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	<channel>
		<title>|| O XIS DA QUESTÃO :: Blog do Prof. Chaparro ||</title>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/</link>
		<description>Posts</description>
		<language>pt-br</language>
	<item>
		 <title>Fernanda, mulher e cidadã e formação</title>
		  <pubDate>01/03/2010</pubDate>
		<description>Eis Fernanda, 
mulher e cidad&amp;atilde; 
em forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o

Faz hoje 13 anos a mais linda Fernanda do planeta. E esse &amp;eacute; um bom motivo, querida neta, para te trazer aqui, a este Postigo do Di&amp;aacute;logo, espa&amp;ccedil;o aberto onde as conversas sempre andam em torno de ideias que nos ajudem a repensar as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es com este nosso mundo de contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. 

A meu ver, Fernanda, a travessia dos 12 para os 13 anos &amp;eacute; mais importante do que a t&amp;atilde;o festejada chegada aos 15 anos. Porque &amp;eacute; aos 13 anos que devemos dar in&amp;iacute;cio ao exerc&amp;iacute;cio de escolher caminhos pr&amp;oacute;prios. E de assumir as escolhas feitas - sem medos, mas tamb&amp;eacute;m sem as imprud&amp;ecirc;ncias e as leviandades da pressa. 

Eu, que j&amp;aacute; vivi 76 anos,&amp;nbsp;posso te ensinar,&amp;nbsp;Fernanda, que saber escolher &amp;eacute;, entre tantas, a mais&amp;nbsp;valiosa das artes de viver e sobreviver. Porque no exerc&amp;iacute;cio da escolha se fundem a vontade e a intelig&amp;ecirc;ncia que nos fazem gente. E acredita: s&amp;oacute; com a vontade inteligente seremos donos do nosso pr&amp;oacute;prio destino &amp;ndash; como seres humanos e como cidad&amp;atilde;os.

Por&amp;eacute;m, acho importante dizer-te, minha neta, que a vontade inteligente precisa de boas raz&amp;otilde;es para existir e se afirmar. E as boas raz&amp;otilde;es est&amp;atilde;o nos ide&amp;aacute;rios elaborados pela pr&amp;oacute;pria experi&amp;ecirc;ncia humana de viver, na constante busca&amp;nbsp;por civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cidadania. 

E assim chego ao que de essencial deve ser dito, neste dia em que entras no 14&amp;ordm; ano de vida: o que est&amp;aacute; em forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em ti n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; a mulher linda que ser&amp;aacute;s; est&amp;aacute; em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m, a cidad&amp;atilde; Fernanda Chaparro de Almeida, da qual o Brasil precisar&amp;aacute;.

Tens, pois, a responsabilidade de come&amp;ccedil;ar a moldar em ti a cidad&amp;atilde; idealista, honesta, consciente, convicta, l&amp;uacute;cida e bem informada, que em tr&amp;ecirc;s ou quatro anos estar&amp;aacute; apta para a miss&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica de votar e ser votada. Apta, portanto, para usar o poder do voto na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma sociedade em que se materialize, como verdade, o ideal de cidadania estabelecido no primeiro artigo da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Universal dos Direitos Humanos: &amp;ldquo;Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos&amp;rdquo;.

E a cita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa frase &amp;eacute; uma boa maneira de terminarmos a nossa conversa, neste dia de festa,&amp;nbsp;que para ti deve ser de crescimento -&amp;nbsp;o crescimento emocionante da adolesc&amp;ecirc;ncia em que agora entras.&amp;nbsp; 

Que Deus te aben&amp;ccedil;oe, querida neta.&amp;nbsp;E que te proteja e ilumine, nas escolhas da caminhada.

Beijos do av&amp;ocirc; 
&amp;nbsp;
Carlos Chaparro


* Leia outros di&amp;aacute;logos na pasta do Postigo,
______________________________________

P. S. - Quando, por decis&amp;atilde;o tua,&amp;nbsp;achares que &amp;eacute; tempo, come&amp;ccedil;a a ler e a estudar a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Universal dos Direitos Humanos. Sem pressa, mas de forma continuada. Isso te ajudar&amp;aacute; a crescer e a fazer escolhas. Aqui mesmo, neste blog, est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel o texto da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

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		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=408</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Padre Marcelo</title>
		  <pubDate>21/02/2010</pubDate>
		<description>Conversa com 
Marcelo Rossi, mito 
da religiosidade ing&amp;ecirc;nua
&amp;nbsp;
Caro padre Marcelo:

Depois de muito pensar, resolvi coloc&amp;aacute;-lo no outro lado deste Postigo aberto, para uma conversa que dificilmente ocorreria de outra maneira. E que, dada a complexidade dos assuntos que a motivam, deve ser conversa de rigorosa precis&amp;atilde;o nas palavras e de plena clareza nas id&amp;eacute;ias. 

A decis&amp;atilde;o final de lhe abrir este Postigo do Di&amp;aacute;logo foi tomada depois que, faz poucos dias, numa igreja comum da zona norte de S&amp;atilde;o Paulo, ouvi a homilia de um jovem sacerdote, cujo nome nem sei. Mas que, em suas formas de dizer, pensar e agir, se agigantou como ant&amp;iacute;tese do padre Marcelo. 

O senhor, padre Marcelo, com artes, t&amp;eacute;cnicas, truques e talentos que lhe d&amp;atilde;o compet&amp;ecirc;ncias de grande comunicador, transforma pessoas em multid&amp;otilde;es manobr&amp;aacute;veis. Faz isso deliberadamente e com ineg&amp;aacute;vel sucesso. J&amp;aacute; aquele jovem sacerdote, em sua homilia, usou o convite ao pensar para seguir o caminho inverso: olhando a pequena multid&amp;atilde;o que tinha &amp;agrave; sua frente, fragmentou-a em pessoas pensantes, cr&amp;iacute;ticas, livres, capazes de enxergar em si pr&amp;oacute;prias, e na verdade particular de suas vidas, argumentos para um agir crist&amp;atilde;o inteligente, sem fugas ao mundo real das fragilidades e das limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es.

Dele, n&amp;atilde;o ouvi uma s&amp;oacute; palavra ou entona&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o lhe vi um s&amp;oacute; gesto, nem qualquer gestualidade, que cultivassem ou incentivassem a religiosidade ing&amp;ecirc;nua aberta a crendices e supersti&amp;ccedil;&amp;otilde;es, desvios com os quais se deforma, por a&amp;iacute;, a virtude da Esperan&amp;ccedil;a, principalmente nas camadas mais pobres e sofredoras da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que tanto precisam de raz&amp;otilde;es humanas para assumir, em lutas, o pr&amp;oacute;prio destino.&amp;nbsp; 

Pois &amp;eacute; a Esperan&amp;ccedil;a, padre Marcelo (j&amp;aacute; o dizia dom Helder Camara), que d&amp;aacute; raz&amp;atilde;o de ser e energia &amp;agrave;s boas lutas da vida. Lutas por Dignidade, por exemplo. E por Justi&amp;ccedil;a, por Liberdade, por Democracia. Sem Esperan&amp;ccedil;a,&amp;nbsp;n&amp;atilde;o h&amp;aacute; por qu&amp;ecirc; nem como lutar por esses valores.

O senhor, padre Marcelo, melhor do que eu, sabe o quanto a religiosidade ing&amp;ecirc;nua serve de fermento &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao controle de multid&amp;otilde;es emocionalmente oscilantes, submissas aos ventos da demagogia, quaisquer que sejam ou de onde venham esses ventos &amp;ndash; de padres, bispos, pastores, governantes ou milit&amp;acirc;ncias pol&amp;iacute;ticas. Mesmo assim, em conceitos, cantos e &amp;ldquo;comandos&amp;rdquo;, o senhor dissemina a religiosidade ing&amp;ecirc;nua &amp;ndash; e espero que me dispense de comprova&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tantas e t&amp;atilde;o percept&amp;iacute;veis elas s&amp;atilde;o nas missas da Rede Globo, assim como no seu site e nos programas radiof&amp;ocirc;nicos, di&amp;aacute;rios, pela R&amp;aacute;dio Globo. 

Sei, padre Marcelo, que pode haver certa dose de injusti&amp;ccedil;a nestas minhas avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, j&amp;aacute; que o senhor est&amp;aacute; submetido&amp;nbsp; aos deveres contradit&amp;oacute;rios de tarefas ou miss&amp;otilde;es igualmente contradit&amp;oacute;rias: ser, de um lado, profeta&amp;nbsp; de Deus no mundo dos pessoas, que devem ser tratadas como criaturas dignas, livres, inteligentes, com vontade pr&amp;oacute;pria; de outro lado, ser comunicador amarrado por contrato &amp;agrave; poderosa Rede Globo, com a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lhe garantir a contrapartida de altas audi&amp;ecirc;ncias, o que pressup&amp;otilde;e a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;seduzir e/ou manipular&amp;nbsp;grandes p&amp;uacute;blicos com&amp;nbsp;liturgias de show-business &amp;ndash; e para isso servem as multid&amp;otilde;es oscilantes e os talentos do comunicador.

Sei tamb&amp;eacute;m, padre Marcelo, que o senhor construiu essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condutor de multid&amp;otilde;es para estabelecer uma frente de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as com o&amp;nbsp; crescente poder comunicacional dos pregadores-empres&amp;aacute;rios neopentecostais. Temos, a&amp;iacute;, a terceira vertente do problema. Nessa responsabilidade assumida, n&amp;atilde;o devem ser poucas, nem pequenas, as tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as necessidades t&amp;aacute;ticas de &amp;ldquo;jogar o mesmo jogo&amp;rdquo;. E quando assim &amp;eacute;, se assim for, perde-se a dec&amp;ecirc;ncia religiosa. Inevitavelmente.

