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		<title>|| O XIS DA QUESTÃO :: Blog do Prof. Chaparro ||</title>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/</link>
		<description>Posts</description>
		<language>pt-br</language>
	<item>
		 <title>Dilma e os direitos humanos</title>
		  <pubDate>01/02/2012</pubDate>
		<description>Em Cuba, Dilma 
&amp;ldquo;esqueceu&amp;rdquo; a 
preval&amp;ecirc;ncia dos 
direitos humanos
No Artigo 4&amp;ordm; do T&amp;iacute;tulo I, a nossa Carta Magna estabelece que, &amp;ldquo;nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais, a Rep&amp;uacute;blica Federativa do Brasil rege-se&amp;rdquo; por dez princ&amp;iacute;pios fundamentais, um deles &amp;ldquo;a preval&amp;ecirc;ncia dos direitos humanos&amp;rdquo; &amp;ndash; e entenda-se por preval&amp;ecirc;ncia aquilo que a palavra rigorosamente significa: qualidade do que &amp;eacute; superior e que por isso deve prevalecer, em conflitos e escolhas.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=539</link>
	</item>
	<item>
		 <title>1-2-2012</title>
		  <pubDate>01/02/2012</pubDate>
		<description>Em Cuba, Dilma 
&amp;ldquo;esqueceu&amp;rdquo; a preval&amp;ecirc;ncia 
dos direitos humanos
A senhora Dilma Rousseff andou esta semana por Cuba, n&amp;atilde;o como turista, mas em visita oficial, como Presidente da Rep&amp;uacute;blica. Carregava consigo, portanto, o dever juramentado de &amp;ldquo;manter, defender e cumprir a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, que a obriga a reger as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais pela preval&amp;ecirc;ncia dos direitos humanos. Por conveni&amp;ecirc;ncia ideol&amp;oacute;gico-diplom&amp;aacute;tica, esqueceu esse dever.
LEIA A &amp;Iacute;NTEGRA,

Com Chico Pinheiro,
um BOM DIA melhor 
No telejornalismo matinal da Rede Globo, a eleg&amp;acirc;ncia verbal e estil&amp;iacute;stica de Renato Machado foi substitu&amp;iacute;da, com ganhos jornal&amp;iacute;sticos, pelas inquieta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;tico-sociais de Chico Pinheiro, cada vez mais disposto a &amp;aacute;geis interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas, por vezes contundentes.

O Bom dia Brasil (na minha avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o melhor telejornal di&amp;aacute;rio da Rede Globo) precisava disso. Chico Pinheiro tem um &amp;ldquo;&amp;agrave; vontade&amp;rdquo; transgressor propenso &amp;agrave; independ&amp;ecirc;ncia e &amp;agrave; discord&amp;acirc;ncia. Usa com senso pol&amp;ecirc;mico a arma da pergunta. E n&amp;atilde;o teme arriscar pontos de vista pessoais, principalmente quando est&amp;atilde;o em pauta fatos pol&amp;iacute;ticos e sociais que colidem com valores democr&amp;aacute;ticos e civilizacionais. 

As marcas desse estilo mais inquieto carecem ainda de melhor defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tendo em vista as caracter&amp;iacute;sticas de um telejornalismo que procura valorizar a elucida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conflitos. Mas Chico Pinheiro j&amp;aacute; colocou o trem na linha...

A demiss&amp;atilde;o de Negromonte
confirma a boa 
origem das den&amp;uacute;ncias
Os ministros e outros figur&amp;otilde;es do primeiro escal&amp;atilde;o atingidos por den&amp;uacute;ncias de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o queixam-se do &amp;ldquo;jornalismo denuncista&amp;rdquo;. Quando o cerco aperta, dizem-se v&amp;iacute;timas da intriga pol&amp;iacute;tica. A verdade, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que, em sua grande maioria, as acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es veiculadas pelos meios jornal&amp;iacute;sticos n&amp;atilde;o foram desmentidas. 

Isso indica que, das duas, uma: ou a imprensa tem uma surpreendente capacidade de conquistar a confian&amp;ccedil;a de fontes localizadas no miolo dos segredos da Rep&amp;uacute;blica, ou, no sentido inverso, os mecanismos p&amp;uacute;blicos de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e combate aos maus costumes (leia-se pr&amp;aacute;ticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o) aprenderam a usar a difus&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica com espert&amp;iacute;ssima compet&amp;ecirc;ncia, para realizar &amp;ldquo;limpezas&amp;rdquo; que por outro meio levariam ao colapso a base aliada.

Se algu&amp;eacute;m aceitasse o desafio de desconstruir as recentes hist&amp;oacute;rias jornal&amp;iacute;sticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e as suas circunst&amp;acirc;ncias, talvez chegasse &amp;agrave; descoberta de engenhosos usos do &amp;ldquo;off&amp;rdquo; em &amp;aacute;reas estrat&amp;eacute;gicas dos poderes da Rep&amp;uacute;blica comprometidos com a moraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica. 

Uma coisa &amp;eacute; certa: a confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatos denunciados confirma tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp;a alta qualidade das fontes, quer tenham elas interagido com o jornalismo por meio da coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o passiva, quer tenham realizado a&amp;ccedil;&amp;otilde;es proativas&amp;nbsp;de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;quot;entregando&amp;quot; &amp;agrave; pauta jornal&amp;iacute;stica&amp;nbsp;essas hist&amp;oacute;rias cabeludas que, ao fim e ao cabo, tanto j&amp;aacute; ajudaram a presidente Dilma na &amp;ldquo;purifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; do seu minist&amp;eacute;rio.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=540</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Padre Marcelo, mito da religiosidade ingênua</title>
		  <pubDate>24/01/2012</pubDate>
		<description>Conversa com 
Marcelo Rossi, mito 
da religiosidade ing&amp;ecirc;nua

Caro padre Marcelo:

Depois de muito pensar, resolvi coloc&amp;aacute;-lo no outro lado deste Postigo aberto, para uma conversa que dificilmente ocorreria de outra maneira. E que, dada a complexidade dos assuntos que a motivam, deve ser conversa de rigorosa precis&amp;atilde;o nas palavras e de plena clareza nas id&amp;eacute;ias. 

A decis&amp;atilde;o final de lhe abrir este Postigo do Di&amp;aacute;logo foi tomada depois que, faz poucos dias, numa igreja comum da zona norte de S&amp;atilde;o Paulo, ouvi a homilia de um jovem sacerdote, cujo nome nem sei. Mas que, em suas formas de dizer, pensar e agir, se agigantou como ant&amp;iacute;tese do padre Marcelo. 

O senhor, padre Marcelo, com artes, t&amp;eacute;cnicas, truques e talentos que lhe d&amp;atilde;o compet&amp;ecirc;ncias de grande comunicador, transforma pessoas em multid&amp;otilde;es manobr&amp;aacute;veis. Faz isso deliberadamente e com ineg&amp;aacute;vel sucesso. J&amp;aacute; aquele jovem sacerdote, em sua homilia, usou o convite ao pensar para seguir o caminho inverso: olhando a pequena multid&amp;atilde;o que tinha &amp;agrave; sua frente, fragmentou-a em pessoas pensantes, cr&amp;iacute;ticas, livres, capazes de enxergar em si pr&amp;oacute;prias, e na verdade particular de suas vidas, argumentos para um agir crist&amp;atilde;o inteligente, sem fugas ao mundo real das fragilidades e das limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Dele, n&amp;atilde;o ouvi uma s&amp;oacute; palavra ou entona&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o lhe vi um s&amp;oacute; gesto, nem qualquer gestualidade, que cultivassem ou incentivassem a religiosidade ing&amp;ecirc;nua aberta a crendices e supersti&amp;ccedil;&amp;otilde;es, desvios com os quais se deforma, por a&amp;iacute;, a virtude da Esperan&amp;ccedil;a, principalmente nas camadas mais pobres e sofredoras da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que tanto precisam de raz&amp;otilde;es humanas para assumir, em lutas, o pr&amp;oacute;prio destino. 

Pois &amp;eacute; a Esperan&amp;ccedil;a, padre Marcelo (j&amp;aacute; o dizia dom Helder Camara), que d&amp;aacute; raz&amp;atilde;o de ser e energia &amp;agrave;s boas lutas da vida. Lutas por Dignidade, por exemplo. E por Justi&amp;ccedil;a, por Liberdade, por Democracia. Sem Esperan&amp;ccedil;a, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; por qu&amp;ecirc; nem como lutar por esses valores.

O senhor, padre Marcelo, melhor do que eu, sabe o quanto a religiosidade ing&amp;ecirc;nua serve de fermento &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao controle de multid&amp;otilde;es emocionalmente oscilantes, submissas aos ventos da demagogia, quaisquer que sejam ou de onde venham esses ventos &amp;ndash; de padres, bispos, pastores, governantes ou milit&amp;acirc;ncias pol&amp;iacute;ticas. Mesmo assim, em conceitos, cantos e &amp;ldquo;comandos&amp;rdquo;, o senhor dissemina a religiosidade ing&amp;ecirc;nua &amp;ndash; e espero que me dispense de comprova&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tantas e t&amp;atilde;o percept&amp;iacute;veis elas s&amp;atilde;o nas missas da Rede Globo, assim como no seu site e nos programas radiof&amp;ocirc;nicos, di&amp;aacute;rios, pela R&amp;aacute;dio Globo. 

