18/06/2010
O abraço fraudulento

 

 

 

 

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Comentários (7):
Comentário por Norma Alcântara
Caro professor, solidarizo-me também e quero cumprimentá-lo pelo desmascaramento da farsa. Que os produtores não se esqueçam das responsabilidades da fonte geradora do falso fato. E não há justificativa para a exposição de profissionais, como Heródoto, que trabalham no exercício diário do bom jornalismo. Abraço, Norma Alcântara/Voice
Comentário por SERGIO MATTOS
Meu caro Chaparro:
você foi contundente e feliz na ação em defesa de Herodoto Barbeiro.
Sergio Mattos
Comentário por Carlos Chaparro
Sr. Ricardo Kauffman:
Para elucidar as questões levantadas pelo seu comentário, tenho a dizer:
1) Eu não o acusei de estelionato. O que está escrito é o seguinte: “(...) o objetivo poderia e deveria ter sido alcançado de outra maneira, sem práticas de estelionato” – e, segundo o mesmo Aurélio que o Sr. usa, práticas de estelionato são coisas como “induzir ou manter em erro alguém mediante ardil ou qualquer outro meio fraudulento”, o que inclui o abuso de confiança e ações praticadas de má-fé, comportamentos que tipificam a fraude. Entre vários outros profissionais igualmente respeitáveis, Heródoto Barbeiro foi vítima de revoltante abuso de confiança, com danos morais que jamais foram ou serão reparados.
2) A tomar como verdadeira (afinal, vocês mentiram tanto para fazer esse documentário) a informação de que nos contatos com a imprensa jamais usou o seu nome completo, mas apenas “Ricardo”, você acaba revelando a prática da dissimulação (um meio fraudulento) para esconder a sua verdadeira identidade, a fim de levar ao sucesso uma ação que enganaria milhões de pessoas. Talvez não seja, mas essa prática roça, até, o crime de falsidade ideológica, que o seu e meu tão apreciado Aurélio define como “o crime de omitir em documentos (materialmente verdadeiros) declarações que deles deveriam constar”.
3) Acredito que até agora “O Abraço Corporativo” não lhe tenha trazido, nem aos seus parceiros, “vantagem patrimonial de qualquer ordem”, entendendo-se isso como “dinheiro”. Mesmo desconsiderando que nas coisas da arte existe também o patrimônio do sucesso e do prestígio, e isso se busca, o documentário entrou agora em cartaz, num bom cinema, e quem quiser assisti-lo, acredito eu, terá de pagar por isso.
Ao Sr., é o que tenho a dizer.
Mas, aos internautas meus leitores, faço uma pergunta: que autoridade tem este Sr. para criticar a imprensa e o jornalismo?
Comentário por Ricardo Kauffman
AOS FATOS:

Sr. Chaparro, o seu texto sobre o meu documentário “O Abraço Corporativo” contém dois trechos que não correspondem à verdade. São eles:

1. O Sr. acusa o filme e a mim de “estelionato”. Segundo o Dicionário Aurélio estelionato é (íntegra): “ato de obter, para si ou para outrem, VANTAGEM PATRIMONIAL ILÍCITA, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.

O filme O Abraço Corporativo não trouxe a mim e a ninguém vantagem patrimonial. De qualquer ordem.

Peço que o sr. retire o que afirma sobre “estelionato”, ou prove o mesmo.


2. Trecho do seu texto: “[...] para enganar os jornalistas e os públicos por eles informados, todas as pautas propostas foram encaminhadas às redações por um jornalista conhecido e bem considerado do meio, o diretor do documentário, Ricardo Kauffman [...]”.

Fato: todo o contato feito com a imprensa na divulgação de “O Abraço Corporativo” não levou meu nome, Ricardo Kauffman. Eu era apenas “Ricardo”. Eu não conhecia, e não era conhecido, de nenhum dos jornalistas que deram espaço para Ary Itnem, CBAC e “O Abraço Corporativo”.


Vou postar esta mensagem também no espaço para comentário do seu blog.

Sem mais.

Ricardo Kauffman
Diretor do documentário “O Abraço Corporativo”
19.06.2010

Comentário por ana rocha
Estimado professor Chaparro,

Endosso o seu "desagravo". Todavia, a luz dos fatos, lembrar de uma figura que jamais será retórica é providencial: A (s)Fonte(s)! Checa-las, cada vez mais, será incondicional!!!

Att.Ana Rocha
Comentário por Dirceu Martins
Perdi a noção de tempo e espaço no que concerne acompanhar a trajetória profissional do Heródoto. Sua lucidez e cuidado à ética orientaram minha experiência profissional. Não há de ser uma bem engendrada trama com objetivo único de produzir um documentário - fundamentado em uma primeira mentira - que irá, de qualquer forma, denegrir a imagem do Heródoto.
Que este texto agregue-se ao desagravo.
Comentário por E. Mamede Leão
Primoroso seu texto professor, Herodoto é um grande jornalista que merece nosso respeito e nesse momento nosso apoio.
 
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