Sei, ainda, padre Marcelo, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil&amp;nbsp;conciliar, dentro de padr&amp;otilde;es &amp;eacute;ticos e morais&amp;nbsp;aceit&amp;aacute;veis, t&amp;atilde;o divergentes interesses, nem todos santificantes.&amp;nbsp; N&amp;atilde;o sei, por&amp;eacute;m, como ajud&amp;aacute;-lo, padre, a n&amp;atilde;o ser da maneira que aqui exercito com perigosa e talvez inconveniente sinceridade: colocar no ar argumentos de reflex&amp;atilde;o que nos ajudem &amp;ndash; a mim, ao senhor e &amp;agrave;s pessoas que aos milh&amp;otilde;es o seguem ou procuram &amp;ndash; a ter uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica com as contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es dessa face eletr&amp;ocirc;nica da Igreja Cat&amp;oacute;lica, onde o senhor, padre Marcelo Rossi, atua e se movimenta como estrela maior.

De resto, se o quiser usar, este &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o &amp;agrave; sua disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.

Cordialmente, 

Carlos Chaparro
____________________________________________

* P.S. - S&amp;oacute; mais uma coisa, padre Marcelo - e este &amp;eacute; um lembrete que deveria fazer parte da lista de deveres &amp;eacute;ticos de todos os que lidam com comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o massiva: quanto maior o poder de convencimento&amp;nbsp;e mobiliza&amp;atilde;o do comunicador, maior, tamb&amp;eacute;m, o seu dever de educar - n&amp;atilde;o multid&amp;otilde;es, mas pessoas.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=407</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Melancolia na Roça</title>
		  <pubDate>20/02/2010</pubDate>
		<description>O &amp;Uacute;ltimo Sertanejo
&amp;quot;A cultura caipira, cujo s&amp;iacute;mbolo m&amp;aacute;ximo &amp;eacute; a viola, e o violeiro, est&amp;aacute; desaparecendo da pr&amp;oacute;pria terra onde foi criada, e virando pe&amp;ccedil;a de museu. Substitu&amp;iacute;da pela m&amp;uacute;sica e pelo estilo country, um g&amp;ecirc;nero pop misto de influ&amp;ecirc;ncia americana, as antigas toadas e modas perdem seu lugar no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos jovens. Para contar essa hist&amp;oacute;ria melanc&amp;oacute;lica, os rep&amp;oacute;rteres falaram com estudiosos e especialistas, mas tamb&amp;eacute;m com os violeiros, caipiras e a nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do interior de S&amp;atilde;o Paulo.&amp;quot; 

Eis a&amp;iacute; a sinopse da boa reportagem feita por um trio de alunos meus, ao tempo em que lecionava na ECA-USP. Recentemente, encontrei o texto ao remexer pap&amp;eacute;is na enorme gaveta dos &amp;quot;guardados&amp;quot;. E isso se deu, por coincid&amp;ecirc;ncia, nos dias em que o Brasil chorava a morte de Pena Branca (foto), o cantor-s&amp;iacute;mbolo da nossa melhor m&amp;uacute;sica de raiz. 

A morte de Pena Branca&amp;nbsp;empresta contundente atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;&amp;nbsp;pe&amp;ccedil;a jornal&amp;iacute;stica que, onze anos atr&amp;aacute;s, deu NOTA DEZ ao&amp;nbsp;Almir Ricardi, ao Maur&amp;iacute;cio Hashizume e ao Renato Domith Godinho, os tr&amp;ecirc;s alunos autores. Ao colocar o texto deles no espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico deste blog, presto homenagem&amp;nbsp;&amp;agrave; mem&amp;oacute;ria de Pena Branca. Ao mesmo tempo, agrego &amp;agrave; defesa (ou &amp;agrave; saudade...) da m&amp;uacute;sica caipira de raiz os valiosos argumentos e dados que&amp;nbsp;recheiam de&amp;nbsp;conte&amp;uacute;do&amp;nbsp;a reportagem de Almir, Maur&amp;iacute;cio e Renato.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=406</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Religião sem superstição</title>
		  <pubDate>18/02/2010</pubDate>
		<description>Li&amp;ccedil;&amp;atilde;o das cinzas
&amp;quot;S&amp;atilde;o um limite, as cinzas. Uma fronteira, da qual &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil ou imposs&amp;iacute;vel voltar. S&amp;atilde;o a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a revelar como a mat&amp;eacute;ria &amp;eacute; fr&amp;aacute;gil e passageira. S&amp;atilde;o o mist&amp;eacute;rio do tempo que transforma em aparente nada aquilo que se julgou tudo. E entre o nada e o tudo c&amp;aacute; vamos escrevendo o existir, criando e recriando, na esperan&amp;ccedil;a de que o que &amp;eacute; verdadeiramente importante nunca ser&amp;aacute; cinza, antes estrela!&amp;quot;

Essa, a id&amp;eacute;ia inicial, densa e po&amp;eacute;tica, de um texto que me chegou por e-mail, do meu amigo V&amp;iacute;tor Gon&amp;ccedil;alves (foto), jovem padre portugu&amp;ecirc;s que h&amp;aacute; anos - n&amp;atilde;o muitos, mas intensos - usa a palavra, em suas v&amp;aacute;rias formas,&amp;nbsp;no esfor&amp;ccedil;o honesto e inteligente de profetizar&amp;nbsp;jeitos de encontrar Deus no mundo e na vida real dos homens, tal como ela &amp;eacute; e nos faz. Rejeitando, portanto, truqes emotivos, de padres cantantes e n&amp;atilde;o cantantes, que t&amp;atilde;o em voga est&amp;atilde;o por a&amp;iacute;, na televis&amp;atilde;o brasileira,&amp;nbsp;disseminando mais supersti&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que religi&amp;atilde;o.

Por isso, cedo meu espa&amp;ccedil;o ao belo texto do padre Vitor Gon&amp;ccedil;alves.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=394</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Linguagem Gráfica</title>
		  <pubDate>30/01/2010</pubDate>
		<description>Linguagem gr&amp;aacute;fica,
artes de interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o

Leitor n&amp;atilde;o compra jornal para apreciar desenho gr&amp;aacute;fico, mas para ser bem informado sobre o que lhe interessa. As solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es gr&amp;aacute;ficas&amp;nbsp; devem servir para que o leitor descubra mais facilmente, com mais verdade e prazer est&amp;eacute;tico, o que lhe interessa em cada edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.E a&amp;iacute; est&amp;aacute; definido o papel da criatividade gr&amp;aacute;fica: evidenciar ao leitor o que lhe interessa e produzir est&amp;iacute;mulos comunicativos que facilitem o encontro com os conte&amp;uacute;dos.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=393</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Calazans Fernandes</title>
		  <pubDate>30/01/2010</pubDate>
		<description>Calazans Fernandes,
not&amp;aacute;vel nordestino
J&amp;aacute; bisav&amp;ocirc;, e depois de longo sofrimento, morreu na madrugada de quarta-feira passada, 27 de janeiro de 2010, e foi cremado no dia seguinte, o not&amp;aacute;vel nordestino Francisco Calazans Fernandes, que fez hist&amp;oacute;ria de protagonista no jornalismo brasileiro (na foto, em tempos&amp;nbsp;rep&amp;oacute;rter). H&amp;aacute; quem tamb&amp;eacute;m o chame de escritor. Mas mesmo nos livros escritos, era o jornalista empolgado e empolgante que se caldeava &amp;agrave; obra, e lhe impunha paix&amp;atilde;o narrativa sustentada em requintes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticos de um estilo pr&amp;oacute;prio.

N&amp;atilde;o gosto de necrol&amp;oacute;gios nem sei escrev&amp;ecirc;-los. Porque, quando se escreve sobre pessoas como Calazans, ainda que tenham morrido, n&amp;atilde;o &amp;eacute; da morte que devemos falar, mas da vida. Por isso vos informo, caros leitores, que al&amp;eacute;m da pequena Lys, a bisneta que mal conheceu, Calazans Fernandes deixou-nos seis filhos multiplicados em 12 netos, para a continuidade dos sonhos inacabados que o moveram em vida. Os sonhos de melhorar o mundo.

&amp;Agrave; prole caber&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m, e prioritariamente, a miss&amp;atilde;o de proteger e consolar dona Iris, que acompanhou e completou Calazans na intensa parceria de amantes em que se enredaram, durante 56 dos 81 aos em que ele por aqui andou. 

Fomos amigos e colegas. Dele, poderia contar mil hist&amp;oacute;rias dos brilhos da mente e da vida vivida - como homem, cidad&amp;atilde;o, brasileiro, nordestino, educador e jornalista. Prefiro homenage&amp;aacute;-lo com a transcri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um texto que escrevi anos atr&amp;aacute;s, para socializar um pouco do muito que com ele aprendi, nas artes e nos deveres do jornalismo.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=392</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Nos garis, todos fomos ofendidos</title>
		  <pubDate>11/01/2010</pubDate>
		<description>Nos garis, 
todos fomos ofendidos
Com frase eticamente inaceit&amp;aacute;vel, dita num dos intervalos do Jornal da Band na noite da virada do ano, e espalhada ao mundo por um vazamento de &amp;aacute;udio, Boris Casoy ofendeu grosseiramente os garis, profissionais t&amp;atilde;o dignos quanto ele. E, mais do que ele, indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; sobreviv&amp;ecirc;ncia urbana. 

A ofensa aos garis tamb&amp;eacute;m nos atinge, por ter vindo de um jornalista e de um ambiente, o jornalismo, que t&amp;ecirc;m para com a sociedade o compromisso de zelar pelos avan&amp;ccedil;os civilizacionais. Em vez disso, foi vilipendiado o direito &amp;agrave; dignidade, raiz da cidadania que d&amp;aacute; base &amp;agrave; democracia. 