Sei, padre Marcelo, que pode haver certa dose de injusti&amp;ccedil;a nestas minhas avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, j&amp;aacute; que o senhor est&amp;aacute; submetido aos deveres contradit&amp;oacute;rios de tarefas ou miss&amp;otilde;es igualmente contradit&amp;oacute;rias: ser, de um lado, profeta de Deus no mundo dos pessoas, que devem ser tratadas como criaturas dignas, livres, inteligentes, com vontade pr&amp;oacute;pria; de outro lado, ser comunicador amarrado por contrato &amp;agrave; poderosa Rede Globo, com a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lhe garantir a contrapartida de altas audi&amp;ecirc;ncias, o que pressup&amp;otilde;e a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seduzir e/ou manipular grandes p&amp;uacute;blicos com liturgias de show-business &amp;ndash; e para isso servem as multid&amp;otilde;es oscilantes e os talentos do comunicador.

Sei tamb&amp;eacute;m, padre Marcelo, que o senhor construiu essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condutor de multid&amp;otilde;es para estabelecer uma frente de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as com o crescente poder comunicacional dos pregadores-empres&amp;aacute;rios neopentecostais. Temos, a&amp;iacute;, a terceira vertente do problema. Nessa responsabilidade assumida, n&amp;atilde;o devem ser poucas, nem pequenas, as tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as necessidades t&amp;aacute;ticas de &amp;ldquo;jogar o mesmo jogo&amp;rdquo;. E quando assim &amp;eacute;, se assim for, perde-se a dec&amp;ecirc;ncia religiosa. Inevitavelmente.

Sei, ainda, padre Marcelo, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil conciliar, dentro de padr&amp;otilde;es &amp;eacute;ticos e morais aceit&amp;aacute;veis, t&amp;atilde;o divergentes interesses, nem todos santificantes. N&amp;atilde;o sei, por&amp;eacute;m, como ajud&amp;aacute;-lo, padre, a n&amp;atilde;o ser da maneira que aqui exercito com perigosa e talvez inconveniente sinceridade: colocar no ar argumentos de reflex&amp;atilde;o que nos ajudem &amp;ndash; a mim, ao senhor e &amp;agrave;s pessoas que aos milh&amp;otilde;es o seguem ou procuram &amp;ndash; a ter uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica com as contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es dessa face eletr&amp;ocirc;nica da Igreja Cat&amp;oacute;lica, onde o senhor, padre Marcelo Rossi, atua e se movimenta como estrela maior.

De resto, se o quiser usar, este &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o &amp;agrave; sua disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Cordialmente, 

Carlos Chaparro
____________________________________________

* P.S. - S&amp;oacute; mais uma coisa, padre Marcelo - e este &amp;eacute; um lembrete que deveria fazer parte da lista de deveres &amp;eacute;ticos de todos os que lidam com comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o massiva: quanto maior o poder de convencimento e mobiliza&amp;atilde;o do comunicador, maior, tamb&amp;eacute;m, o seu dever de educar - n&amp;atilde;o multid&amp;otilde;es, mas pessoas.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=537</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Daniel Piza - O autor vivo na obra</title>
		  <pubDate>18/01/2012</pubDate>
		<description>Blog e blogueiro, ainda que com atraso, t&amp;ecirc;m o dever de registrar e exaltar a valiosa parcela de m&amp;eacute;ritos que Daniel Piza agregou ao jornalismo brasileiro nas duas d&amp;eacute;cadas em que nele atuou - com ousadias, coer&amp;ecirc;ncias, incoer&amp;ecirc;ncias e artes de autor deliberadamente assumido, na maravilhosa aventura de pensar e escrever com independ&amp;ecirc;ncia. 

E porque&amp;nbsp;como ex&amp;iacute;mio argumentador muito pensou e escreveu, muito h&amp;aacute; a ler e a reler em Daniel Piza, no valioso legado jornal&amp;iacute;stico e liter&amp;aacute;rio que nos deixou. Da&amp;iacute;, o t&amp;iacute;tulo-s&amp;iacute;ntese do texto com que lhe homenageamos a mem&amp;oacute;ria: 
Li&amp;ccedil;&amp;otilde;es e artes que 
podemos aprender 
com Daniel Piza 
(Vers&amp;atilde;o em PDF dispon&amp;iacute;vel)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=536</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Pensares natalinos</title>
		  <pubDate>27/12/2011</pubDate>
		<description>Blog e blogueiro 
em estado de f&amp;eacute;rias 
Voltaremos com novidades no final de janeiro de 2012. E como mensagem natalina de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o novo ano, deixo aqui um texto versejado, com a proposta de uma id&amp;eacute;ia de Natal inacabado, a ser descoberto -&amp;nbsp;e que come&amp;ccedil;a assim:

&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Natal logo se far&amp;aacute; cansa&amp;ccedil;o.
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Amanh&amp;atilde; come&amp;ccedil;ar&amp;aacute;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; o desmontar dos pres&amp;eacute;pios,
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; o esquecer dos presentes,
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; o silenciar dos sinos. 
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E n&amp;atilde;o sobrar&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o, 
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; nem tempo,
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; para a vida nova anunciada.
Al&amp;eacute;m do acesso normal &amp;agrave; &amp;ldquo;Integra&amp;rdquo; do texto (link abaixo), fica dispon&amp;iacute;vel, tamb&amp;eacute;m, a vers&amp;atilde;o em PDF.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=535</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Afastamento forçado</title>
		  <pubDate>09/12/2011</pubDate>
		<description>Afastamento for&amp;ccedil;ado
Nas tr&amp;ecirc;s &amp;uacute;ltimas semanas, inesperados problemas de sa&amp;uacute;de (com duas interna&amp;ccedil;&amp;otilde;es hospitalares) for&amp;ccedil;aram-me a um afastamento tempor&amp;aacute;rio dos deveres de blogueiro. Aos amigos e aos internautas parceiros do projeto informo que espero estar de volta em breve,&amp;nbsp;para a retomada da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de textos. 
At&amp;eacute; l&amp;aacute;!
Entretanto, lembro que o blog &amp;eacute; hoje um grande armaz&amp;eacute;m de textos facilmente acess&amp;iacute;ceis. E isso inclui onze textos&amp;nbsp;em&amp;nbsp;VERS&amp;Atilde;O PDF, para eventuais usos acad&amp;ecirc;micos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;VER LINKS em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=534</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Corrupção - verdade ou mentira?</title>
		  <pubDate>14/11/2011</pubDate>
		<description>Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o no 
Minist&amp;eacute;rio do Trabalho
VERDADE 
OU MENTIRA?
A pergunta &amp;eacute; importante, e grave, porque interessa &amp;agrave; Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e aos cidad&amp;atilde;os, saber se s&amp;atilde;o verazes ou falsas as den&amp;uacute;ncias divulgadas pelas mais importantes publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es jornal&amp;iacute;sticas do Pa&amp;iacute;s, neste m&amp;ecirc;s de novembro. Se verazes, urge configurar culpas e culpados, para que haja puni&amp;ccedil;&amp;otilde;es exemplares. Se falsas, cabe aos atingidos em sua honra o dever de processar jornais e jornalistas caluniadores, usando para isso todos os meios que a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o penal e civil lhes garante. Para que o jornalismo desonesto seja desmascarado e execrado. 

Sob o ponto de vista dos valores democr&amp;aacute;ticos e dos interesses da coletividade, a d&amp;uacute;vida precisa ser esclarecida. Afinal, o que os jornais e as revistas nos relatam pode ser acreditado? Ou deve ser repudiado?

Pois, a meu ver, a d&amp;uacute;vida deixou de existir, gra&amp;ccedil;as a uma decis&amp;atilde;o do governo extraordinariamente relevante, embora discretamente noticiado nos jornais de s&amp;aacute;bado. Por meio de portaria conjunta da Controladoria-Geral da Uni&amp;atilde;o (CGU) e dos minist&amp;eacute;rios do Planejamento e da Fazenda, e tendo como motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;xima as den&amp;uacute;ncias que envolvem o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho, o governo criou normas rigorosas para as futuras transfer&amp;ecirc;ncias de recursos da Uni&amp;atilde;o a organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais (ONGs). 

Objetivo: eliminar pr&amp;aacute;ticas que favorecem ou podem favorecer a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

De acordo com as novas regras, s&amp;oacute; poder&amp;atilde;o assinar conv&amp;ecirc;nios e receber dinheiro do governo entidades que comprovem experi&amp;ecirc;ncia nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos em atividades semelhantes aos objetos dos conv&amp;ecirc;nios. E elas pr&amp;oacute;prias ter&amp;atilde;o de executar, diretamente, os seus respectivos objetos, ficando impedidas, portanto, de repassar tarefas a outras ONGs, por subloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

O novo regulamento estabelece, ainda, que os minist&amp;eacute;rios devem, a partir de agora, obrigatoriamente, &amp;ldquo;atender requisitos, crit&amp;eacute;rios e exig&amp;ecirc;ncias como a ampla publicidade do chamamento p&amp;uacute;blico, inclusive na primeira p&amp;aacute;gina do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o concedente e no Portal dos Conv&amp;ecirc;nios (Siconv)&amp;rdquo;, onde a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de permanecer dispon&amp;iacute;vel por pelo menos cinco anos.

O teor terap&amp;ecirc;utico da Portaria (j&amp;aacute; em vigor) encaixa-se, como luva e rem&amp;eacute;dio preventivo, ao conjunto das pr&amp;aacute;ticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o operacionalizadas por ONGs (em alguns casos, entidades fantasmas) criadas para a desonestidade. E desonestamente atuando sob disfar&amp;ccedil;ado comando partid&amp;aacute;rio.

Com as novas regras, o governo passa a exigir dos minist&amp;eacute;rios procedimentos de transpar&amp;ecirc;ncia e lisura que n&amp;atilde;o existiam. Se existissem, a Portaria n&amp;atilde;o se justificaria. E ela se justifica porque, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do acontecido anteriormente com o Minist&amp;eacute;rio do Esporte, o desvendamento jornal&amp;iacute;stico colocou a descoberto, no Minist&amp;eacute;rio do Trabalho, a exist&amp;ecirc;ncia de um fluxo cont&amp;iacute;nuo de desvio imoral de recursos p&amp;uacute;blicos. 

