05/10/2009
Nem tudo é festa
Texto de Carlos Chaparro

Olimpíada prioritária

Para fazer descer a níveis de prudência e bom senso a euforia política pela vitória olímpica de Copenhague, surgiram no noticiário desta segunda-feira revelações do Relatório do Programa das Nações Unidas  para o Desenvolvimento/2009, com os índices de IDH (índice de Desenvolvimento Humano) em 182 países.

Embora tenha melhorado ligeiramente o seu IDH (subiu de 0,807 para 0,813), o Brasil caiu da 70ª para a 75ª posição, ficando atrás de países como  Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, México, Venezuela e Rússia.

O IHD é calculado a partir de três grandes variáveis: o Produto Interno Bruto per capita dos países, a longevidade (expectativa de vida) e a educação (índice de analfabetismo e taxa de matrícula dos estudantes).

Elevar os índices brasileiros de IDH deveria ser a nossa Olimpíada mais importante.

Afinal, quem são
e onde estão os golpistas?

As discussões ideológica ou partidariamente orientadas sobre a crise política das Honduras deveriam ser reavaliadas a partir do surpreendente artigo assinado pelo professor e constitucionalista Dalmo de Abreu Dallari, na edição de sábado passado, na Folha de S. Paulo (Caderno MUNDO, página A13).

Depois de analisar e transcrever as normas constitucionais hondurenhas, escreve o professor Dallari:

“(...) é juridicamente errado qualificar o governo do presidente em exercício Roberto Micheletti como ‘governo de fato’, pois ele assumiu o cargo com rigorosa obediência aos preceitos constitucionais. (...) Foi absurda e ilegal a violência dos militares na retirada forçada de Zelaya do território de Honduras, mas é certo que naquele momento ele já não era o Presidente da República, pois havia sido destituído por decisão da Corte Suprema. E o cargo foi entregue ao sucessor legal.”

Tratando-se  de análise e argumentação de um jurista conhecido e respeitado por sua vinculação às lutas e aos estudos por democracia e direitos humanos, cabe a pergunta: quem são e em que lado estão os golpistas, palavra-chave dos argumentos diplomáticos brasioleiros?

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