Esta ser&amp;aacute;, pois, uma cr&amp;ocirc;nica triste.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=391</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Sem idéias, para que servem os jornais?</title>
		  <pubDate>08/01/2010</pubDate>
		<description>J&amp;aacute; n&amp;atilde;o precisamos dos jornais
para alcan&amp;ccedil;ar a Not&amp;iacute;cia
Durante quase quarenta dias de afastamento, em viagem de tel&amp;uacute;ricos reencontros familiares, experimentei um per&amp;iacute;odo de fuga &amp;agrave;s not&amp;iacute;cias. Rejeitei telejornais, portais e notici&amp;aacute;rios radiof&amp;ocirc;nicos. N&amp;atilde;o gastei um s&amp;oacute; c&amp;ecirc;ntimo de euro em jornais. Tentei, enfim, ficar imune a dramas e picardias deste nosso&amp;nbsp; mundo de conflitos que mobiliza jornalistas e cidad&amp;atilde;os.

Fracassei. Porque as not&amp;iacute;cias me chegavam pelos infinitos caminhos da difus&amp;atilde;o instant&amp;acirc;nea, que nos alcan&amp;ccedil;a em teia universal. Teia abstrata, mas que dramaticamente condiciona e movimenta o mundo concreto das pessoas. 

Da&amp;iacute;, a reflex&amp;atilde;o que proponho, no meu retorno ao Blog: j&amp;aacute; n&amp;atilde;o precisamos dos jornais para alcan&amp;ccedil;ar a not&amp;iacute;cia; mas precisamos deles, cada vez mais, para compreender e debater os fatos da atualidade. 

Sem a moldura das id&amp;eacute;ias, a not&amp;iacute;cia impressa chega ao leitor em jeito de produto com validade vencida. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=390</link>
	</item>
	<item>
		 <title>O controle das mentes</title>
		  <pubDate>24/11/2009</pubDate>
		<description>Manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 
o controle de consci&amp;ecirc;ncias
Apesar dos mecanismos e das doutrinas internacionais que consolidam no mundo pol&amp;iacute;tico a experi&amp;ecirc;ncia democr&amp;aacute;ticas, ainda s&amp;atilde;o numerosos e poderosos os ditadores bem instalados, uns plenamente assumidos, outros, enrustidos. Uns e outros, de forma ostensiva (com viol&amp;ecirc;ncia, se necess&amp;aacute;rio) ou de forma dissimulada, usam artimanhas da manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para impor a sua&amp;nbsp; vontade e o seu mando a popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es quase sempre amedrontadas.

A recente visita do pol&amp;ecirc;mico Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, o incans&amp;aacute;vel/cansativo tom ditatorial da ret&amp;oacute;rica chavista e a cada vez mais explorada proximidade das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras justificam a reapresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um texto aqui postado em abril de 2007, mas ainda adequado para leituras cr&amp;iacute;ticas dos cen&amp;aacute;rios atuais, nos limites da nossa pr&amp;oacute;pria realidade.

Na s&amp;iacute;ntese, escrevia eu ent&amp;atilde;o o seguinte:

Criar um pensamento m&amp;aacute;gico que n&amp;atilde;o passa pela raz&amp;atilde;o &amp;eacute; a l&amp;oacute;gica das manhas e artimanhas da manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, das quais fazem parte os slogans, os gestos e os s&amp;iacute;mbolos, respons&amp;aacute;veis pela media&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os instintos e as opini&amp;otilde;es. Sempre com o apoio de mecanismos de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; como Salazar fazia e os ditadores e demagogos de hoje tamb&amp;eacute;m fazem.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=388</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Lições de um filósofo</title>
		  <pubDate>24/11/2009</pubDate>
		<description>E se a&amp;nbsp;honestidade 
fosse a arte maior?
Os tempos scontinuam a ser&amp;nbsp;de descoberta de assombrosas hist&amp;oacute;rias de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o e viol&amp;ecirc;ncia. O ambiente urbano, de medos objetivos e subjetivos, quando olhamos os sinais do desemprego, da fome, e de exclus&amp;otilde;es que parecem insuper&amp;aacute;veis. E porque not&amp;iacute;cia e realidade caminham de m&amp;atilde;os dadas, uma puxando pela outra, os jornalistas bem que precisariam refletir sobre as responsabilidades muito particulares que lhe cabem, na experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria da democracia.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=389</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Diálogo sobre Corrupção</title>
		  <pubDate>21/10/2009</pubDate>
		<description>Corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o,
praga maldita&amp;nbsp;
Caro amigo Jo&amp;atilde;o Inoc&amp;ecirc;ncio (foto):

Permita que traga a este Postigo algumas das nossas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es comuns, com as quais alimentamos conversas durante o cafezinho da tarde (quando tal &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel), na sua bem afamada doceria. Como voc&amp;ecirc; sabe, Jo&amp;atilde;o, este &amp;eacute; um Postigo sempre aberto a di&amp;aacute;logos sem fronteiras. Por isso, o que aqui falarmos ficar&amp;aacute; exposto ao mundo. Ao mundo pertencer&amp;aacute;. E imagino que voc&amp;ecirc; nada tenha contra a partilha de id&amp;eacute;ias com quem por elas se interessar, em qualquer parte do planeta. 

Pois se ainda n&amp;atilde;o sabe, fique sabendo, amigo Jo&amp;atilde;o: internautas de pelo menos 50 pa&amp;iacute;ses entram regularmente neste nosso blog. Entre eles, gente at&amp;eacute; da Indon&amp;eacute;sia &amp;ndash; e de Singapura, Israel, Canad&amp;aacute;, Portugal, Cor&amp;eacute;ia do Sul, M&amp;eacute;xico, Fran&amp;ccedil;a, &amp;Iacute;ndia, Alemanha, R&amp;uacute;ssia, Hungria... e de mais algumas dezenas de terras. Brasil inclu&amp;iacute;do, claro, respondendo por mais de dois ter&amp;ccedil;os da plat&amp;eacute;ia que nos l&amp;ecirc;.

Falemos, pois, de Brasil. Um pa&amp;iacute;s maravilhoso, mas de povo sofredor. Um pa&amp;iacute;s rico, mas que tem no gigantismo da pobreza e da mis&amp;eacute;ria a cicatriz marcante da sua fisionomia social. Um pa&amp;iacute;s de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas consolidadas, mas que continua a ser tolerante com os crimes e os costumes da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E nada &amp;eacute; mais anti-democr&amp;aacute;tico, neste pa&amp;iacute;s de t&amp;atilde;o belos sonhos e t&amp;atilde;o generosas riquezas naturais, do que esse odioso ralo de roubalheira&amp;nbsp; e desonestidade, o ralo da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo qual, em acordos secretos entre corruptos e corruptores,&amp;nbsp;se v&amp;atilde;o recursos que faltam na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na sa&amp;uacute;de, na infra-estrutura, na habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nas pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, e em tantas outras frentes de car&amp;ecirc;ncias que n&amp;atilde;o conseguimos superar.

&amp;Eacute; verdade que, no correr das conversas informais do dia a dia, todos nos queixamos da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em voz alta, lamentamos que ela exista e tanto deforme o Brasil. Por&amp;eacute;m, muitos desses que em voz alta falam contra a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, baixam a voz, assumem sil&amp;ecirc;ncios diante das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas,&amp;nbsp;ajudando a alimentar a endemia do peculato e de outras formas corruptas de agir - e n&amp;atilde;o apenas por comportamentos de toler&amp;acirc;ncia passiva, mas, o que &amp;eacute; pior, participando frequentemente do jogo sujo das trocas esp&amp;uacute;rias. 

Os nossos cinco s&amp;eacute;culos de Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos habituaram a essa endemia hist&amp;oacute;rica a que damos o nome de &amp;ldquo;corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. Endemia sustentada, ao longo dos tempos, por uma l&amp;oacute;gica terrivelmente sedutora &amp;ndash; esta, que est&amp;aacute; na boca de todos os corruptos e corruptores do pequeno varejo das desonestidades: &amp;ldquo;J&amp;aacute; que os grandes, l&amp;aacute; em cima, roubam milh&amp;otilde;es e nada acontece com eles, por que n&amp;oacute;s, aqui em baixo, n&amp;atilde;o podemos fazer o jogo sujo dos tost&amp;otilde;es?&amp;rdquo;&amp;nbsp; - e nos d&amp;oacute;i a alma, de vergonha, vermos que entre os que assim agem ou toleram h&amp;aacute; gente com responsabilidades de pais e educadores, de quem se deveria esperar o bom exemplo.

No m&amp;iacute;nimo, o bom exemplo.

Felizmente, meu caro amigo Jo&amp;atilde;o Inoc&amp;ecirc;ncio, a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o gra&amp;uacute;da est&amp;aacute; sendo hoje combatida, j&amp;aacute; com bons resultados, por institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Estado constitucionalmente independentes &amp;ndash; o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, a Pol&amp;iacute;cia Federal e segmentos importantes do Judici&amp;aacute;rio. Mas as pr&amp;aacute;ticas mi&amp;uacute;das da corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Jo&amp;atilde;o, essas s&amp;atilde;o erva daninha de dif&amp;iacute;cil combate. Um c&amp;acirc;ncer repugnante no tecido social. C&amp;acirc;ncer que ter&amp;aacute; de ser enfrentado, prioritariamente, por uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o construtora de novos padr&amp;otilde;es de civismo nos comportamentos individuais. E a&amp;iacute;, Jo&amp;atilde;o, obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es particulares, mas convergentes, recaem sobre pais e professores, de quem se espera que sejam educadores, nas escolas e nas fam&amp;iacute;lias. Para que crian&amp;ccedil;as e jovens, os nossos brasileirinhos de hoje, fa&amp;ccedil;am do Brasil a Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;oacute;s j&amp;aacute; dever&amp;iacute;amos ter feito. 