Ou seja, sem eufemismos: pr&amp;aacute;ticas de roubalheira, descritas nos relatos jornal&amp;iacute;sticos com fatos, dados e testemunhos n&amp;atilde;o desmentidos. O que indica a boa qualidade das fontes, tema de que nos ocuparemos no pr&amp;oacute;ximo texto.&amp;nbsp;</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=533</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Obrigado, sr. Carlos Lupi</title>
		  <pubDate>09/11/2011</pubDate>
		<description>Muito obrigado, 
sr. Carlos Lupi! 
O ministro do Trabalho, sr. Carlos Lupi,&amp;nbsp; prestou um servi&amp;ccedil;o &amp;agrave; Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a destrambelhada&amp;nbsp; proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o de resist&amp;ecirc;ncia a qualquer hip&amp;oacute;tese de demiss&amp;atilde;o. Com o que disse e quis dizer, o sr. Lupi exp&amp;ocirc;s a base podre e interesseira das alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias que sustentam a atual l&amp;oacute;gica de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp; 

Para se defender das suspeitas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pairam sobre o seu minist&amp;eacute;rio, e expressando na fala (ostensivamente arrogante) n&amp;atilde;o a dignidade de ministro, mas o poder de barganha pol&amp;iacute;tica que det&amp;eacute;m como presidente do &amp;ldquo;aliado&amp;rdquo; PDT, o sr. Lupi arrotou que &amp;quot;s&amp;oacute; abatido a bala&amp;rdquo; sairia do cargo de ministro. E advertiu que tem que ser bala forte, &amp;ldquo;porque eu sou pesad&amp;atilde;o&amp;quot;. Quando questionado sobre as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de confian&amp;ccedil;a com a presidente, o ministro declarou &amp;ldquo;Duvido que a Dilma me tire; ela me conhece muito bem, e eu a conhe&amp;ccedil;o&amp;rdquo;.

O tom claramente desafiador do ministro disparou alarmes e irrita&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos gabinetes do Planalto. Da&amp;iacute;, a prud&amp;ecirc;ncia pedetista de molhar o couro antes da chuva, com as explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es do dia seguinte &amp;ndash; as do partido, em nota oficial, e as do ministro. Disseram eles que foram mal entendidos...

Esfor&amp;ccedil;o in&amp;uacute;til, porque todos entendemos perfeitamente o dito e o impl&amp;iacute;cito no discurso do ministro. 

O dito est&amp;aacute; escrito a&amp;iacute; atr&amp;aacute;s. Mas a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o principal do sr. Lupi&amp;nbsp; n&amp;atilde;o estava no dito&amp;nbsp; das palavras, mas no sentido impl&amp;iacute;cito que o tom da fala deu &amp;agrave;s palavras. E o recado impl&amp;iacute;cito foi este, amea&amp;ccedil;ador: &amp;ldquo;Avalie bem as coisas, Dilma, antes de pensar em me tirar do governo&amp;rdquo;. Foi isso que ele quis dizer. Foi isso que todos entendemos - inclusive a presidente Dilma, que logo encarregou a ministra chefe da Casa Civil de passar ao Pa&amp;iacute;s o seguinte recado: &amp;ldquo;Aqui, quem nomeia e demite ministro sou eu&amp;rdquo;. 

Que bom seria, se pudesse ser assim. A verdade, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que o modelo de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o herdado submete a presidente Dilma ao poder de barganha dos partidos aliados. Os recentes esc&amp;acirc;ndalos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o provam isso; ca&amp;iacute;ram ministros, mas os partidos continuaram com os lotes de governo que lhes couberam, na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de espa&amp;ccedil;os e verbas. 

Essa &amp;eacute; a costura das alian&amp;ccedil;as. 

Oxal&amp;aacute; o destrambelho ret&amp;oacute;rico do ministro Lupi tenha servido para fortalecer, na presidente Dilma, a decis&amp;atilde;o de se aliar aos anseios da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a&amp;ccedil;&amp;otilde;es claras e firmes,&amp;nbsp;de enfrentamento da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Come&amp;ccedil;ando por eliminar dos gloss&amp;aacute;rios governistas&amp;nbsp; frases intoler&amp;aacute;veis do tipo &amp;ldquo;foi s&amp;oacute; uma tapioca, coisa de seis reais&amp;rdquo;, &amp;ldquo;usei o cart&amp;atilde;o por engano&amp;rdquo;, &amp;ldquo;fui mal orientado (a) pelos meus assessores&amp;rdquo;, &amp;ldquo;n&amp;atilde;o sabia do acontecido&amp;rdquo; e &amp;ldquo;j&amp;aacute; devolvi o dinheiro aos cofres p&amp;uacute;blicos&amp;rdquo;&amp;nbsp; 

Como escrevi em texto recente (ver em &amp;ldquo;Postigo do Di&amp;aacute;logo&amp;rdquo;), a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa que a nossa Presidente da Rep&amp;uacute;blica assuma atitudes e decis&amp;otilde;es pol&amp;iacute;tico-administrativas de&amp;nbsp;vigoroso combate aos descaminhos do dinheiro p&amp;uacute;blico. Come&amp;ccedil;ando, quem sabe, pela elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um protocolo &amp;eacute;tico para as alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias, hoje fundamentadas em acordos fisiol&amp;oacute;gicos que sugam dinheiros p&amp;uacute;blicos, para usos e fins que nada t&amp;ecirc;m a ver com o bem p&amp;uacute;blico. 

S&amp;oacute; assim se tornar&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel eliminar o quadro deprimente dessa corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o institu&amp;iacute;da e sedimentada, que corr&amp;oacute;i a credibilidade dos governos e a autoestima dos cidad&amp;atilde;os.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=532</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Desvios que a lei protege</title>
		  <pubDate>26/10/2011</pubDate>
		<description>O esporte 
da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal
______________________________________
(Leia tamb&amp;eacute;m, em POSTIGO DO DI&amp;Aacute;LOGO: 
&amp;quot;'Malfeito' &amp;eacute; termo que n&amp;atilde;o ajuda 
a combater a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;)
______________________________________

O relato (veraz) saiu no Estad&amp;atilde;o de&amp;nbsp;quarta-feira (26/10/2011):

&amp;ldquo;O secret&amp;aacute;rio nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro (PC do B), recebeu R$ 35,5 mil ao retornar ao Minist&amp;eacute;rio em mar&amp;ccedil;o deste ano, ap&amp;oacute;s disputar e perder as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es para deputado federal em Minas. Ele ganhou o dinheiro equivalente a tr&amp;ecirc;s meses de sal&amp;aacute;rio de R$ 11,1 mil, como &amp;lsquo;ajuda de custo&amp;rsquo; para retornar &amp;agrave; pasta (...).&amp;rdquo;
&amp;ldquo;Al&amp;eacute;m dos R$ 33,5 mil extras, ele ainda levou R$ 6,1 mil como &amp;lsquo;colaborador eventual&amp;rsquo; do minist&amp;eacute;rio, entre fevereiro e mar&amp;ccedil;o deste ano, quando estava desempregado ap&amp;oacute;s a derrota nas urnas.&amp;rdquo;

Sobre o assunto, h&amp;aacute; uma cr&amp;ocirc;nica a ser lida: a cr&amp;ocirc;nica&amp;nbsp;do esporte da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=531</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Corrupção não é &amp;quot;malfeito&amp;quot;</title>
		  <pubDate>24/10/2011</pubDate>
		<description>&amp;ldquo;Malfeito&amp;rdquo;, presidente 
Dilma, &amp;eacute; termo 
que n&amp;atilde;o ajuda no
combate&amp;nbsp;&amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o 
Permita-me, senhora Presidente, que em jeito de carta aberta, torne p&amp;uacute;blico o recado contido no t&amp;iacute;tulo acima.&amp;nbsp; Malfeito, palavrinha que a senhora tanto gosta de repetir quando anuncia o elogi&amp;aacute;vel compromisso de conter e punir atos criminosos no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico,&amp;nbsp; &amp;eacute; termo inadequado para o combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Mais do que inadequado, &amp;eacute;&amp;nbsp;tamb&amp;eacute;m termo perigoso, na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem&amp;acirc;ntica eufem&amp;iacute;stica que a senhora lhe atribui, com o evidente prop&amp;oacute;sito de evitar a palavra corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E perigoso em especial quando, com tal fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sai da boca mais poderosa da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Perigoso, sim, senhora Presidente, porque o termo &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo;&amp;nbsp; reduz a simples atos criminosos&amp;nbsp; individuais a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sist&amp;ecirc;mica da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que tem estrutura, costumes, argumentos, saberes, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de crime organizado.&amp;nbsp; 

Como esp&amp;eacute;cie de crime organizado, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode at&amp;eacute; levar uns trancos circunstanciais com a demiss&amp;atilde;o deste ou daquele ministro, ou com a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ou outro &amp;ldquo;laranja&amp;rdquo;&amp;nbsp; do ramo - como esses, por exemplo, que d&amp;atilde;o identidade jur&amp;iacute;dica a organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es fantasmas, para funcionarem como bueiros das redes ocultas de dutos criminosos por onde circulam as verbas p&amp;uacute;blicas roubadas sob avais oficiais.

