01/02/2012
Publicado em: Recortes do Dia | Texto de Carlos Chaparro

Em Cuba, Dilma
“esqueceu” a prevalência
dos direitos humanos

A senhora Dilma Rousseff andou esta semana por Cuba, não como turista, mas em visita oficial, como Presidente da República. Carregava consigo, portanto, o dever juramentado de “manter, defender e cumprir a Constituição”, que a obriga a reger as relações internacionais pela prevalência dos direitos humanos. Por conveniência ideológico-diplomática, esqueceu esse dever.
LEIA A ÍNTEGRA,


Com Chico Pinheiro,
um BOM DIA melhor

No telejornalismo matinal da Rede Globo, a elegância verbal e estilística de Renato Machado foi substituída, com ganhos jornalísticos, pelas inquietações político-sociais de Chico Pinheiro, cada vez mais disposto a ágeis intervenções críticas, por vezes contundentes.

O Bom dia Brasil (na minha avaliação, o melhor telejornal diário da Rede Globo) precisava disso. Chico Pinheiro tem um “à vontade” transgressor propenso à independência e à discordância. Usa com senso polêmico a arma da pergunta. E não teme arriscar pontos de vista pessoais, principalmente quando estão em pauta fatos políticos e sociais que colidem com valores democráticos e civilizacionais.

As marcas desse estilo mais inquieto carecem ainda de melhor definição, tendo em vista as características de um telejornalismo que procura valorizar a elucidação dos conflitos. Mas Chico Pinheiro já colocou o trem na linha...


A demissão de Negromonte
confirma a boa
origem das denúncias

Os ministros e outros figurões do primeiro escalão atingidos por denúncias de corrupção queixam-se do “jornalismo denuncista”. Quando o cerco aperta, dizem-se vítimas da intriga política. A verdade, porém, é que, em sua grande maioria, as acusações veiculadas pelos meios jornalísticos não foram desmentidas.

Isso indica que, das duas, uma: ou a imprensa tem uma surpreendente capacidade de conquistar a confiança de fontes localizadas no miolo dos segredos da República, ou, no sentido inverso, os mecanismos públicos de investigação e combate aos maus costumes (leia-se práticas de corrupção) aprenderam a usar a difusão jornalística com espertíssima competência, para realizar “limpezas” que por outro meio levariam ao colapso a base aliada.

Se alguém aceitasse o desafio de desconstruir as recentes histórias jornalísticas de corrupção, e as suas circunstâncias, talvez chegasse à descoberta de engenhosos usos do “off” em áreas estratégicas dos poderes da República comprometidos com a moralização da coisa pública.

Uma coisa é certa: a confirmação dos fatos denunciados confirma também a alta qualidade das fontes, quer tenham elas interagido com o jornalismo por meio da cooperação passiva, quer tenham realizado ações proativas de divulgação, "entregando" à pauta jornalística essas histórias cabeludas que, ao fim e ao cabo, tanto já ajudaram a presidente Dilma na “purificação” do seu ministério.
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09/12/2011
Publicado em: Recortes do Dia | Texto de Carlos Chaparro

Afastamento forçado

Nas três últimas semanas, inesperados problemas de saúde (com duas internações hospitalares) forçaram-me a um afastamento temporário dos deveres de blogueiro. Aos amigos e aos internautas parceiros do projeto informo que espero estar de volta em breve, para a retomada da produção de textos.

Até lá!

Entretanto, lembro que o blog é hoje um grande armazém de textos facilmente acessíceis. E isso inclui onze textos em VERSÃO PDF, para eventuais usos acadêmicos.  VER LINKS em "Recomendações", na coluna da direita.

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14/11/2011
Publicado em: Recortes do Dia | Texto de Carlos Chaparro

Corrupção no
Ministério do Trabalho

VERDADE
OU MENTIRA?

A pergunta é importante, e grave, porque interessa à Nação, e aos cidadãos, saber se são verazes ou falsas as denúncias divulgadas pelas mais importantes publicações jornalísticas do País, neste mês de novembro. Se verazes, urge configurar culpas e culpados, para que haja punições exemplares. Se falsas, cabe aos atingidos em sua honra o dever de processar jornais e jornalistas caluniadores, usando para isso todos os meios que a legislação penal e civil lhes garante. Para que o jornalismo desonesto seja desmascarado e execrado.

Sob o ponto de vista dos valores democráticos e dos interesses da coletividade, a dúvida precisa ser esclarecida. Afinal, o que os jornais e as revistas nos relatam pode ser acreditado? Ou deve ser repudiado?

Pois, a meu ver, a dúvida deixou de existir, graças a uma decisão do governo extraordinariamente relevante, embora discretamente noticiado nos jornais de sábado. Por meio de portaria conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e dos ministérios do Planejamento e da Fazenda, e tendo como motivação próxima as denúncias que envolvem o Ministério do Trabalho, o governo criou normas rigorosas para as futuras transferências de recursos da União a organizações não governamentais (ONGs).

Objetivo: eliminar práticas que favorecem ou podem favorecer a corrupção.

De acordo com as novas regras, só poderão assinar convênios e receber dinheiro do governo entidades que comprovem experiência nos últimos três anos em atividades semelhantes aos objetos dos convênios. E elas próprias terão de executar, diretamente, os seus respectivos objetos, ficando impedidas, portanto, de repassar tarefas a outras ONGs, por sublocação.

O novo regulamento estabelece, ainda, que os ministérios devem, a partir de agora, obrigatoriamente, “atender requisitos, critérios e exigências como a ampla publicidade do chamamento público, inclusive na primeira página do órgão concedente e no Portal dos Convênios (Siconv)”, onde a divulgação terá de permanecer disponível por pelo menos cinco anos.

O teor terapêutico da Portaria (já em vigor) encaixa-se, como luva e remédio preventivo, ao conjunto das práticas de corrupção operacionalizadas por ONGs (em alguns casos, entidades fantasmas) criadas para a desonestidade. E desonestamente atuando sob disfarçado comando partidário.

Com as novas regras, o governo passa a exigir dos ministérios procedimentos de transparência e lisura que não existiam. Se existissem, a Portaria não se justificaria. E ela se justifica porque, à semelhança do acontecido anteriormente com o Ministério do Esporte, o desvendamento jornalístico colocou a descoberto, no Ministério do Trabalho, a existência de um fluxo contínuo de desvio imoral de recursos públicos.

Ou seja, sem eufemismos: práticas de roubalheira, descritas nos relatos jornalísticos com fatos, dados e testemunhos não desmentidos. O que indica a boa qualidade das fontes, tema de que nos ocuparemos no próximo texto.
 
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