Penso, prezado amigo, que n&amp;atilde;o deveremos temer o debate. Ao contr&amp;aacute;rio: h&amp;aacute; que provoc&amp;aacute;-lo. Por isso, trouxe hoje o assunto ao nosso di&amp;aacute;logo, neste Postigo escancarado a todos. E o desafio que lhe deixo, Jo&amp;atilde;o,&amp;nbsp;&amp;eacute; o de&amp;nbsp;dar prosseguimento a esta conversa, a&amp;iacute; na doceria e no ambiente art&amp;iacute;stico por onde voc&amp;ecirc; circula t&amp;atilde;o &amp;agrave; vontade e de forma t&amp;atilde;o criativa. Da minha parte, tentarei fazer o mesmo nos ambientes em que possa ser ouvido.

Grande abra&amp;ccedil;o!

Carlos Chaparro</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=387</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Idéias sobre Comunicação Empresarial</title>
		  <pubDate>21/10/2009</pubDate>
		<description>Complexidades e contextos
da Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Empresarial
&amp;quot;Os efeitos da revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica exigem uma revis&amp;atilde;o profunda dos conceitos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, incluindo a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial, ela tamb&amp;eacute;m problematizada pela derrubada das fronteiras que organizavam o mundo antigo, inclusive no campo dos conceitos, e pela multiplicidade interativa de m&amp;iacute;dias. Saber usar de forma inteligente as possibilidades interativas da multiplicidade de m&amp;iacute;dias &amp;eacute; hoje uma compet&amp;ecirc;ncia de enorme import&amp;acirc;ncia na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial.&amp;nbsp;&amp;quot;

&amp;quot;O cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; particularmente fascinante porque, na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, talvez de forma mais acentuada na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial, a linguagem tem cada vez mais valorizada a sua dimens&amp;atilde;o acional. Falamos para agir, agimos se falamos, e quando falamos. Por isso, o uso estrat&amp;eacute;gico da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como pelas pessoas, precisa como nunca estar balizado por preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;Eacute;ticas que preservem e afirmem valores.&amp;nbsp;&amp;quot;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;

Essas id&amp;eacute;ias fazem parte de uma entrevista que concedi em 2000, publicada simultaneamente em Portugal e no Brasil, nas revisrtas das respectivas associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Empresarial. J&amp;aacute; se passaram nove anos. Mas as id&amp;eacute;ias continuam atuais. Por isso, relembro as reflex&amp;otilde;es ent&amp;atilde;o feitas sobre o tema.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=386</link>
	</item>
	<item>
		 <title>O lado oculto da Notícia</title>
		  <pubDate>18/10/2009</pubDate>
		<description>O lado oculto da Not&amp;iacute;cia

Se aos leitores, telespectadores e ouvintes de r&amp;aacute;dio fossem revelados os antecedentes e os bastidores da not&amp;iacute;cia, os cidad&amp;atilde;os para quem os jornalistas escrevem e falam ficariam mais aptos para a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica com o jornalismo. E descobririam que o jornalismo de hoje &amp;eacute; marcado pelo poder competente das fontes &amp;ndash; algo que jornais e jornalistas se empenham em esconder dos seus p&amp;uacute;blicos. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=385</link>
	</item>
	<item>
		 <title>11-10-09 - Postio - MST</title>
		  <pubDate>11/10/2009</pubDate>
		<description>Que MST &amp;eacute; esse, 
Neuri Rossetto?
N&amp;atilde;o sei por onde voc&amp;ecirc; anda, Neuri Rosseto. Nem o que faz agora. N&amp;atilde;o sei se persiste na op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lutar pela reforma agr&amp;aacute;ria ou se escolheu outros caminhos para as lutas da vida. Mas aqui, neste Postigo, o di&amp;aacute;logo &amp;eacute; sempre poss&amp;iacute;vel, quaisquer que sejam as circunst&amp;acirc;ncias. E lhe abro o Postigo, Neuri, porque os recentes desatinos do MST me trouxeram &amp;agrave; lembran&amp;ccedil;a a longa conversa que tivemos, naquela entrevista que voc&amp;ecirc; me concedeu, em meados de maio de 1997, quando o Movimento dos Sem-Terra, em estado de euforia, lambia os louros da vitoriosa Marcha a Bras&amp;iacute;lia. 

Dessa entrevista, guardo at&amp;eacute; hoje uma c&amp;oacute;pia gravada. E lhe garanto: &amp;eacute; um documento precioso.

Para que a conversa n&amp;atilde;o tropece em d&amp;uacute;vidas, devo dizer aos meus leitores que Neuri Rossetto, esse de quem e com quem falo, foi respons&amp;aacute;vel por boa parte do sucesso alcan&amp;ccedil;ado pela Marcha dos Sem-Terra a Bras&amp;iacute;lia. E lamento n&amp;aacute;o poder apresent&amp;aacute;-lo em foto, mas n&amp;atilde;o encontrei imagens dele em nenhum dos arquivos que percorri.

Ser discreto deve ser uma virtude da sua personalidade. Mas, embora pouco exposto e raramente citado, ele teve influ&amp;ecirc;ncia decisiva no planejamento e na execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse acontecimento hist&amp;oacute;rico, a Marcha dos Sem-Terra a Bras&amp;iacute;lia, pois era o coordenador nacional de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MST. 

A meu ver, a Marcha a Bras&amp;iacute;lia foi, na hist&amp;oacute;ria do MST, a mais bem pensada, a mais importante e a mais vitoriosa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do movimento, que vivia, ent&amp;atilde;o, a sua fase de &amp;nbsp;lucidez - e o sucesso da Marcha poderia servir como prova disso.&amp;nbsp; 

Como voc&amp;ecirc; sabe, Neuri, dissequei a Marcha a Bras&amp;iacute;lia como pesquisador, para um projeto (patrocinado pela FAPESP) que estudava &amp;ldquo;o acontecimento como discurso&amp;rdquo;. E posso afirmar que a Marcha foi, acima de tudo, uma formid&amp;aacute;vel performance de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Tenho n&amp;uacute;meros para confirmar isso. Gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; cobertura jornal&amp;iacute;stica recebida, a Marcha foi, durante os dois meses em que se alongou, o grande assunto da discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica no Brasil e um dos acontecimentos mais&amp;nbsp;falados no mundo. No recorte que fiz, entre reportagens, editoriais, cr&amp;ocirc;nicas, artigos assinados, not&amp;iacute;cias e entrevistas, o acontecimento gerou 374 pe&amp;ccedil;as jornal&amp;iacute;sticas nos dois principais jornais de S&amp;atilde;o Paulo (a Folha e o Estad&amp;atilde;o). No total, o espa&amp;ccedil;o conquistado s&amp;oacute; nesses dois di&amp;aacute;rios daria para encher 67 p&amp;aacute;ginas de jornal.

Naquela entrevista, voc&amp;ecirc; me ofereceu uma explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara, incisiva e honesta da identidade do MST &amp;ndash; a mais clara, a mais incisiva e a mais honesta de todas as que j&amp;aacute; ouvi ou li. 

Claro, voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o falava na condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sem-terra, porque n&amp;atilde;o o era, nunca o foi, jamais o ser&amp;aacute;, embora falasse dos sem-terra como &amp;ldquo;a nossa gente&amp;rdquo;. Tal como outros mentores do MST, voc&amp;ecirc; tinha forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior (no seu caso, Pedagogia) e vinha das camadas pensantes da elite militante da esquerda cat&amp;oacute;lica. 

Por isso, qualquer pessoa razoavelmente l&amp;uacute;cida pode questionar a autenticidade do MST como movimento social representativo dos exclu&amp;iacute;dos pelos quais age e fala. Para mim, Neuri, e para muitos, ter&amp;aacute; sempre o vi&amp;eacute;s de instrumentaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mais fracos e pobres essa coisa de intelectuais se meterem a mentores e l&amp;iacute;deres de movimentos para cujo sucesso s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias multid&amp;otilde;es carentes, dependentes e manobr&amp;aacute;veis. Naturalmente, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos de poder n&amp;atilde;o revelados. 

De qualquer forma, com ou sem restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es, h&amp;aacute; que reconhecer os m&amp;eacute;ritos do projeto de poder popularizado como MST. Projeto altamente complexo, diga-se. Al&amp;eacute;m de complexo, sofisticado. E voc&amp;ecirc;, naquela entrevista, fez dele, em poucas frases, a s&amp;iacute;ntese que vale a pena recordar:

&amp;ldquo;O movimento tem tr&amp;ecirc;s objetivos. O primeiro &amp;eacute; promover a luta pela terra, ou seja, a luta corporativa do campon&amp;ecirc;s que n&amp;atilde;o tem terra e necessita dela para sobreviver. &amp;Eacute; o primeiro est&amp;aacute;gio da nossa luta. O segundo objetivo &amp;eacute; a reforma agr&amp;aacute;ria, uma luta mais ampla do que a luta pela terra. Porque implica, em nossa opini&amp;atilde;o, a modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrutura fundi&amp;aacute;ria brasileira, ou seja, mudar a agricultura do pa&amp;iacute;s. No terceiro objetivo, n&amp;oacute;s colocamos a necessidade de fazer mudan&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas amplas na sociedade brasileira, porque sem isso a reforma agr&amp;aacute;ria n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; sucesso.&amp;rdquo;

Voc&amp;ecirc; me revelou que, para definir e organizar o MST, o grupo mentor do movimento estudou as vit&amp;oacute;rias da ditadura militar (1964/1984) sobre os movimentos populares. A partir desses estudos, foram criadas estrat&amp;eacute;gias e t&amp;aacute;ticas que apanharam de surpresa os governos, os senhores da terra e at&amp;eacute; os partidos pol&amp;iacute;ticos e as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais e sociais, mesmo as&amp;nbsp;de esquerda. 