Em seu artigo de domingo passado (23/10), no Estad&amp;atilde;o, o jornalista, professor e cientista pol&amp;iacute;tico Gaud&amp;ecirc;ncio Torquato tra&amp;ccedil;ou um perfil impressionante do sistema, oferecendo, at&amp;eacute;, uma sigla nova &amp;agrave; cultura pol&amp;iacute;tica brasileira: PNBC &amp;ndash; Produto Nacional Bruto da Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Veja s&amp;oacute;, senhora Presidente, o tamanho do monstro descrito pelo professor Torquato, nas 130 palavras que do citado artigo recorto:

&amp;ldquo;O tamanho da encrenca que p&amp;otilde;e sob suspei&amp;ccedil;&amp;atilde;o as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o governamentais (ONGs), (...) pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o Pa&amp;iacute;s abriga cerca de 350 mil entidades de assist&amp;ecirc;ncia social, que empregam 2,5 milh&amp;otilde;es de pessoas e 15 milh&amp;otilde;es de volunt&amp;aacute;rios; entre 2004 e 2010, esse conglomerado recebeu dos cofres p&amp;uacute;blicos R$ 23,3 bilh&amp;otilde;es, uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 180% em seis anos. Parcela ponder&amp;aacute;vel dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Produto Nacional Bruto da Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o (PNBC), entendido como o somat&amp;oacute;rio das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem forma de licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;ldquo;batizadas&amp;rdquo;, comiss&amp;otilde;es pagas a intermedi&amp;aacute;rios, superfaturamentos de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regi&amp;otilde;es e, coroando a engenharia desse poder invis&amp;iacute;vel, conv&amp;ecirc;nios com ONGs que semeiam joio.&amp;rdquo;

Esse &amp;eacute; apenas um peda&amp;ccedil;o do importante e oportuno artigo assinado pelo professor Gaud&amp;ecirc;ncio Torquato no seu espa&amp;ccedil;o dominical, e cuja leitura deveria ser recomendada pela Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica aos altos escal&amp;otilde;es do governo.

Ali&amp;aacute;s, penso que tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; Presidente da Rep&amp;uacute;blica faria bem a leitura do artigo. Com dados e ideias,Torquato ajuda-nos a entender que o mal a combater, a CORRUP&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O,&amp;nbsp; tem estrutura e poder de sistema criminoso inteligente, endemicamente enraizado na m&amp;aacute;quina pol&amp;iacute;tico-administrativa da coisa p&amp;uacute;blica. Sistema que claramente favorece elites de todos os matizes ideol&amp;oacute;gicos, encasteladas no poder. E que jamais ser&amp;aacute; combatido de verdade com eufemismos medrosos. 

Como sistema, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o (n&amp;atilde;o o &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo;) desdobra-se em tr&amp;ecirc;s vertentes operacionais, t&amp;atilde;o complementares quanto solid&amp;aacute;rias: a compra de decis&amp;otilde;es, por paga direta ou por meio de comiss&amp;otilde;es; o nepotismo, que em terras de Santa Cruz teve como primeiro arauto o escriba Pero Vaz de Caminha; e o peculato, cuja pr&amp;aacute;tica no Brasil, al&amp;eacute;m das modalidades ilegais, viceja sob a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de leis permissivas que favorecem, por exemplo, as escandalosas mordomias e o descarado empreguismo, nos tr&amp;ecirc;s poderes da Rep&amp;uacute;blica.

Com os aperfei&amp;ccedil;oamentos da democracia, o Estado brasileiro tem hoje instrumentos legalmente aptos para o combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas, at&amp;eacute; para fortalecer o aparato legal e institucional j&amp;aacute; existente, e dada a gravidade dos preju&amp;iacute;zos (sociais, pol&amp;iacute;ticos e culturais) causados ao Pa&amp;iacute;s pelos corruptos organizados, a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa que a senhora, como Presidente da Rep&amp;uacute;blica, assuma atitudes e decis&amp;otilde;es pol&amp;iacute;tico-administrativas de claro e vigoroso combate aos descaminhos do dinheiro p&amp;uacute;blico. Come&amp;ccedil;ando, quem sabe, pela elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um protocolo &amp;eacute;tico para as futuras alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias, j&amp;aacute; que as atuais est&amp;atilde;o contaminadas pelo degradante loda&amp;ccedil;al da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Da minha parte, apenas mais uma sugest&amp;atilde;o: acabe com a alegoria sem&amp;acirc;ntica do &amp;ldquo;malfeito&amp;rdquo;, senhora Presidente! Trata-se de cacoete ret&amp;oacute;rico que deforma a identidade de governante decidida e rigorosa que a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica j&amp;aacute; lhe atribui - acredito que merecidamente. 

E &amp;eacute; tudo, por hoje.

Respeitosamente, Carlos Chaparro.

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Leia tamb&amp;eacute;m, na se&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;quot;Em jeito de cr&amp;ocirc;nica&amp;quot;: 
O esporte da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal
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* Est&amp;aacute; no ar mais um texto em vers&amp;atilde;o PDF, este sobre o tema &amp;quot;IDEIAS PARA UM NOVO JORNALISMO NOS MEIOS IMPRESSOS&amp;quot;. (Links em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita).</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=530</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Percursos do blogueiro - Um perfil biográfico</title>
		  <pubDate>23/10/2011</pubDate>
		<description>Percursos do blogueiro
- um perfil biogr&amp;aacute;fico
(por Daiane Rufini)</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=529</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Tiro de canhão em Orlando Silva</title>
		  <pubDate>19/10/2011</pubDate>
		<description>Tiro de canh&amp;atilde;o em Orlando Silva!
Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a liga 
e a l&amp;oacute;gica das
alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias
Apesar das acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem provas ao ministro do Esporte, o PC do B, seu partido, fornece o ind&amp;iacute;cio mais forte de que algo de podre existe na arena pol&amp;iacute;tica do esporte e nas alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias, ao mandar ao PT o seguinte aviso:&amp;nbsp; &amp;ldquo;Se (o comunista) Orlando Silva cair, (o petista) Agnelo Queiroz vai junto.&amp;rdquo; 

Est&amp;aacute; de novo ligado, e em alta rota&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o ventilador dos esc&amp;acirc;ndalos que assolam o governo Dilma. Ao que parece, dejetos herdados n&amp;atilde;o faltam. E o ministro dos Esportes, Orlando Silva, grita e esbraveja por oxig&amp;ecirc;nio, em meio &amp;agrave; poeira podre que o sufoca. 

Se v&amp;iacute;tima ou culpado, o tempo dir&amp;aacute;. 

Mas o acelerado crescendo do notici&amp;aacute;rio em torno do caso prediz que o ventilador n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; desligado. Nem lhe faltar&amp;aacute; poeira podre para espalhar. Com o detalhe curioso de que, ao menos aparentemente, o duto alimentador do esc&amp;acirc;ndalo vem das entranhas do PCdoB, partido que na divis&amp;atilde;o do bolo das alian&amp;ccedil;as ganhou o territ&amp;oacute;rio do esporte, ocupado em escala nacional com a velha compet&amp;ecirc;ncia comunista de fincar p&amp;eacute; em nichos estrat&amp;eacute;gicos. E os estrategistas enxergaram&amp;nbsp; longe. Afinal, depois e al&amp;eacute;m do Pan-Americano do Rio (2007), teremos as festas (tamb&amp;eacute;m financeiras) da Copa-2014 e dos Jogos Ol&amp;iacute;mpicos em 2016.

Escrevo este texto ao final desta quarta-feira, dia 19. Com riscos de afirmar aqui, hoje, o que amanh&amp;atilde; poder&amp;aacute; estar superado por fatos novos. A verdade &amp;eacute; que por enquanto n&amp;atilde;o h&amp;aacute; provas, s&amp;oacute; den&amp;uacute;ncias verbais. Mas a contund&amp;ecirc;ncia das den&amp;uacute;ncias sugere que quem as faz n&amp;atilde;o as faria, se n&amp;atilde;o tivesse como prov&amp;aacute;-las - o que inclui o jornalismo arriscado da Veja, que neste caso transforma em protagonista do bem, como fontes &amp;uacute;nicas e interessadas, malandros sugadores do dinheiro p&amp;uacute;blico. Assumindo-se dona plena e incontest&amp;aacute;vel da verdade, a revista constr&amp;oacute;i, sem a sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas irrefut&amp;aacute;veis, uma hist&amp;oacute;ria de agress&amp;atilde;o a honras alheias. E sob um t&amp;iacute;tulo radicalmente assertivo, no qual a &amp;ldquo;prud&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo; das aspas &amp;eacute; mera esperteza que em nada suaviza a autoria acusat&amp;oacute;ria assumida pelos editores. 

As dores de cabe&amp;ccedil;a do&amp;nbsp; ministro certamente aumentaram hoje, depois que os portais de not&amp;iacute;cias espalharam aos quatro ventos a seguinte declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Procurador Geral da Rep&amp;uacute;blica: &amp;ldquo;(...) A gravidade dos fatos &amp;eacute; tamanha que se imp&amp;otilde;e a instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do inqu&amp;eacute;rito, at&amp;eacute; para que se possam apurar devidamente esses fatos&amp;rdquo;. 

Para mim, entretanto, o ind&amp;iacute;cio mais forte de que algo de podre existe no reino oficial do esporte vem do aviso que o PC do B mandou (em off) ao PT, via Estad&amp;atilde;o: &amp;ldquo;Se (o comunista) Orlando Silva cair, (o petista) Agnelo Queiroz vai junto.&amp;rdquo; 

A frase revela que a liga e a l&amp;oacute;gica das alian&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias tem nome que o pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o suporta mais: corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;oacute; isso pode explicar a amea&amp;ccedil;a de que, se um cair, o outro lhe far&amp;aacute; companhia.

Em resumo: o jogo que se desenvolve no tabuleiro desse conflito &amp;eacute; bem mais complicado do que aparenta, com interesses e lances ocultos de uma trama da qual fazem parte a Fifa e at&amp;eacute; o Pal&amp;aacute;cio do Planalto. Por enquanto, interesses e lances que os relatos jornal&amp;iacute;sticos ainda n&amp;atilde;o expuseram. Mas a intui&amp;ccedil;&amp;atilde;o me diz que, na hora conveniente aos jogadores, os coringas sair&amp;atilde;o das mangas... 

