, os editores do Estad&amp;atilde;o n&amp;atilde;o perceberam isso. Ou,por alguma outra raz&amp;atilde;o, recusaram dar relev&amp;acirc;ncia ao conte&amp;uacute;do das insensatas conversas gravadas. Preferiram esconder-se atr&amp;aacute;s de uma manchete que n&amp;atilde;o captava nem expressava a verdade din&amp;acirc;mica do conflito. E que, por isso, carregava consigo o alto risco de j&amp;aacute; chegar velha &amp;agrave;s bancas.
Assim aconteceu.

***

Crime vulgarizado
Propositalmente, no par&amp;aacute;grafo final do texto anterior, adjetivei de ILEGAL a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas telef&amp;ocirc;nicas. Porque assim est&amp;aacute; determinado pela Lei n. 9.296, 24 de julho de 1996, que regulamenta o direito constitucional &amp;agrave; inviolabilidade do sigilo telef&amp;ocirc;nico. Mesmo as grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es autorizadas pela Justi&amp;ccedil;a s&amp;oacute; podem seu usadas como prova em processo, protegidas por segredo de Justi&amp;ccedil;a. &amp;Eacute; o que a referida Lei determina. Em resumo: divulgar conversas telef&amp;ocirc;nicas grampeadas &amp;eacute; crime. 

Sobre o assunto, LEIA TEXTO EM PDF.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=542</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Violação de conversas telefônicas</title>
		  <pubDate>10/02/2012</pubDate>
		<description>A viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o do direito 
ao sigilo das 
conversas telef&amp;ocirc;nicas</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=543</link>
	</item>
	<item>
		 <title>9 de Fevereiro de 2012</title>
		  <pubDate>09/02/2012</pubDate>
		<description>9 de Fevereiro de 2012
No Estad&amp;atilde;o, 
manchete superada 
pelos fatos
A manh&amp;atilde; desta quinta-feira certamente n&amp;atilde;o foi das mais amenas na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;O Estado de S. Paulo. E o ambiente deve ter esquentado de nodo especial na reuni&amp;atilde;o de c&amp;uacute;pula que, logo cedo, avalia a primeira p&amp;aacute;gina da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dia, com a s&amp;iacute;ntese dos grandes acontecimentos nela oferecida aos leitores. 

Ao contr&amp;aacute;rio dos colegas da&amp;nbsp;Folha de S. Paulo, os editores da primeira p&amp;aacute;gina do Estad&amp;atilde;o pouca import&amp;acirc;ncia deram &amp;agrave;s grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es (autorizadas pela Justi&amp;ccedil;a) de conversas telef&amp;ocirc;nicas nas quais os l&amp;iacute;deres da greve prometiam e combinavam a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de violento vandalismo. A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas conversas como principal conte&amp;uacute;do do Jornal Nacional da v&amp;eacute;spera&amp;nbsp;era um petardo com potencial para&amp;nbsp;impacto devastador no movimento grevista da Bahia. De imediato, e radicalmente, alteraria a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as que dava aos amotinados, at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o, poder de manterem a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;a no ocupado edif&amp;iacute;cio da Assembleia Legislativa da Bahia. 

Quando o Estad&amp;atilde;o&amp;nbsp; chegou &amp;agrave;s bancas, anunciando aos leitores, na manchete&amp;nbsp; principal, que &amp;ldquo;Cresce o cerco do Ex&amp;eacute;rcito a policiais em greve na Bahia&amp;rdquo;, os grevistas j&amp;aacute; haviam&amp;nbsp; sido for&amp;ccedil;ados a abandonar&amp;nbsp; o pal&amp;aacute;cio ocupado. E seu principal l&amp;iacute;der estava preso. 

Era previs&amp;iacute;vel que o espert&amp;iacute;ssimo e ilegal lance de usar a difus&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica para divulgar as conversas gravadas fazia parte de um plano de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ferir a cabe&amp;ccedil;a do movimento, com o prov&amp;aacute;vel encolhimento da greve. Aoi que parece, os editores do Estad&amp;atilde;o n&amp;atilde;o perceberam isso. Ou,por alguma outra raz&amp;atilde;o, recusaram dar relev&amp;acirc;ncia ao conte&amp;uacute;do das insensatas conversas gravadas. Preferiram esconder-se atr&amp;aacute;s de uma manchete que n&amp;atilde;o captava nem expressava a verdade din&amp;acirc;mica do conflito. E que, por isso, carregava consigo o alto risco de j&amp;aacute; chegar velha &amp;agrave;s bancas.
Assim aconteceu.

Crime vulgarizado
Propositalmente, no par&amp;aacute;grafo final do texto anterior, adjetivei de ILEGAL a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das conversas telef&amp;ocirc;nicas. Porque assim est&amp;aacute; determinado pela Lei n. 9.296, 24 de julho de 1996, que regulamenta o direito constitucional &amp;agrave; inviolabilidade do sigilo telef&amp;ocirc;nica. Mesmo as grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es autorizadas pela Justi&amp;ccedil;a s&amp;oacute; podem seu usadas como prova em processo, protegidas por segredo de Justi&amp;ccedil;a. &amp;Eacute; o que a referida Lei determina. Em resumo: divulgar conversas telef&amp;ocirc;nicas grampeadas &amp;eacute; crime.

Voltarei ao assunto.

***

7 de Fevereiro de 2012
Faxina com afagos
n&amp;atilde;o cura a 
maleita da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o 
O ministro Gast&amp;atilde;o Vieira recebeu ontem o relat&amp;oacute;rio do grupo de trabalho criado pela presidente Dilma Rousseff para analisar repasses financeiros do Minist&amp;eacute;rio do Turismo, feitos a organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais, na gest&amp;atilde;o do ministro anterior. O documento confirma o cen&amp;aacute;rio de roubalheira institucionalizada, de vi&amp;eacute;s partid&amp;aacute;rio. 

Os n&amp;uacute;meros do esc&amp;acirc;ndalo est&amp;atilde;o nos jornais de hoje, e pouco importam, porque s&amp;atilde;o meramente simb&amp;oacute;licos. Mas certamente ser&amp;atilde;o ampliados no documento que a Controladoria da Uni&amp;atilde;o e a Casa Civil dever&amp;atilde;o entregar esta semana &amp;agrave; presidente, com a radiografia dos desvios praticados na &amp;aacute;rea do Turismo, por meio de conv&amp;ecirc;nios e repasses ilegais, em benef&amp;iacute;cio de &amp;ldquo;parceiros&amp;rdquo; n&amp;atilde;o governamentais.

As recentes investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es feitas (por exemplo) nos Minist&amp;eacute;rios do Turismo e dos Transportes s&amp;atilde;o, ao mesmo tempo, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es terap&amp;ecirc;uticas e de profilaxia, porque desvendam e divulgam procedimentos de gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica que o Brasil n&amp;atilde;o pode nem deve tolerar mais. Mas, ao desvendarem o universo da desonestidade engravatada, as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es revelam, tamb&amp;eacute;m, que a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o disfar&amp;ccedil;ada continua a fazer parte (talvez at&amp;eacute; como n&amp;uacute;cleo central) da l&amp;oacute;gica determinante dos acordos partid&amp;aacute;rios que d&amp;atilde;o fisionomia e movimento &amp;agrave;s for&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas que nos pedem votos. 

Para tal maleita, faxina com afagos &amp;eacute; apenas paliativo. Encobre sintomas. Mas n&amp;atilde;o cura a doen&amp;ccedil;a.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=541</link>
	</item>
	</channel>
</rss>