Nas suas palavras gravadas, isso est&amp;aacute; assim explicado:

&amp;ldquo;N&amp;atilde;o quisemos ser sindicato, porque os sindicatos s&amp;atilde;o alvos f&amp;aacute;ceis de repress&amp;atilde;o, de um lado porque a lei os amarra ao Estado, de outro porque, tamb&amp;eacute;m por imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, est&amp;atilde;o fragmentados em categorias e &amp;aacute;reas geogr&amp;aacute;ficas espec&amp;iacute;ficas, fora das quais n&amp;atilde;o podem atuar. Por isso, decidimos criar uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;acirc;mbito nacional, capaz de atuar agilmente em v&amp;aacute;rias regi&amp;otilde;es, com grande capacidade de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de produzir press&amp;atilde;o social.&amp;rdquo;

Para que nascesse e crescesse sem as amarras da lei, o&amp;nbsp;MST jamais teve personalidade jur&amp;iacute;dica. Mas o n&amp;uacute;cleo pensante do&amp;nbsp;Movimento sabia, e voc&amp;ecirc; o disse na conversa, que sozinhos n&amp;atilde;o poderiam vencer a luta pela reforma agr&amp;aacute;ria. 

Suas palavras, Neuri: &amp;ldquo;Ou a gente consegue envolver a sociedade nessa luta ou n&amp;atilde;o teremos &amp;ecirc;xito&amp;rdquo;.

Para envolver a sociedade, era preciso trazer a luta para a cidade, levar o discurso da reforma agr&amp;aacute;ria &amp;agrave;s popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es urbanas &amp;ndash; e a Marcha a Bras&amp;iacute;lia serviria, como serviu, a esse lance estrat&amp;eacute;gico. Com a Marcha a Bras&amp;iacute;lia, o MST transp&amp;ocirc;s a fase da luta pela terra e entrou de forma inteligente e civilizada na fase da luta pol&amp;iacute;tica pela reforma agr&amp;aacute;ria, que teria de ser uma luta de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es discursivas embutidas em ocorr&amp;ecirc;ncias de alta noticiabilidade.&amp;nbsp; 

Ora, como mudar a estrutura fundi&amp;aacute;ria seria algo invi&amp;aacute;vel se n&amp;atilde;o houvesse a mudan&amp;ccedil;a radical da sociedade (ou seja, a mudan&amp;ccedil;a de regime), a reforma agr&amp;aacute;ria passou a ser mero pretexto ret&amp;oacute;rico para justificar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es transgressoras de ataque ao regime estabelecido, de natureza capitalista, mas estruturado em valores, leis, normas, princ&amp;iacute;pios e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de democracia consolidada.

A&amp;iacute;, caro Neuri, o MST, agigantado pelo sucesso da Marcha, come&amp;ccedil;ou a morder o pr&amp;oacute;prio rabo. As encruzilhadas do rumo levaram o Movimento a freq&amp;uuml;entes escolhas equivocadas. As t&amp;atilde;o sonhadas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es urbanas combinavam manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rua, que tumultuavam a vida das pessoas nas grandes cidades, com ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de edif&amp;iacute;cios p&amp;uacute;blicos, algumas delas marcadas por depreda&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;uacute;pidas e comportamentos agressivamente provocativos.&amp;nbsp; E nessas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es se revelava a faceta do MST que em pouco tempo destruiria a simpatia das popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es urbanas pela luta dos sem-terra.&amp;nbsp;

Em resumo: o MST pode at&amp;eacute; ter crescido em estrutura, em capacidade operacional e em engenharia institucional de viabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, no que tem sido ajudado pelos governos do PT. Mas perdeu o eixo discursivo. 

Foi essa perda do eixo discursivo que levou o MST &amp;agrave; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do recente e lament&amp;aacute;vel espet&amp;aacute;culo de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e depreda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem sentido na fazenda da Cutrale, cenas que uma c&amp;acirc;mera bisbilhoteira filmou, para o Brasil assistir. S&amp;oacute; faltou saber se os autores e atores da invas&amp;atilde;o (ou ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para os que assim preferirem) eram verdadeiramente &amp;ldquo;camponeses sem terra que necessitam dela para sobreviver&amp;rdquo;. 

Imagino que, se volt&amp;aacute;ssemos a conversar, voc&amp;ecirc; me diria, Neuri: &amp;ldquo;Foi um ato falho&amp;rdquo;. S&amp;oacute; que, como j&amp;aacute; nos ensinou Lacan, os atos falhos expressam quase sempre o discurso verdadeiro. Da&amp;iacute;, a pergunta que lhe fa&amp;ccedil;o: &amp;eacute; esse o MST que voc&amp;ecirc; ajudou a idealizar e a organizar? 

E&amp;nbsp;com a pergunta&amp;nbsp;me despe&amp;ccedil;o, caro Neuri Rossetto. Mas gostaria de reencontr&amp;aacute;-lo, para nova entrevista. Se acontecer, at&amp;eacute; l&amp;aacute;!

Carlos Chaparro</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=384</link>
	</item>
	<item>
		 <title>A crise do jornaismo diário impresso</title>
		  <pubDate>08/10/2009</pubDate>
		<description>A crise do &amp;ldquo;pensar&amp;rdquo;
no jornalismo di&amp;aacute;rio 
dos meios impressos

A crise mundial que h&amp;aacute; j&amp;aacute; alguns anos atinge o jornalismo dos jornais di&amp;aacute;rios tem muito a ver com a tripla incapacidade que continua a marcar as reda&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos meios impressos:

1) A incapacidade de apreender, compreender e corresponder &amp;agrave;s expectativas e demandas pr&amp;eacute;-existentes, por parte dos leitores informados de v&amp;eacute;spera pelos fluxos informativos e pela agilidade dos meios eletr&amp;ocirc;nicos &amp;ndash; expectativas e demandas por informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tornem compreens&amp;iacute;veis os acontecimentos complexos, conectados a causas, que se querem desvendadas, e desdobrados em efeitos que se desejam elucidados;

2) A incapacidade de, no mesmo ritmo da not&amp;iacute;cia, apreender e atribuir significa&amp;ccedil;&amp;otilde;es discursivas ao que &amp;eacute; feito e dito pelos sujeitos produtores dos acontecimentos notici&amp;aacute;veis e noticiados. De tal incapacidade resulta a paralisia intelectual que marca esse jornalismo pregui&amp;ccedil;oso voltado para o factual da v&amp;eacute;spera. 

3) A incapacidade de detectar, e agregar ao relato jornal&amp;iacute;stico, o contexto estrat&amp;eacute;gico dos fatos e conte&amp;uacute;dos produzidos pelos sujeitos institucionais que t&amp;ecirc;m o poder de gerar not&amp;iacute;cias.&amp;nbsp; 

(LEIA A &amp;Iacute;NTEGRA)
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* Clique aqui e veja em PDF o texto da proposta das novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo.
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		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=383</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Nem tudo é festa</title>
		  <pubDate>05/10/2009</pubDate>
		<description>Viver &amp;eacute; outra coisa, 
e Mercedes sabia disso
Mercedes Sosa, La Negra, morreu ontem,&amp;nbsp; aos 74 anos. Mas sua voz de firmeza &amp;iacute;mpar continuar&amp;aacute; viva e desafiadora nas can&amp;ccedil;&amp;otilde;es eternas que nos deixa, fundidas em verbos vitais, como &amp;ldquo;Amar&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Lutar&amp;rdquo; &amp;ndash; verbos em torno dos quais se articula a poesia rebelde e rom&amp;acirc;ntica dos cantares engajados de sua m&amp;uacute;sica. 

Como no magn&amp;iacute;fico &amp;ldquo;Coraz&amp;oacute;n Libre&amp;rdquo;, que aqui se transcreve sem tradu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em homenagem &amp;agrave; grande int&amp;eacute;rprete latino-americana, que&amp;nbsp; cantou e lutou sem jamais temer a derrota. Porque, diz-nos ela, &amp;ldquo;viver &amp;eacute; outra coisa&amp;rdquo;.

Te han sitiado coraz&amp;oacute;n y esperan tu renuncia,
los &amp;uacute;nicos vencidos coraz&amp;oacute;n, son los que no luchan
no los dejes coraz&amp;oacute;n que maten la alegr&amp;iacute;a,
remienda con un sue&amp;ntilde;o coraz&amp;oacute;n, tus alas malheridas

No te entregues coraz&amp;oacute;n libre, no te entregues
no te entregues coraz&amp;oacute;n libre, no te entregues

Y recuerda coraz&amp;oacute;n, la infancia sin fronteras,
el tacto de la vida coraz&amp;oacute;n, carne de primaveras,
se equivocan coraz&amp;oacute;n, con fr&amp;aacute;giles cadenas,
m&amp;aacute;s viento que ra&amp;iacute;ces, coraz&amp;oacute;n, destr&amp;oacute;zalas y vuela

No los oigas coraz&amp;oacute;n, que sus voces no te aturdan,
ser&amp;aacute;s c&amp;oacute;mplice y esclavo coraz&amp;oacute;n, si es que los escuchas

Adelante coraz&amp;oacute;n, sin miedo a la derrota,
durar, no es estar vivo coraz&amp;oacute;n, vivir es otra cosa&amp;nbsp;
* LEIA TAMB&amp;Eacute;M:
- Olimp&amp;iacute;da priorit&amp;aacute;ria
- Afinal, quem s&amp;atilde;o e onde est&amp;atilde;o os golpistas?&amp;nbsp; </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=382</link>
	</item>
	<item>
		 <title>POstigo - Dr. Toffoli</title>
		  <pubDate>05/10/2009</pubDate>
		<description>Dr. Toffoli, prisioneiro 
da pr&amp;oacute;pria palavra
Abro hoje este Postigo do Di&amp;aacute;logo ao dr. Jos&amp;eacute; Antonio Dias Toffoli, que no pr&amp;oacute;ximo dia 23, na juventude madura dos 41 anos, tomar&amp;aacute; posse como ministro do Supremo. Levar&amp;aacute;&amp;nbsp; consigo saberes consistentes de advogado militante, ainda que sem os ornamentos acad&amp;ecirc;micos que os conceitos e preconceitos do cargo tanto valorizam.&amp;nbsp; 

Pois fa&amp;ccedil;o quest&amp;atilde;o de lhe dizer, dr. Toffoli, que a mim, como cidad&amp;atilde;o, basta o que o senhor disse aos senadores, na sabatina a que foi submetido, e principalmente o que disse aos brasileiros, na entrevista concedida ao Estad&amp;atilde;o, hoje publicada na p&amp;aacute;gina A6. E o senhor nos disse que, nas novas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, avaliar&amp;aacute; e votar&amp;aacute; com a independ&amp;ecirc;ncia que a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o cargo exigem. 