Oxal&amp;aacute; o jogo se decida a favor do Brasil.

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* Est&amp;aacute; no ar mais um texto em vers&amp;atilde;o PDF, este sobre o tema &amp;quot;IDEIAS PARA UM NOVO JORNALISMO NOS MEIOS IMPRESSOS&amp;quot;. (Links em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita).</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=528</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Ideias para um novo jornalismo impresso</title>
		  <pubDate>17/10/2011</pubDate>
		<description>Ideias para 
um novo jornalismo nos
meios impressos</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=527</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Quem tem medo das redes sociais?</title>
		  <pubDate>05/10/2011</pubDate>
		<description>Quem tem medo 
das redes sociais?
Com as novas tecnologias de t&amp;atilde;o f&amp;aacute;cil acesso, o cidad&amp;atilde;o comum pode finalmente exercer o direito individual de n&amp;atilde;o apenas receber, mas tamb&amp;eacute;m o direito de &amp;ldquo;transmitir informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e ideias, por quaisquer meios, independentemente de fronteiras&amp;rdquo;. 

Entretanto, talvez possamos perguntar: ser&amp;aacute; que podem representar um perigo, para a &amp;rdquo;liberdade de dizer&amp;rdquo;, as pol&amp;iacute;ticas e os investimentos de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o que as grandes empresas j&amp;aacute; realizam, com a expl&amp;iacute;cita ou oculta inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vigiarem e/ou controlarem o que se diz no twitter?</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=525</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Jornalismo na Fonte</title>
		  <pubDate>05/10/2011</pubDate>
		<description>JORNALISMO NA FONTE
Not&amp;iacute;cia n&amp;atilde;o nasce nas reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es. 
E deve ser bem tratada desde a sua origem.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=524</link>
	</item>
	<item>
		 <title>PDF - Marketing, Jornalismo e Sociedade</title>
		  <pubDate>30/09/2011</pubDate>
		<description>Marketing, Jornalismo
e Sociedade 
- um acordo posss&amp;iacute;vel</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=523</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Aval ao deboche</title>
		  <pubDate>28/09/2011</pubDate>
		<description>Presid&amp;ecirc;ncia 
da C&amp;acirc;mara Federal 
d&amp;aacute; aval&amp;nbsp;ao deboche
Isso mesmo: o presidente da C&amp;acirc;mara, Marco Maia, decidiu&amp;nbsp;que a reuni&amp;atilde;o realizada dia 22 de Setembro&amp;nbsp;pela Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Justi&amp;ccedil;a e de Cidadania (CCJ) n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; anulada, porque transcorreu de acordo com as regras do Regimento Interno da C&amp;acirc;mara. A decis&amp;atilde;o foi anunciada depois de reuni&amp;atilde;o com o presidente da CCJ, deputado Jo&amp;atilde;o Paulo Cunha (PT-SP).&amp;nbsp;Mas Marco Maia decidiu, tamb&amp;eacute;m,&amp;nbsp;criar um grupo de trabalho com cinco integrantes, para analisar as formas de tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas na CCJ. V&amp;aacute; l&amp;aacute;...

Conclus&amp;atilde;o a que podemos chegar: como pr&amp;aacute;tica pol&amp;iacute;tica, aquela reuni&amp;atilde;o fraudulenta do dia 22/09,, al&amp;eacute;m de expressar a real qualidade pol&amp;iacute;tica do nosso Congresso, tem o mesmo DNA das muitas modalidades da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal em que somos pa&amp;iacute;s campe&amp;atilde;o. Por maior que seja a imoralidade, h&amp;aacute; sempre o argumento de que tudo est&amp;aacute; dentro dos limites e das folgas da Lei.

Entretanto, para que a desfa&amp;ccedil;atez da fraude legislativa n&amp;atilde;o seja esquecida, este blog mant&amp;eacute;m no ar o v&amp;iacute;deo da fraude (CLIQUE AQUI) e os seguintes coment&amp;aacute;rios, que deram fecho ao texto anterior:&amp;nbsp; 

1) O fato de podermos assistir ao v&amp;iacute;deo da sess&amp;atilde;o fraudulenta no pr&amp;oacute;prio portal da C&amp;acirc;mara dos Deputados &amp;eacute; um belo sinal dos avan&amp;ccedil;os democr&amp;aacute;ticos que a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica tornou poss&amp;iacute;veis e um bom motivo para incrementar as lutas por cidadania. Embora a imoralidade pol&amp;iacute;tica persista em patamares lament&amp;aacute;veis (e a sess&amp;atilde;o fraudulenta da CCJ prova-o), vivemos tempos novos em mat&amp;eacute;ria de acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A t&amp;atilde;o falada transpar&amp;ecirc;ncia, essencial para a sa&amp;uacute;de democr&amp;aacute;tica das sociedades, n&amp;atilde;o depende mais da vontade dos poderosos nem das filosofias comunicacionais; tornou-se virtude obrigat&amp;oacute;ria e inevit&amp;aacute;vel nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

2) Nos atuais cen&amp;aacute;rios da globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em redes, as facilidades de acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de desvendamento das tram&amp;oacute;ias de bastidores criam crescentes exig&amp;ecirc;ncias de coer&amp;ecirc;ncia, no que toca &amp;agrave;s organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas e privadas &amp;ndash; coer&amp;ecirc;ncia entre o discurso e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre o que se diz e o que se faz, entre a solenidade dos ritos e a verdade dos comportamentos.&amp;nbsp;


===================

* Est&amp;aacute; no ar mais um texto em vers&amp;atilde;o PDF, este sobre o tema &amp;quot;JORNALISMO NA FONTE&amp;quot;, para que a not&amp;iacute;cia seja bem tratada desde a origem. (Links em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita).</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=522</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Deboche na CCJ</title>
		  <pubDate>26/09/2011</pubDate>
		<description>Tr&amp;ecirc;s minutos 
de deboche na mais importante Comiss&amp;atilde;o 
da C&amp;acirc;mara Federal
O assunto continua a ser a desfa&amp;ccedil;atez da fraude legislativa levada a efeito quinta-feira passada pela Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Justi&amp;ccedil;a e Cidadania, da C&amp;acirc;mara Federal. E para que n&amp;atilde;o haja rupturas em ela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao texto anterior, a que se d&amp;aacute; continuidade, comecemos a reflex&amp;atilde;o de hoje pela sugest&amp;atilde;o de assistirmos de novo ao v&amp;iacute;deo da fraude. 

Se aceitar a sugest&amp;atilde;o, CLIQUE AQUI.

***

Ao v&amp;iacute;deo, devem ser acrescentadas mais as seguintes informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, divulgadas pelo rep&amp;oacute;rter Evandro Eboli (do jornal O Globo), que assistiu &amp;agrave; sess&amp;atilde;o:

a) A CCJ &amp;eacute; a mais importante Comiss&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara e o seu regimento exige&amp;nbsp; presen&amp;ccedil;a m&amp;iacute;nimo de 36 membros, para que as sess&amp;otilde;es possam ser abertas. O quorum foi alcan&amp;ccedil;ado em assinaturas na lista de presen&amp;ccedil;a elaborada previamente. Mas quem assinou desertou antes de a sess&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ar, em lament&amp;aacute;vel exemplo de desonestidade pol&amp;iacute;tica, parlamentar, partid&amp;aacute;ria e pessoal. Afinal, era quinta-feira, dia de &amp;ldquo;retornar &amp;agrave;s bases&amp;rdquo;... 

b) Para salvar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pauta (que atendia a interesses provavelmente ocultos), o deputado tucano Cesar Colnago, que presidiria &amp;agrave; sess&amp;atilde;o, conseguiu fisgar o deputado petista Luiz Couto para &amp;ldquo;encher&amp;rdquo; o plen&amp;aacute;rio. Com cara de pecador arrependido, foi o &amp;uacute;nico parlamentar presente, garantindo,&amp;nbsp;em constrangido sil&amp;ecirc;ncio, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em bloco de 118 projetos. Em apenas tr&amp;ecirc;s minutos.&amp;nbsp; 

c) Apesar de o padre Couto ser o &amp;uacute;nico deputado presente (validando a fraude), o presidente tucano, em tom cinicamente lit&amp;uacute;rgico, deu in&amp;iacute;cio &amp;agrave; sess&amp;atilde;o com a frase que sugeria audit&amp;oacute;rio cheio: &amp;ldquo;Havendo n&amp;uacute;mero regimental, declaro aberta a sess&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&amp;nbsp; 

d) Com o mesmo cinismo, ao longo da sess&amp;atilde;o, repetiu frases da&amp;nbsp;liturgia parlamentar que o formalismo exigia: &amp;ldquo;Em discuss&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o havendo quem queira discutir, em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Aprovado.&amp;rdquo;; &amp;ldquo;Os deputados que foram pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, permane&amp;ccedil;am como se encontram&amp;rdquo;. 

e) O deboche perdeu tom solene quando, ap&amp;oacute;s a sess&amp;atilde;o, Cesar Colnago e Luiz Couto puderam falar &amp;agrave; vontade, como c&amp;uacute;mplices. De Colnago (que foi corinha na inf&amp;acirc;ncia) para Couto: 

- Um coroinha com um padre podia dar o qu&amp;ecirc;?

E depois, na qualidade de representante do PSDB:

- Depois diz que a oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o ajuda.

