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Frases Sínteses

  • VIRTUDES INDISPENSÁVEIS DO BOM TEXTO – Não há jornalismo sem texto. E não há texto jornalístico sem três virtudes essenciais, a principal das quais a CLAREZA. Ao contrário da Ciência (que se pode dar ao luxo, às vezes estúpido, de cultuar o hermetismo), no Jornalismo, o texto tem de ter na clareza a primeira e fundamental qualidade. E não se alcançará a clareza sem a decisão lúcida de definir os CONFLITOS preponderantes e sem a criatividade indispensável à escolha e à articulação das RELEVÂNCIAS ordenadoras do texto.

  • NAS FONTES ESTÃO OS PROTAGONISTAS – Os jornalistas não gostam de ouvir nem de dizer que dependem das fontes. Entretanto, é na fonte que o repórter colhe o relato, o testemunho, a opinião, os ais e uis com que compõe a narrativa do quotidiano, sua arte maior. No jornalismo, até ao mais brilhante contador de histórias de pouco servirá a arte de escrever se não souber onde estão as boas fontes e como lidar com elas. “Dependemos das fontes. Sem elas não existe a informação decisiva, o detalhe poético, a versão esclarecedora, a frase polêmica, a avaliação especializada. A fonte faz acontecer, revela o segredo, detém o saber ou a emoção que queremos socializar.

  • O INTERESSE PÚBLICO COMO PRIORIDADE – É o interesse público que impõe ao editor o dever de praticar e exigir jornalismo que investigue, para poder comprovar. É o interesse público que atribui ao editor a responsabilidade moral pelo que divulga e pelos efeitos do que publica. É o interesse público que delega ao editor, como a todos os jornalistas, o dever e a virtude de produzir veracidade, sem a qual o jornalismo não existe, apenas aparenta ser. É o interesse público que torna prioritário, nas decisões do editor, o respeito aos valores, ideais e objetivos éticos que a sociedade humana estabelece em códigos – e isso se traduz em substantivos como vida, felicidade, justiça, liberdade, solidariedade, honra, dignidade, privacidade, igualdade, verdade. Sempre que, por opção ou omissão, por esperteza, desonestidade ou incompetência, a decisão do editor privilegia ou permite que se privilegie um interesse particular em detrimento de algum valor simbólico do interesse público, há um prejuízo grave para os processos sociais e culturais, cujo sucesso também depende da confiabilidade do jornalismo. ========= Esses dois parágrafos fazem parte das reflexões que encerram o livro JORNALISMO – LINGUAGEM DOS CONFLITOS, primeira obra editada sob o selo de “Edições Chaparro”. O livro continua à venda, na livraria digital, aberta e ativa no nosso Blog, à disposição dos interessados (http://www.oxisdaquestao.com.br/edicoes.asp).

  • EDITOR QUE ENGANA DEVE SER MANDADO ÀS FAVAS – O meu livro JORNALISMO – LINGUAGEM DOS CONFLITOS (à venda na Livraria Digital da EDIÇÕES CHAPARRO (ver blog) termina com a seguinte reflexão: “Como responsável pela finalização do discurso jornalístico, o editor é o interlocutor mais direto do leitor. E o seu sucesso depende da adesão do cidadão leitor aos acordos propostos.” “Porque todos somos leitores, permita-se a incitação: quando nos sentirmos enganados por um título ou por uma chamada de primeira página, devemos rejeitar o acordo que o editor nos propõe. Mandar às favas um mau editor pode ser uma boa maneira de contribuir para o aperfeiçoamento da informação jornalística.”

  • COM PAPEL OU SEM PAPEL, O TEXTO CONTINUARÁ A SER A FERRAMENTA ESSENCIAL DO BOM JORNALISMO – Não existe conhecimento disponível que nos permita predizer o que vai acontecer com o jornalismo impresso. Penso, aliás, que isso pouco importância tem, porque os rumos do jornalismo não são determinados pelo que os jornalistas e os teóricos do jornalismo pensam ou querem. Os rumos do jornalismo sempre foram e serão determinados pelas demandas humanas de dizer e saber, que mudam ou evoluem continuamente, em função das transformações que os avanços tecnológicos produzem nas estruturas e nas relações sociais. Mas com papel ou sem papel, o texto continuará a ser a grande ferramenta do jornalismo. E teremos que ser cada vez mais competentes no uso dessa ferramenta.