Permita-me, doutor, que para os meus leitores e para as minhas lembran&amp;ccedil;as, recorte e d&amp;ecirc; destaque &amp;agrave; frase dita ao Estad&amp;atilde;o, ante a hip&amp;oacute;tese levantada pelo entrevistador, a de que, no STF, o ministro Toffoli poder&amp;aacute; ser julgador de&amp;nbsp; alguns dos v&amp;aacute;rios amigos que na pol&amp;iacute;tica muito o ajudaram &amp;ndash; e cabe lembrar que, antes de chegar a advogado-geral da Uni&amp;atilde;o, o senhor foi assessor da lideran&amp;ccedil;a do PT e advogado do&amp;nbsp; candidato Lula nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006. O mesmo Lula que agora o indicou para ministro do STF.

A frase &amp;eacute; esta:

&amp;nbsp;&amp;ldquo;O cargo de ministro do Supremo d&amp;aacute; toda a independ&amp;ecirc;ncia, toda a garantia para julgar, desde o cidad&amp;atilde;o mais simples, at&amp;eacute; o Presidente da Rep&amp;uacute;blica. A partir da posse, n&amp;atilde;o se depende de mais ningu&amp;eacute;m. Com a toga n&amp;atilde;o se agradece. Gratid&amp;atilde;o se paga com gratid&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se paga com a toga.&amp;rdquo;

Mais adiante, na mesma entrevista, o senhor&amp;nbsp;deu vigor a&amp;nbsp;outra frase, esta ouvida da ministra C&amp;aacute;rmen L&amp;uacute;cia, dois anos atr&amp;aacute;s. E como repetiu a senten&amp;ccedil;a como verdade em que acredita, devo reproduzi-la tamb&amp;eacute;m real&amp;ccedil;ada em negrito: &amp;ldquo;Quem assume uma cadeira no Supremo renuncia &amp;agrave; sua liberdade, para defender a liberdade dos outros&amp;rdquo;.&amp;nbsp; E em jeito de am&amp;eacute;m, logo acrescentou: &amp;ldquo;Estou virando uma p&amp;aacute;gina na minha vida. Passo a ser outra pessoa quando tomar posse.&amp;rdquo;

Que assim seja. At&amp;eacute; porque, no Supremo, como ministro da Casa, o seu desempenho,&amp;nbsp; dr. Toffoli, n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; julgado pelo passado pol&amp;iacute;tico de liga&amp;ccedil;&amp;otilde;es com o PT, coisa que, ali&amp;aacute;s, em nada o desabona como advogado. Sim, caro futuro ministro da Suprema Corte: a linha de coer&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; luz da qual a sociedade o julgar&amp;aacute;&amp;nbsp;ser&amp;aacute; a assumida no que j&amp;aacute; disse aos brasileiros pelos jornais e no que aos brasileiros dir&amp;aacute; em seu discurso de posse. 

Essa, a coer&amp;ecirc;ncia que lhe ser&amp;aacute; cobrada, dr. Toffoli, a cada voto que elaborar e pronunciar sob a dignidade da toga. 

Felizmente para a democracia, dr. Toffoli, a ministra C&amp;aacute;rmen L&amp;uacute;cia disse uma frase carregada de lucidez e raz&amp;atilde;o. Por isso a repito: &amp;ldquo;Quem assume uma cadeira no Supremo renuncia &amp;agrave; sua liberdade, para defender a liberdade dos outros&amp;rdquo;.
E porque h&amp;aacute; a liberdade dos outros a defender, o senhor j&amp;aacute; &amp;eacute; prisioneiro da pr&amp;oacute;pria palavra,&amp;nbsp; 

Que jamais de lhe falte coragem e sabedoria, dr. Toffoli, na fidelidade devida &amp;agrave; palavra empenhada no espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico do jornalismo! E que Deus o aben&amp;ccedil;oe e ilumine. 

&amp;Eacute; o que lhe desejo.

Carlos Chaparro</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=381</link>
	</item>
	<item>
		 <title>BRASIL ECONÔMICO já nasce forte</title>
		  <pubDate>30/09/2009</pubDate>
		<description>Brasil Econ&amp;ocirc;mico 
far&amp;aacute; &amp;ldquo;defesa incessante&amp;rdquo; 
da economia de mercado 
O Brasil Econ&amp;ocirc;mico chegar&amp;aacute; &amp;agrave;s bancas dia 8 de outubro com o compromisso anunciado de exercer &amp;ldquo;com rigor e independ&amp;ecirc;ncia o jornalismo econ&amp;ocirc;mico&amp;rdquo;. Dirige-se, preferencialmente, ao p&amp;uacute;blico formado pelos que atuam como &amp;ldquo;decisores (sic) no mundo da economia e dos neg&amp;oacute;cios&amp;rdquo;. Em seu primeiro texto promocional, dirigido ao mercado publicit&amp;aacute;rio, o novo di&amp;aacute;rio anuncia que &amp;ldquo;partilha com os grandes jornais econ&amp;ocirc;micos mundiais, como o Financial Times ou o Wall Street Journal, a defesa incessante da economia do mercado e da iniciativa privada&amp;rdquo;.

A identidade fortemente liberal do novo jornal di&amp;aacute;rio brasileiro &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ada em outro trecho dos Conceitos pelos quais se apresenta ao mercado: &amp;ldquo;O Brasil Econ&amp;ocirc;mico (...) n&amp;atilde;o aceita que o jornalismo econ&amp;ocirc;mico seja instrumentalizado, por preconceito ideol&amp;oacute;gico ou simples ignor&amp;acirc;ncia, para denunciar e/ou condenar o empreendedorismo, o lucro e o sucesso.&amp;rdquo;

Ao mesmo tempo, promete ser um jornal que ir&amp;aacute; al&amp;eacute;m da cobertura econ&amp;ocirc;mica e dos neg&amp;oacute;cios, estando atento &amp;ldquo;ao fen&amp;ocirc;meno pol&amp;iacute;tico e a todos os movimentos e tend&amp;ecirc;ncias da sociedade&amp;rdquo;.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=380</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Diretrizes Curriculares</title>
		  <pubDate>20/09/2009</pubDate>
		<description>Conhe&amp;ccedil;a a proposta de novas
Diretrizes Curriculares 
para o Curso de Jornalismo
Em audi&amp;ecirc;ncia realizada, em Bras&amp;iacute;lia, no dia 18 de setembro de 2009, o Ministro Fernando Haddad, acompanhado pela Diretora do Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, acolheu o relat&amp;oacute;rio final dos trabalhos realizados pela Comiss&amp;atilde;o de Especialistas em Ensino de Jornalismo, assim composta: Jos&amp;eacute; Marques de Melo - Universidade Metodista de S&amp;atilde;o Paulo; Alfredo Vizeu - Universidade Federal de Pernambuco; Carlos Chaparro&amp;nbsp;- Universidade de S&amp;atilde;o Paulo; Eduardo Meditsch&amp;nbsp;- Universidade Federal de Santa Catarina; Luiz Gonzaga Motta - Universidade de Bras&amp;iacute;lia; Lucia Ara&amp;uacute;jo - Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Roberto Marinho / Canal Futura; Sergio Mattos&amp;nbsp;- Universidade Federal do Rec&amp;ocirc;ncavo da Bahia; Sonia Virginia Moreira - Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

O Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; anunciou que encaminhar&amp;aacute; o documento para aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; CNE &amp;ndash;, antes de promulgar o ato que fixar&amp;aacute; as novas diretrizes curriculares para o Curso de Jornalismo.

Neste blog e nesta coluna, a &amp;iacute;ntegra do Documento.

* Clique aqui e veja tamb&amp;eacute;m texto em PDF, com notas de rodap&amp;eacute;.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=379</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Tipologia das Fontes (Final)</title>
		  <pubDate>12/09/2009</pubDate>
		<description>Curso de Jornalismo - Aula 16
Na tipologia, inicia&amp;ccedil;&amp;atilde;o 
a uma teoria das Fontes

* Acesse na &amp;quot;Pasta de Textos&amp;quot; a vers&amp;atilde;o escrita da aulas sobre Fontes Jornal&amp;iacute;sticas.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=376</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Iniciação a uma teoria das Fontes</title>
		  <pubDate>12/09/2009</pubDate>
		<description>Vers&amp;atilde;o escrita
das aulas sobre Fontes
Para ampliar as possibilidades de uso pedag&amp;oacute;gico, oferecemos nesta coluna a vers&amp;atilde;o escrita das tr&amp;ecirc;s &amp;uacute;ltimas aulas em v&amp;iacute;deo (aulas 14, 15 e 16), nas quais se prop&amp;otilde;e, em jeito de inicia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e de forma resumida, um ordenamento te&amp;oacute;rico do tema &amp;ldquo;Fontes Jornal&amp;iacute;sticas&amp;rdquo;.
</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=377</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Promiscuidade entre Jornalismo e Publicidade</title>
		  <pubDate>12/09/2009</pubDate>
		<description>Jornais vendem
a pr&amp;oacute;pria dignidade
Os grandes jornais brasileiros j&amp;aacute; tornaram coisa corriqueira o &amp;ldquo;aluguel&amp;rdquo; dos seus mais importantes logotipos, para encabe&amp;ccedil;ar an&amp;uacute;ncios que, parcial ou totalmente, envolvem as primeiras p&amp;aacute;ginas dos seus principais e mais respeitados cadernos &amp;ndash; ou seja, aqueles que carregam as marcas de identidade dos pr&amp;oacute;prios jornais.