=========

Sobre o epis&amp;oacute;dio, apenas dois r&amp;aacute;pidos coment&amp;aacute;rios:

1) O fato de podermos assistir ao v&amp;iacute;deo da sess&amp;atilde;o fraudulenta no pr&amp;oacute;prio portal da C&amp;acirc;mara dos Deputados &amp;eacute; um belo sinal dos avan&amp;ccedil;os democr&amp;aacute;ticos que a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica tornou poss&amp;iacute;veis e um bom motivo para incrementar as lutas por cidadania. Embora a imoralidade pol&amp;iacute;tica persista em patamares lament&amp;aacute;veis (e a sess&amp;atilde;o fraudulenta da CCJ prova-o), vivemos tempos novos em mat&amp;eacute;ria de acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A t&amp;atilde;o falada transpar&amp;ecirc;ncia, essencial para a sa&amp;uacute;de democr&amp;aacute;tica das sociedades, n&amp;atilde;o depende mais da vontade dos poderosos nem das filosofias comunicacionais; tornou-se virtude obrigat&amp;oacute;ria e inevit&amp;aacute;vel nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

2) Nos atuais cen&amp;aacute;rios da globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em redes, as facilidades de acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de desvendamento das tram&amp;oacute;ias de bastidores criam crescentes exig&amp;ecirc;ncias de coer&amp;ecirc;ncia, no que toca &amp;agrave;s organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas e privadas &amp;ndash; coer&amp;ecirc;ncia entre o discurso e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre o que se diz e o que se faz, entre a solenidade dos ritos e a verdade dos comportamentos. 

De resto, conv&amp;eacute;m ficarmos atentos &amp;agrave;s repercuss&amp;otilde;es e rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas que nesta ter&amp;ccedil;a-feira (dia do retorno ao trabalho...)&amp;nbsp;dever&amp;atilde;o surgir no Congresso,&amp;nbsp; em especial na C&amp;acirc;mara, para avaliarmos at&amp;eacute; que ponto &amp;eacute; representativa da Casa a hipocrisia exibida pelos deputados Cesar Colnago e Luiz Couto, na vergonhosa sess&amp;atilde;o da CCJ, quinta-feira passada.&amp;nbsp;

***
PS (postado &amp;agrave;s 16h40 de ter&amp;ccedil;a-feira, dia 27) - Os portais de Not&amp;iacute;cias informam que o presidente da C&amp;acirc;mara, Marco Maia, disse nesta ter&amp;ccedil;a-feira (27) que a reuni&amp;atilde;o realizada na &amp;uacute;ltima quinta-feira (22)&amp;nbsp; pela Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Justi&amp;ccedil;a e de Cidadania (CCJ) n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; anulada porque transcorreu de acordo com as regras do Regimento Interno da C&amp;acirc;mara. A decis&amp;atilde;o foi anunciada depois de reuni&amp;atilde;o com o presidente da CCJ, deputado Jo&amp;atilde;o Paulo Cunha (PT-SP). Durante a reuni&amp;atilde;o, Marco Maia decidiu criar um grupo de trabalho com cindo integrantes para analisar as formas de tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas na CCJ.

Conclus&amp;atilde;o a que podemos chegar: como pr&amp;aacute;tica pol&amp;iacute;tica, aquela reuni&amp;atilde;o de quinta-feira passada, al&amp;eacute;m de expressar a real qualidade pol&amp;iacute;tica do nosso Congresso, tem o mesmo DNA das muitas modalidades da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal em que somos pa&amp;iacute;s campe&amp;atilde;o. Por maior que seja a imoralidade, h&amp;aacute; sempre o argumento de que tudo est&amp;aacute; dentro dos limites e das folgas da Lei.

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* Est&amp;aacute; no ar mais um texto em vers&amp;atilde;o PDF, este sobre o tema &amp;quot;Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Integrada, um saber estrat&amp;eacute;gico&amp;quot;. (Links em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita).</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=521</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Democracia achincalhada</title>
		  <pubDate>25/09/2011</pubDate>
		<description>Sess&amp;atilde;o fraudulenta 
da CCJ da C&amp;acirc;mara
achincalha a democracia 
Envergonhado e indignado, acabei de assistir, mais uma vez, no site da Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Justi&amp;ccedil;a da C&amp;acirc;mara Federal, ao v&amp;iacute;deo da sess&amp;atilde;o rel&amp;acirc;mpago realizada quinta-feira passada, dia 22. Sob a presid&amp;ecirc;ncia do deputado Cesar Colnago (PSDB-ES), terceiro vice-presidente da Comiss&amp;atilde;o, e com a presen&amp;ccedil;a de apenas um deputado no plen&amp;aacute;rio (Luiz Couto, do PT-PB), foram aprovados em bloco, sem qualquer discuss&amp;atilde;o, 118 projetos, entre os quais 38 concess&amp;otilde;es de radiodifus&amp;atilde;o, 65 renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es de concess&amp;atilde;o de radiodifus&amp;atilde;o, nove projetos de lei e seis acordos internacionais.

Tudo em apenas tr&amp;ecirc;s minutos.&amp;nbsp;Quem duvidar, CLIQUE AQUI e assista ao v&amp;iacute;deo da sess&amp;atilde;o. 

***

Por hoje, basta o choque de assistir ao v&amp;iacute;deo da vergonhosa sess&amp;atilde;o da CCJ. Amanh&amp;atilde; voltarei ao assunto, para coment&amp;aacute;rios em torno dos aspectos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cidadania, que o fato propicia.

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* Est&amp;aacute; no ar mais um texto em vers&amp;atilde;o PDF, este sobre o tema &amp;nbsp;&amp;quot;Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Integrada, um saber estrat&amp;eacute;gico&amp;quot;. (Links&amp;nbsp;em &amp;quot;Recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot;, na coluna da direita).</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=520</link>
	</item>
	<item>
		 <title>PDF - Comunicação Integrada</title>
		  <pubDate>24/09/2011</pubDate>
		<description>Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Integrada
Um saber estrat&amp;eacute;gico
para o dizer pragm&amp;aacute;tico
das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=519</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Diga e faça alguma coisa, senador Sarney! </title>
		  <pubDate>01/09/2011</pubDate>
		<description>Diga e fa&amp;ccedil;a 
alguma coisa, 
senador Sarney!
Sei que dificilmente este texto descer&amp;aacute; ao seu computador, senador Jos&amp;eacute; Sarney. Afinal, um chefe pol&amp;iacute;tico do seu poder e prest&amp;iacute;gio n&amp;atilde;o se d&amp;aacute; a &amp;ldquo;perdas de tempo&amp;rdquo; com qualquer um. E eu, prezado senador, quase nada sou al&amp;eacute;m de modesto blogueiro, de cujas ambi&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o faz parte a de ser lido pelo presidente do Congresso Nacional. 

Entretanto, confesso-lhe, excel&amp;ecirc;ncia, que isso pouco importa. Nem a mim, nem ao texto. 

Na verdade, senador, no exerc&amp;iacute;cio do pouco poder de que disponho como sujeito falante e cidad&amp;atilde;o pleno, decidi torn&amp;aacute;-lo meu interlocutor neste di&amp;aacute;logo p&amp;uacute;blico. Mas n&amp;atilde;o o incluo no audit&amp;oacute;rio preferencial da interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para o qual verdadeiramente escrevo. Como constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o mental, o meu audit&amp;oacute;rio est&amp;aacute; em outro plano, fora dos pal&amp;aacute;cios de Bras&amp;iacute;lia, onde, entre outras desgra&amp;ccedil;as nacionais, corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mordomias s&amp;atilde;o pr&amp;aacute;ticas priorit&amp;aacute;rias e temas secund&amp;aacute;rios. 

O meu audit&amp;oacute;rio, senador, envolve pessoas preferencialmente an&amp;ocirc;nimas, que se movimentam nos espa&amp;ccedil;os sociais do andar de baixo, onde se abrigam os que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m helic&amp;oacute;pteros oficiais &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para andan&amp;ccedil;as particulares&amp;nbsp; - apesar de, patriotas sonhadores, acreditarem na luz da lei que lhes garante condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es cidad&amp;atilde;s de igualdade, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a qualquer senador da Rep&amp;uacute;blica. 

Lembra-se, senador? - o senhor era&amp;nbsp; Presidente da Rep&amp;uacute;blica quando, a 5 de outubro de 1988, foi promulgada a Lei Maior que inseriu no ide&amp;aacute;rio da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o a garantia de que &amp;ldquo;todos s&amp;atilde;o iguais perante a lei, sem distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer natureza (...)&amp;rdquo; (Artigo 5). 

Por falar em helic&amp;oacute;pteros, senador, conv&amp;eacute;m &amp;agrave; interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o lembrar que este texto come&amp;ccedil;ou a ser escrito na segunda-feira 22 de agosto, dia em que o Brasil ficou sabendo que o senhor, por ser presidente do Senado e pai da governadora do Maranh&amp;atilde;o, e s&amp;oacute; por isso, usou este ano, pelo menos duas vezes, um helic&amp;oacute;ptero da Pol&amp;iacute;cia Militar daquele Estado, como meio de transporte para passeios de fim de semana a Curupu, sua ilha particular. Com o detalhe, revelado pela narra&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica, de que a aeronave fora comprada em 2010 com dinheiro do governo estadual e do Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a, para combater o crime e atender emerg&amp;ecirc;ncias m&amp;eacute;dicas. 

Gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; c&amp;acirc;mera indiscreta de um cinegrafista amador, soubemos que para atender ao presidente do Senado e &amp;agrave; sua corte numa das viagens &amp;agrave; ilha, o helic&amp;oacute;ptero da PM maranhense atrasou o atendimento (que deveria ser urgente e priorit&amp;aacute;rio) a um cidad&amp;atilde;o com traumatismo craniano e fratura numa das clav&amp;iacute;culas. 

Al&amp;eacute;m do esc&amp;acirc;ndalo na opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, nada aconteceu. E nada aconteceu porque, neste como em tantos outros casos, a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imoral do dinheiro p&amp;uacute;blico provavelmente tinha amparo legal em algum inciso do espert&amp;iacute;ssimo esquema jur&amp;iacute;dico protetor das mordomias nacionais.

Naquele dia, ao primeiro impulso, escrevi um desabafo de cidad&amp;atilde;o indignado e envergonhado, n&amp;atilde;o pelo valor do gasto (n&amp;atilde;o contabilizado) nas prazerosas viagens &amp;agrave; ilha, mas pelo simbolismo do epis&amp;oacute;dio, como express&amp;atilde;o do DNA da pol&amp;iacute;tica brasileira. Fiz ent&amp;atilde;o um texto pesado, que a prud&amp;ecirc;ncia de septuagen&amp;aacute;rio me aconselhou a guardar, para o amadurecimento de id&amp;eacute;ias e palavras. 

Mas eis que, alguns dias depois, os jornais trouxeram &amp;agrave; baila o esc&amp;acirc;ndalo dos supersal&amp;aacute;rios do Senado, outro descaminho imoral (embora tamb&amp;eacute;m provavelmente legal) do chamado dinheiro p&amp;uacute;blico. E novamente o&amp;nbsp;Sr. est&amp;aacute; no centro da hist&amp;oacute;ria, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; como presidente da Casa, mas tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp; como senador mais bem remunerado da Rep&amp;uacute;blica, com proventos mensais que passam dos 60 mil reais e que incluem algumas aposentadorias &amp;ndash; rigorosamente legais, naturalmente. 

O que mais me surpreende, senador, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os seus v&amp;aacute;rios proventos (e proveitos) acumulados, mas o seu sil&amp;ecirc;ncio. Sil&amp;ecirc;ncio em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos supersal&amp;aacute;rios que o seu e nosso Senado da Rep&amp;uacute;blica paga a cidad&amp;atilde;os escandalosamente privilegiados. Mas, principalmente, o seu sil&amp;ecirc;ncio em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s hist&amp;oacute;rias de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o recentemente descobertas, algumas delas bem escabrosas.

Na minha ingenuidade, senador, acredito que um homem com a sua idade, e com a responsabilidade de fiel deposit&amp;aacute;rio da dignidade do cargo que ocupa, n&amp;atilde;o tem o direito de ficar em sil&amp;ecirc;ncio diante de t&amp;atilde;o escandalosas pr&amp;aacute;ticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o que v&amp;ecirc;m sendo descobertas e reveladas.

O Brasil precisa extirpar, senador,&amp;nbsp;a hist&amp;oacute;rica praga da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o corr&amp;oacute;i. E n&amp;oacute;s, os mais velhos, temos o irrecus&amp;aacute;vel dever de lutar e trabalhar para&amp;nbsp; darmos qualidade moral e &amp;eacute;tica ao que nos resta de tempo presente. Pela raz&amp;atilde;o fundamental, que raramente nos ocorre, de que os mais jovens t&amp;ecirc;m direito a herdar um passado digno.

Fale, senador! E se puder, fa&amp;ccedil;a algo mais, al&amp;eacute;m de falar! Como presidente do Congresso Nacional, o Sr. poderia, por exemplo, organizar esfor&amp;ccedil;os legislativos para eliminar as folgas da lei (e tantas s&amp;atilde;o!) que fazem do Brasil o pa&amp;iacute;s campe&amp;atilde;o em pr&amp;aacute;ticas de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal. 

&amp;ldquo;Tudo &amp;eacute; feito dentro dos limites e das folgas da lei&amp;rdquo;, dizem &amp;ldquo;eles&amp;rdquo;. Pois lhe digo, senador: &amp;eacute; uma vergonha que cidad&amp;atilde;os exemplares e contribuintes respons&amp;aacute;veis tenham de continuar a ouvir essa frase, como justificativa das apropria&amp;ccedil;&amp;otilde;es imorais de dinheiros p&amp;uacute;blicos que d&amp;atilde;o marca aos nossos costumes pol&amp;iacute;ticos.

O Brasil n&amp;atilde;o merece essa gente nem tais costumes.

Diga e fa&amp;ccedil;a alguma coisa, senador! 

CARLOS CHAPARRO

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NOTA DE RODAP&amp;Eacute; 
As mil e uma esp&amp;eacute;cies de mordomia fazem parte do difuso universo da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sobre o assunto, recomendo a leitura de um texto h&amp;aacute; anos postado neste blog, sob o t&amp;iacute;tulo

Vilanias de Bras&amp;iacute;lia
=========================

Veja, em &amp;quot;Indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;quot; (coluna da direita), links de acesso a textos em vers&amp;atilde;o PDF, para usos acad&amp;ecirc;micos - e n&amp;atilde;o s&amp;oacute;.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=518</link>
	</item>
	<item>
		 <title>As formas e a arte do texto</title>
		  <pubDate>28/08/2011</pubDate>
		<description>A efic&amp;aacute;cia das formas 
n&amp;atilde;o se op&amp;otilde;e 
&amp;agrave; arte de escrever</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=517</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Formas não se opõem à arte de escrever</title>
		  <pubDate>28/08/2011</pubDate>
		<description>A efic&amp;aacute;cia das formas 
n&amp;atilde;o se op&amp;otilde;e 
&amp;agrave; arte de escrever 



</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=516</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Dicas para bem escrever em Jornalismo</title>
		  <pubDate>27/08/2011</pubDate>
		<description>Dicas para 
bem escrever 
em Jornalismo</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=515</link>
	</item>
	<item>
		 <title>A Pedagogia do Crime</title>
		  <pubDate>19/08/2011</pubDate>
		<description>No insensato show 
da viol&amp;ecirc;ncia na TV
A PEDAGOGIA DO CRIME</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=513</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Pedagia do Crime</title>
		  <pubDate>19/08/2011</pubDate>
		<description>No insensato show
da viol&amp;ecirc;ncia na TV
A PEDAGIA DO CRIME</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=512</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Interesse Público X Interesse do Público</title>
		  <pubDate>18/08/2011</pubDate>
		<description>INTERESSE P&amp;Uacute;BLICO
n&amp;atilde;o se confunde com
&amp;quot;Interesse do P&amp;uacute;blico&amp;quot;</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=511</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Ainda a &amp;quot;Operação Voucher&amp;quot;</title>
		  <pubDate>17/08/2011</pubDate>
		<description>O XIS DA QUEST&amp;Atilde;O - N&amp;atilde;o, o jornalismo n&amp;atilde;o pode tudo. Porque, nas democracias, nem os jornais nem os jornalistas est&amp;atilde;o acima da lei. E n&amp;atilde;o pode tudo tamb&amp;eacute;m porque, nas expectativas sociais em que se movimenta, constitui-se atividade&amp;nbsp;essencial&amp;nbsp;para as sociedades democr&amp;aacute;ticas, vinculada a compromissos &amp;eacute;ticos sem os quais n&amp;atilde;o tem raz&amp;atilde;o de ser. O que nos permite dizer: 
Sem responsabilidade,&amp;nbsp;
Lliberdade &amp;eacute; 
um falso conceito 
Na volta ao assunto da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fotos dos prisioneiros da &amp;ldquo;Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Voucher&amp;rdquo;, e para os necess&amp;aacute;rios enlaces de racioc&amp;iacute;nio e ajuizamento, explicito, em pergunta, a id&amp;eacute;ia que deu tom final &amp;aacute; an&amp;aacute;lise de ontem:

Ser&amp;aacute; que o jornalismo tudo pode, no uso das liberdades democr&amp;aacute;ticas que lhe s&amp;atilde;o asseguradas? 

Essa, a pergunta a ser feita quando um jornal com a hist&amp;oacute;ria, a responsabilidade social e o poder do Estad&amp;atilde;o, decide publicar fotos que degradam , humilham e submetem ao esc&amp;aacute;rnio p&amp;uacute;blico pessoas que, acima de quaisquer circunst&amp;acirc;ncias, devem ser respeitadas na sua dignidade, j&amp;aacute; que esse &amp;eacute; um dos princ&amp;iacute;pios que d&amp;atilde;o fundamento ao Estado Democr&amp;aacute;tico de Direito em que se constitui a nossa Rep&amp;uacute;blica. Nesse fundamento est&amp;aacute; o &amp;acirc;mago dos direitos fundamentais de que trata o Artigo 5 da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Como o dr. Celso Leal, procurador da Rep&amp;uacute;blica que atua na investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do esc&amp;acirc;ndalo do Minist&amp;eacute;rio do Turismo , reconheceu em entrevista&amp;nbsp; concedida ao pr&amp;oacute;prio Estad&amp;atilde;o (edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 16 de agosto, p&amp;aacute;gina A4), a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fotos &amp;eacute; uma divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o inadequada da imagem de pessoas que est&amp;atilde;o sendo investigadas. &amp;ldquo;Nem se fossem pessoas condenadas caberia a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas fotos&amp;rdquo;, disse ele. 

O pior de tudo &amp;eacute; que a decis&amp;atilde;o editorial de publicar as fotos foi tomada mesmo sem a m&amp;iacute;nima perspectiva de qualquer ganho social, pois a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o que degrada a imagem dos suspeitos, tal como foi feita (no aproveitamento oportunista de um vazamento il&amp;iacute;cito), em nada contribuir&amp;aacute; para a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos suspeitos, se houver culpa. Ao contr&amp;aacute;rio: fornece &amp;agrave; defesa muni&amp;ccedil;&amp;atilde;o argumentativa para atrapalhar e retardar o andamento do processo.

Por isso, repito a pergunta: - Ser&amp;aacute; que o jornalismo tudo pode, no uso das liberdades democr&amp;aacute;ticas que lhe s&amp;atilde;o constitucionalmente asseguradas? 