Navegando ao sabor dessa corrente de tenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es mercantilistas, os dois principais di&amp;aacute;rios de S&amp;atilde;o Paulo, por exemplo,&amp;nbsp;venderam, sexta-feira passada, as logomarcas dos seus cadernos culturais (&amp;ldquo;Caderno 2&amp;rdquo;, do Estad&amp;atilde;o, e &amp;ldquo;Ilustrada&amp;rdquo;, da Folha) para um encarte dobrado equivalente a seis p&amp;aacute;ginas inteiramente ocupado pelo mega-an&amp;uacute;ncio de uma famosa marca de cerveja. Com frequ&amp;ecirc;ncia crescente, fazem o mesmo comas suas primeiras p&amp;aacute;ginas,&amp;nbsp; 

Essa promiscuidade (de s&amp;iacute;mbolos e linguagens )entre jornalismo e publicidade representa a venda da pr&amp;oacute;pria alma dos jornais. J&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; o espa&amp;ccedil;o que se vende, mas, ao menos simbolicamente, a identidade institucional do jornal e, com ela, a pr&amp;oacute;pria dignidade. Porque identidade e dignidade se fundem na significa&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;tica do logotipo de qualquer grande publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&amp;nbsp;</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=378</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Discurso X  Realidade</title>
		  <pubDate>02/09/2009</pubDate>
		<description>Realidade escamoteada 
Para alegrias financeiras das grandes e pequenas redes de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, est&amp;atilde;o generosamente abertas as torneiras de milion&amp;aacute;ria propaganda pol&amp;iacute;tica pr&amp;eacute;-eleitoral &amp;ndash; e nela se inclui, de forma sutil, a euf&amp;oacute;rica campanha da Petrobr&amp;aacute;s, prevenindo-se contra eventuais estragos de imagem que a CPI j&amp;aacute; instalada possa provocar.

O que se promete e se constr&amp;oacute;i com esse tipo de propaganda &amp;eacute; o mito do um futuro radioso para o Brasil e para os brasileiros. Lula e Serra parecem, at&amp;eacute;, empenhados em disputa particular de propaganda enganosa, para ver quem mostra aos eleitores, em promessas, o Brasil mais bonito, mais sorridente, mais feliz, mais pr&amp;oacute;spero. 

Mas do Brasil real, do Brasil de hoje, do Brasil das dores, nem uma s&amp;oacute; imagem &amp;eacute; mostrada


__________________________________________

* A reflex&amp;atilde;o segue, em outras notas.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=375</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Aula 15 - Tipologia das Fontes</title>
		  <pubDate>01/09/2009</pubDate>
		<description>Curso de Jornalismo - Aula 15
O valor das Fontes na
produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conhecimento

</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=374</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Em nome da governabilidade</title>
		  <pubDate>27/08/2009</pubDate>
		<description>Poder do fisiologismo
As manchetes de ontem e de hoje do Estad&amp;atilde;o colocam em evid&amp;ecirc;ncia o poder de press&amp;atilde;o que o PMDB tem e exerce sobre o governo Lula, no qual &amp;eacute; dono da maior fatia partid&amp;aacute;ria e dos melhores nacos or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios. 

Ontem, noticiava-se a bem encenada rebeli&amp;atilde;o de deputados federais que, sob a lideran&amp;ccedil;a da bancada do PMDB, exigem libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seis bilh&amp;otilde;es de reais, recursos previstos no Or&amp;ccedil;amento para emendas apresentadas e aprovadas pelos parlamentares, para obras e benesses em suas bases. Hoje, o destaque vai para a press&amp;atilde;o de governadores de Estados abrangidos pela regi&amp;atilde;o do Pr&amp;eacute;-Sal. Liderados por S&amp;eacute;rgio Cabral e Paulo Artung, ambos do PMDB, querem um &amp;ldquo;rateio justo&amp;rdquo; dos royalties do petr&amp;oacute;leo, exigindo 40% do dinheiro arrecadado.

O poder do PMDB mede-se em n&amp;uacute;meros: &amp;eacute; o partido que tem mais governadores (nove, um ter&amp;ccedil;o do total), mais senadores (19), mais deputados federais (91), mais prefeitos (1.203) e, tamb&amp;eacute;m com larga margem, mais deputados estaduais e mais vereadores. Por isso, joga pesado na divis&amp;atilde;o de poder e verbas, e na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ventos pol&amp;iacute;ticos. E com esse poder, garante a governabilidade a qualquer governo.

Da&amp;iacute;, a pergunta: por qu&amp;ecirc; um partido com tanto poder de voto n&amp;atilde;o tem nem&amp;nbsp; quer ter candidato &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica?

A melhor resposta &amp;eacute; outra pergunta: para qu&amp;ecirc; lutar pela Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica, se &amp;eacute; mais c&amp;ocirc;modo e eficaz tomar conta dos governos dos outros e torn&amp;aacute;-los dependentes do poder de voto do PMDB?

Assim &amp;eacute; com Lula, assim foi com Fernando Henrique. Sempre em&amp;nbsp;nome da governabilidade...
_____________________________________

* N&amp;atilde;o perca os Coment&amp;aacute;rios Anteriores.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=370</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Fio d Navalha</title>
		  <pubDate>26/08/2009</pubDate>
		<description>Jornalismo 
sobre o fio da navalha
O Postigo do Di&amp;aacute;logo abre-se, desta vez, a um jornalista importante, ainda que por a&amp;iacute; dele pouco se fale. E isso, porque esse meu amigo faz quest&amp;atilde;o de ser discreto, at&amp;eacute; no exerc&amp;iacute;cio do poder que tem, como editor de Pol&amp;iacute;tica do Estad&amp;atilde;o. Conhe&amp;ccedil;o-o bem, h&amp;aacute; anos, e sempre foi assim: t&amp;atilde;o competente quanto inimigo de estrelismos. 

Embora jovem, Cl&amp;aacute;udio Augusto, de quem falo (foto), j&amp;aacute; exibe curr&amp;iacute;culo recheado de relevantes sucessos profissionais. E por que &amp;eacute; editor de Pol&amp;iacute;tica no Estad&amp;atilde;o, muito tem a ver com a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o jornal&amp;iacute;stica de desvendamento que, h&amp;aacute; semanas, exp&amp;otilde;e &amp;agrave; Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o o lado podre do Senado da Rep&amp;uacute;blica. 

Falo de ti e contigo, caro amigo Cl&amp;aacute;udio Augusto, de quem tenho a honra e a vaidade de ter sido professor. E chamo-te a esta conversa de postigo aberto, para te cumprimentar pelo corajoso servi&amp;ccedil;o prestado &amp;agrave; democracia brasileira e ao jornalismo, na dif&amp;iacute;cil tarefa assumida pelo teu jornal e por tua editoria: a tarefa de trazer ao nosso conhecimento de cidad&amp;atilde;os e eleitores as imoralidades praticadas e/ou acobertadas por senadores protegidos pelas liturgias e normas que d&amp;atilde;o apar&amp;ecirc;ncia de nobreza &amp;agrave; institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aos seus membros. Liturgias e normas sob as quais, desde sempre, mas talvez nunca como nos &amp;uacute;ltimos anos, os solenemente engravatados senhores senadores inventam e colhem benesses. Em proveito pr&amp;oacute;prio e dos seus.&amp;nbsp; 

Por&amp;eacute;m, a raz&amp;atilde;o principal da nossa conversa, Cl&amp;aacute;udio Augusto, &amp;eacute; a de propor-te uma r&amp;aacute;pida reflex&amp;atilde;o sobre os riscos de, no nosso of&amp;iacute;cio, atravessarmos os limites do bom jornalismo, quando lidamos com desafios como esse que a que te entregaste nas &amp;uacute;ltimas semanas: o de, em favor da &amp;eacute;tica e em raz&amp;atilde;o dos valores da sociedade, denunciar malandros e malandragens da nossa pol&amp;iacute;tica. 

O risco de que falo, Cl&amp;aacute;udio Augusto, &amp;eacute; o de se pular do campo do jornalismo independente, fiel ao dever de informar com veracidade, para o campo sempre tentador de defender ou propor causas mais ou menos nobres. 

Tenho at&amp;eacute; neste blog um texto sobre o chamado &amp;ldquo;jornalismo de causas&amp;rdquo;, e nele escrevo que essa &amp;eacute; uma &amp;ldquo;pr&amp;aacute;tica discursiva em que se usam as artes e as t&amp;eacute;cnicas do jornalismo para fazer algo que est&amp;aacute; mais pr&amp;oacute;ximo da propaganda que do jornalismo&amp;rdquo; &amp;ndash; entendendo-se propaganda como linguagem cujo fim espec&amp;iacute;fico &amp;eacute; o de realizar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de convencimento, para a ades&amp;atilde;o a id&amp;eacute;ias, doutrinas ou campanhas.

Em resumo, o que quero dizer-te &amp;eacute; o seguinte: o magn&amp;iacute;fico trabalho realizado por voc&amp;ecirc;s, de investigar e denunciar os desatinos de Sarney, e de quantos ele simbolicamente representa, &amp;eacute; merecedor de elogios porque voc&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o tiveram medo do fio da navalha. E andaram sobre ele com seguran&amp;ccedil;a. 