N&amp;atilde;o, o jornalismo n&amp;atilde;o pode tudo. Porque, nas democracias, nem os jornais nem os jornalistas est&amp;atilde;o acima da lei. E n&amp;atilde;o pode tudo tamb&amp;eacute;m porque, nas expectativas sociais em que se movimenta, constitui-se atividade b&amp;aacute;sica da democracia, vinculada a compromissos &amp;eacute;ticos sem os quais n&amp;atilde;o tem raz&amp;atilde;o de ser. O que nos permite dizer que, sem responsabilidade, a liberdade &amp;eacute; um falso conceito. 

No jornalismo como na vida.

***

A prop&amp;oacute;sito dos deveres sociais, &amp;eacute;ticos e deontol&amp;oacute;gicos do jornalismo, recorro tamb&amp;eacute;m a um texto publicado no El Pa&amp;iacute;s, depois&amp;nbsp;largamente difundido pela Internet e por outros meios, no qual se analisa o esc&amp;acirc;ndalo produzido pelas criminosas pr&amp;aacute;ticas de invas&amp;atilde;o de privacidade que levaram &amp;aacute; morte o finado News of the World. Assina o texto a rep&amp;oacute;rter Maria Dolores Masana, que na Espanha preside &amp;agrave; se&amp;ccedil;&amp;atilde;o local da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional Rep&amp;oacute;rteres Sem Fronteiras (RSF). No ambiente jornal&amp;iacute;stico europeu, a autora do texto &amp;eacute; conhecida e reconhecida pela defesa firme dos valores &amp;eacute;ticos que no jornalismo devem balizar os comportamentos profissionais recomendados pelos C&amp;oacute;digos Deontol&amp;oacute;gicos.

No texto que assina, Dolores Masano espalhou ao mundo o seguinte clamor de protesto e advert&amp;ecirc;ncia: 

&amp;ldquo;H&amp;aacute; que dizer bem alto que em jornalismo nem tudo vale. Conseguir uma informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a todo o custo? N&amp;atilde;o. Rotundamente, n&amp;atilde;o, quando falamos de pr&amp;aacute;ticas il&amp;iacute;citas que ro&amp;ccedil;am o delito.&amp;rdquo;

Eis a&amp;iacute; um a frase que tanto se aplica aos arrogantes desatinos dos jornalistas que mataram o News of&amp;nbsp; the World quanto &amp;agrave; insensatez dos editores que, no Estad&amp;atilde;o e em outros jornais, decidiram publicitar fotos que degradam a imagem de pessoas por enquanto apenas investigadas.

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&amp;nbsp;Leia tamb&amp;eacute;m, em vers&amp;atilde;o PDF:&amp;nbsp;&amp;nbsp;
A efic&amp;aacute;cia das formas
n&amp;atilde;o se op&amp;otilde;e
&amp;agrave; arte de escrever.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=510</link>
	</item>
	<item>
		 <title>algemas e vazamentos ilegais...</title>
		  <pubDate>16/08/2011</pubDate>
		<description>Vazamentos ilegais e algemas n&amp;atilde;o ajudam 
a condenar criminosos

O XIS DA QUEST&amp;Atilde;O &amp;ndash; A prop&amp;oacute;sito das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es da &amp;ldquo;Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Voucher&amp;rdquo;, &amp;eacute; bom lembrar que, quando se agregam &amp;agrave;s deten&amp;ccedil;&amp;otilde;es e investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es procedimentos ilegais, os supostos malandros, protegidos por bons advogados, quase sempre escapam.

Cresce nas ruas um sentimento coletivo de apoio &amp;agrave;s decis&amp;otilde;es da presidente Dilma, no enfrentamento da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o decis&amp;otilde;es e um estilo que marcam o seu governo. Penso, por&amp;eacute;m, que ela tamb&amp;eacute;m deveria ser apoiada no empenho, j&amp;aacute; manifestado e assumido,&amp;nbsp; de &amp;ldquo;coibir abusos, excessos e afrontas &amp;agrave; dignidade de qualquer cidad&amp;atilde;o que venha a ser investigado&amp;rdquo;. 

Foi o que a presidente&amp;nbsp;disse ontem (segunda-feira), em curto discurso, na cerim&amp;ocirc;nia de posse do procurador-geral da Rep&amp;uacute;blica. E usou argumentos claros e firmes: &amp;ldquo;O governo quer uma justi&amp;ccedil;a eficaz e c&amp;eacute;lere, mas s&amp;oacute;bria e democr&amp;aacute;tica, senhora da raz&amp;atilde;o e incontest&amp;aacute;vel em suas atitudes e provid&amp;ecirc;ncias&amp;rdquo;.

Sem citar nomes nem epis&amp;oacute;dios, a Presidente da Rep&amp;uacute;blica referia-se, naturalmente, ao caso do uso de algemas, pela Pol&amp;iacute;cia Federal, na pris&amp;atilde;o dos suspeitos envolvidos no esc&amp;acirc;ndalo do Minist&amp;eacute;rio do Turismo e, principalmente, &amp;agrave; constrangedora divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ilegal&amp;nbsp;das fotos de identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o processual de seis dos prisioneiros. 

No epis&amp;oacute;dio das algemas, pode at&amp;eacute; haver alguma pol&amp;ecirc;mica jur&amp;iacute;dica sobre a legalidade do procedimento. Mas nem o eventual efeito pedag&amp;oacute;gico que as algemas possam produzir justifica a exibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder policial &amp;agrave; custa da humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica de pessoas (quaisquer que sejam) que nem indiciadas foram ainda. 

J&amp;aacute; no caso das fotos, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; argumentos que, &amp;agrave; luz dos valores democr&amp;aacute;ticos, possam tornar aceit&amp;aacute;veis o vazamento das fotos e a sua divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica. 

Por caminhos tortos, sabe-se l&amp;aacute; se a troco de dinheiro, as fotos chegaram ao jornal A Gazeta, de Macap&amp;aacute;, cidade onde corre o processo. E A Gazeta as publicou como se estivesse exibindo um trof&amp;eacute;u ou festejando um glorioso feito jornal&amp;iacute;stico. Na verdade, o jornal nada tinha a festejar, porque, ao tratar como criminosos abjetos prisioneiros ainda em fase de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e ao submet&amp;ecirc;-los ao esc&amp;aacute;rnio e &amp;agrave; humilha&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, vilipendiou direitos fundamentais de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; dignidade humana, que s&amp;atilde;o universais e irremov&amp;iacute;veis na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira.&amp;nbsp; 

Quem, no &amp;acirc;mbito do poder respons&amp;aacute;vel pelos prisioneiros, perpetrou e viabilizou o vazamento das fotos, cometeu&amp;nbsp;ilegalidade grave, pass&amp;iacute;vel de puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; A Gazeta, embora protegida pela liberdade de informar pr&amp;oacute;pria das democracias, fez uma traquinagem que, al&amp;eacute;m de violar direitos humanos que o artigo V da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o define como&amp;nbsp; inviol&amp;aacute;veis (o direito de imagem, por exemplo), em nada contribui para o sucesso da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, menos ainda para a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos suspeitos investigados. 

Quando &amp;agrave;s deten&amp;ccedil;&amp;otilde;es e investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es se agregam procedimentos ilegais, os supostos malandros, protegidos por bons advogados, quase sempre escapam. Assim aconteceu (lembram-se?) com o banqueiro Daniel Dantas e com tantos outros figur&amp;otilde;es, que acabaram beneficiados pelos excessos (imprudentes e/ou irrespons&amp;aacute;veis) das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es policiais e at&amp;eacute; do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico. 

A prop&amp;oacute;sito, n&amp;atilde;o por acaso, boa parte dos detidos na &amp;ldquo;Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Voucher&amp;rdquo;&amp;nbsp; j&amp;aacute; est&amp;aacute; em liberdade.

Mas em toda essa hist&amp;oacute;ria de excessos que em nada ajudam no combate &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao crime organizado, o mais lament&amp;aacute;vel de tudo o que vi foi a decis&amp;atilde;o editorial que levou o Estad&amp;atilde;o a tamb&amp;eacute;m divulgar&amp;nbsp; - primeiro no seu portal, depois no pr&amp;oacute;prio jornal - as fotos dos seis prisioneiros sem camisa e segurando as placas de identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Logo o Estad&amp;atilde;o, que em defesa e na propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valores democr&amp;aacute;ticos fez, nos &amp;uacute;ltimos dois anos, o marketing de &amp;ldquo;jornal censurado&amp;rdquo;?&amp;nbsp; Pois &amp;eacute; verdade:&amp;nbsp;em surpreendente crise de insensatez, o Estad&amp;atilde;o resolveu aderir &amp;agrave; baixaria das pr&amp;aacute;ticas jornal&amp;iacute;sticas do &amp;ldquo;tudo pode&amp;rdquo;. E o fez com a hipocrisia de atribuir &amp;agrave; A Gazeta de Macap&amp;aacute; o acolhimento do vazamento das fotos.

N&amp;atilde;o entendi, confesso. E porque ainda n&amp;atilde;o entendi, pe&amp;ccedil;o licen&amp;ccedil;a para amanh&amp;atilde; voltar ao assunto.

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NOTA &amp;ndash; J&amp;aacute; agora que falei do Estad&amp;atilde;o e do seu &amp;ldquo;marketing de jornal censurado&amp;rdquo;, recomendo a leitura de um texto sobre Censura, dispon&amp;iacute;vel no Blog em vers&amp;atilde;o PDF. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=509</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Jornalismo não se divide em opinião e informação</title>
		  <pubDate>14/08/2011</pubDate>
		<description>Jornalismo n&amp;atilde;o se divide 
em opini&amp;atilde;o e informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=508</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Censura, fantasma de múltiplas faces</title>
		  <pubDate>14/08/2011</pubDate>
		<description>Censura, fantasma 
de m&amp;uacute;ltiplas faces</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=507</link>
	</item>
	</channel>
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