Ou seja: souberam fazer o vosso trabalho sem jamais atravessar o t&amp;ecirc;nue limite que separa a den&amp;uacute;ncia-informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da den&amp;uacute;ncia-causa. 

Sabes t&amp;atilde;o bem quanto eu, Cl&amp;aacute;udio Augusto, que quando se submete a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s raz&amp;otilde;es ou interesses de uma causa, o jornalismo passa a ter filtros seletivos e crit&amp;eacute;rios de conveni&amp;ecirc;ncia. Deixa de ser jornalismo. Porque, ainda que com a melhor das inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es, frauda-se o direito &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. 

Reconhe&amp;ccedil;o que o chamado &amp;ldquo;jornalismo de causas&amp;rdquo; pode ser tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o fascinante, em especial quando se lida com hist&amp;oacute;rias de uso imoral da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, como essas do Sarney. Mas voc&amp;ecirc;s tiveram compet&amp;ecirc;ncia cognitiva para resistir &amp;agrave; tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, preservando o jornalismo em suas raz&amp;otilde;es de ser, como linguagem socialmente confi&amp;aacute;vel.

&amp;Eacute; o que tinha para te dizer, Cl&amp;aacute;udio Augusto. Com um grande abra&amp;ccedil;o e cumprimentos extensivos &amp;agrave; tua equipe, em especial ao pessoal de Bras&amp;iacute;lia.

Carlos Chaparro</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=369</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Marcações da cena política</title>
		  <pubDate>25/08/2009</pubDate>
		<description>Hipocrisia falante
Presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inoc&amp;ecirc;ncia e direito de defesa s&amp;atilde;o valores democr&amp;aacute;ticos dos mais essenciais. Mas h&amp;aacute; casos em que o peso das acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e/ou a contund&amp;ecirc;ncia das provas tornam imposs&amp;iacute;vel evitar o pr&amp;eacute;-julgamento social, que corre solto e &amp;aacute;gil nas veredas do inconsciente coletivo. Da mesma forma, &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel aceitar, sem inc&amp;ocirc;modo, a hipocrisia falante de advogados que defendem seus clientes como se fossem santos e v&amp;iacute;timas, mesmo quando respondem por crimes graves. 

&amp;Eacute; o caso do advogado Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s Oliveira Lima, defensor do m&amp;eacute;dico Roger Abdelmassaih,&amp;nbsp; preso sob acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ter estuprado 56 mulheres. 

Ontem, o dr. Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s Oliveira Lima sofreu, no STF, o seu terceiro rev&amp;eacute;s, na tentativa de soltar o seu cliente. Reveses provis&amp;oacute;rios, &amp;eacute; certo, mas reveses. Pois, apesar disso, ele usa hoje os jornais para acusar a m&amp;iacute;dia de tentar criar &amp;ldquo;um clima de terror&amp;rdquo; contra o m&amp;eacute;dico. Para o dr. Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s, o seu cliente, coitado, estaria sendo massacrado pela imprensa. 

Propositalmente, claro, o dr. Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s esquece a dram&amp;aacute;tica noticiabilidade dos fatos. Esquece, tamb&amp;eacute;m, que n&amp;atilde;o se trata de uma ou duas, mas de 56 mulheres que tiveram a coragem de se expor como v&amp;iacute;timas de estupro, ao formalizarem a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra um m&amp;eacute;dico famoso, rico e poderoso. 

Ser&amp;aacute; que todas as 56 acusadoras mentiram? Ser&amp;aacute; que combinaram entre si a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa cabeluda enrascada em que o dr. Roger se meteu? Ser&amp;aacute; que elas n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m o direito de socializar pela m&amp;iacute;dia a sua indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;iacute;timas?
Ser&amp;aacute; que a imprensa n&amp;atilde;o reproduz tamb&amp;eacute;m, e socializa, sem fraude, o que o pr&amp;oacute;prio dr. Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s&amp;nbsp;acha por bem&amp;nbsp;dizer sobre a causa que defende?

Com esse seu dedo apontado para a imprensa, o dr. Jos&amp;eacute; Lu&amp;iacute;s lembra at&amp;eacute; o senador Sarney.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=368</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Cenários do roubro</title>
		  <pubDate>24/08/2009</pubDate>
		<description>De ladr&amp;otilde;es de ovos 
a &amp;ldquo;peculatos legais&amp;rdquo;
Nos telejornais locais da manh&amp;atilde; de hoje, segunda-feira,, chamou-me a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o a not&amp;iacute;cia de um malandro flagrado e preso por recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ovos roubados. Os comparsas trabalhavam no transporte de ovos entre&amp;nbsp; granjas produtoras e ind&amp;uacute;strias consumidoras. Roubavam uma quantidade impressionante de ovos, que depois o receptador colocava no mercado do varejo.

O grupo foi preso, ser&amp;aacute; julgado e condenado. Bem ao contr&amp;aacute;rio dos malandros que, nas v&amp;aacute;rias esferas do poder, metem a m&amp;atilde;o no dinheiro p&amp;uacute;blico por meios diretos ou indiretos - frequentemente, protegidos por leis que eles pr&amp;oacute;prios produzem, para tornar legais pr&amp;aacute;ticas moralmente equivalentes &amp;agrave;quelas que colocam na cadeia ladr&amp;otilde;es de ovos (por exemplo).&amp;nbsp; 

Engrossar a renda familiar com a nomea&amp;ccedil;&amp;atilde;o de parentes; pagar com dinheiro p&amp;uacute;blico viagens de familiares e amigos, para fins que nada t&amp;ecirc;m a ver com o interesse p&amp;uacute;blico; morar em apartamento oficial e ao mesmo tempo receber aux&amp;iacute;lio-moradia; usar a influ&amp;ecirc;ncia pol&amp;iacute;tica para turbinar neg&amp;oacute;cios que favorecem financiadores de campanhas &amp;ndash; qual a diferen&amp;ccedil;a entre essas pr&amp;aacute;ticas comuns nos meios pol&amp;iacute;ticos e o crime de roubar ovos?

No plano das consequ&amp;ecirc;ncias penais, h&amp;aacute; diferen&amp;ccedil;as evidentes: enquanto o ladr&amp;atilde;o de ovos vai para a cadeia,&amp;nbsp;aqueles que praticam &amp;ldquo;peculatos legais&amp;rdquo;, mesmo se flagrados,&amp;nbsp;nada sofrem e nem desculpas pedem ao pa&amp;iacute;s. No plano moral, a sujeira&amp;nbsp;de um cheira t&amp;atilde;o mal quanto a sujeira do outro..&amp;nbsp;

_____________________________________

* N&amp;atilde;o perca os Coment&amp;aacute;rios Anteriores.
</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=367</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Jornalismo nas Assessorias</title>
		  <pubDate>23/08/2009</pubDate>
		<description>Jornalismo deu qualidade
&amp;agrave;s Assessorias de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o
&amp;ldquo;O trabalho de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Empresarial sofisticou-se, tanto sob o ponto de vista acad&amp;ecirc;mico quanto no da conceitua&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional. Tornou-se uma &amp;aacute;rea multidisciplinar, que hoje ocupa lugar pr&amp;oacute;prio no espa&amp;ccedil;o do saber estrat&amp;eacute;gico das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp; E o Jornalismo deu e continua a dar uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante para essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo;

Eis, a&amp;iacute;, um trecho da entrevista que algum tempo atr&amp;aacute;s me foi solicitada pela mestranda L&amp;iacute;via Costa, para um dois seus trabalhos acad&amp;ecirc;micos. Como acredito que a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica da entrevista j&amp;aacute; foi cumprida, transcrevo-a agora e aqui na &amp;iacute;ntegra, para ampliar a socializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das id&amp;eacute;ias e a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao debate. </description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=366</link>
	</item>
	<item>
		 <title>Leituras da cena política</title>
		  <pubDate>22/08/2009</pubDate>
		<description>Mercadante,
a&amp;nbsp;lideran&amp;ccedil;a como castigo
Analisados pela perspectiva dos efeitos reais, os movimentos palacianos que convenceram Alo&amp;iacute;zio Mercadante a proclamar o seu dram&amp;aacute;tico &amp;ldquo;fico&amp;rdquo; t&amp;ecirc;m todo o jeito de vingan&amp;ccedil;a,&amp;nbsp;talentosamente perpetrada contra o senador pelas principais figuras do petismo oficial, que n&amp;atilde;o tolera rebeldias.&amp;nbsp;

Admito, at&amp;eacute;, que essa n&amp;atilde;o tenha sido&amp;nbsp;a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Lula e Berzoini. E que outras leituras possam ser feitas do que transparece nos notici&amp;aacute;rios. No concreto, por&amp;eacute;m, o efeito mais contundente do recuo de Mercadante &amp;eacute; a desgra&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica que se abateu sobre ele pr&amp;oacute;prio. 

O senador mais votado do Brasil sai deste triste epis&amp;oacute;dio destru&amp;iacute;do como l&amp;iacute;der pol&amp;iacute;tico. Depois&amp;nbsp; do &amp;ldquo;sim&amp;rdquo;&amp;nbsp; dado a Lula e a Berzoini, ele permanece l&amp;iacute;der da bancada do PT no Senado, mas n&amp;atilde;o lidera mais nada. E o pior: virou motivo de piada, ridicularizado na teia incontrol&amp;aacute;vel de twitteiros e blogueiros. E execrado na opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. 

O Globo de hoje (s&amp;aacute;bado), por exemplo, no lugar da charge de Chico Caruso publicou o seguinte texto: 

&amp;ldquo;Neste espa&amp;ccedil;o deveria estar uma caricatura do senador Alo&amp;iacute;zio Mercadante, mas o caricaturista achou que nem precisa mais...&amp;rdquo;.</description>
		<link>http://www.oxisdaquestao.com.br/integra_integra.asp?codigo=365</link>
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