 |
 |
| 06/10/2008 |
| De olho na Mídia e no Mundo |
|
|
Texto de
Carlos Chaparro
|
No aniversário da Constituição,
a celebração do voto soberano
Como povo nas cabines de votação, o 20º aniversário da Constituição de 1988 foi festejado, de forma simbólica e exuberante, com a demonstração de que temos, enfim, uma Nação que pode e sabe usar o voto como afirmação da vontade soberana do povo. Fortalecidos pela tecnologia de proteção ao voto secreto, os brasileiros fizeram a verdadeira festa da liberdade política. Silenciosamente, livres das pressões e tensões da campanha eleitoral, os cidadãos caminhavam para as urnas de forma ordenada, mas em passos decididos, determinados, para exercer o poder garantido pelo voto secreto e livre.
Foi o que vi e senti ontem nas ruas de São Paulo.
|
|
|
|
 |
(0) comentário (s)
| Envie o link para um amigo (a) |
 |
|
| 30/09/2008 |
|
|
|
|
Ponto a Ponto,
enlaces de inclusão
Tenho uma amiga chamada Silvia. Silvia Valentini. 
Vejo-a no outro lado do “Postigo”, pronta para o diálogo. Mas não posso mostrar o rosto dela. Com firmeza irredutível, proibiu-me o uso de imagens suas. “O que importa é mostrar a máquina” – e me mandou a foto dessa “Heidelberg” legítima, com legenda de quase adoração: “Ela realiza um trabalho lindo, imprimindo em braille suave, com alta definição, conteúdos que ajudam os deficientes visuais a enxergar o mundo e a entender o que nele acontece e se pensa”.
Você está enganada, Silvia. Apesar da beleza das fotos que a mostram, e da qualidade técnica dos relevos que imprime, a máquina pouca importância tem. Sem o seu sonho, Silvia, a máquina seria apenas um trambolho. O que importa, o verdadeiramente lindo, é o presente que me chegou às mãos: este Boletim Ponto a Ponto que, com a ajuda financeira da Petrobrás, você agora coloca nos circuitos da vida. E me refiro à vida pela qual você tanto luta, há anos. A vida elaborada pelas energias fundidas do Amor e do Conhecimento.
Vida da qual tantos cegos continuam excluídos, em particular os surdocegos, para os quais só o sistema de comunicação dos pontos em relevo, aperfeiçoado por Louis Braille, garante acesso às informações, aos fatos e às idéias que movem o mundo.
Pois eles têm agora o Boletim Ponto a Ponto, ápice enfim alcançado pelo “Projeto Ponto a Ponto”, ao qual você há 14 anos se dedica, em caminhadas quase solitárias. Nessa luta, você inventou formas de uso do braille pelos deficientes visuais. Reduziu-lhes as penas da solidão. E lhes ampliou as chances de interação criativa com o universo circundante.
Na dimensão abstrata que dá importância ao Boletim, esse Ponto a Ponto parido por você tem a maravilhosa capacidade de tecer enlaces vitais de inclusão social, cultural e política. Por isso lhe digo, Silvia: não, não é a máquina impressora que estabelece a relação com a vida, mas o periódico impresso em braille que você gestou. Na periodicidade mensal anunciada, ele será fonte de vida nova para milhares de pessoas. Vida sem limites. Porque essa é a força do braille, se bem entendi a frase de que você tanto gosta: “Uma folha escrita em braille passa a ser uma peça tridimensional que faz superar limites”.
E tudo isso, como o próprio Luis Braille escreveu, para que as pessoas cegas não continuem “menosprezadas e dependentes das pessoas que enxergam”.
Em nome dos que acreditam no direito universal à vida plena, muito obrigado, Silvia Valentini!
E aqui fico no aguardo do número 2 do Boletim.
Carlos Chaparro
____________________
P. S. - Peço-lhe licença, Silvia, para transcrever neste blog o texto do editorial que você assina, na apresentação da primeira edição do Boletim Ponto a Ponto.
Será essa, sem dúvida, a melhor maneira de capacitar os meus leitores para o entendimento lúcido do lindo projeto Ponto a Ponto. Aos interessados na leitura, basta clicar AQUI.
|
|
 |
(1) comentário (s)
| Envie o link para um amigo (a) |
 |
|
| 01/10/2008 |
|
|
|
Texto de
Carlos Chaparro
|
Por uma discussão nova
sobre a obrigatoriedade
do Diploma
A questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista está na pauta do STF, com decisão agendada para este ano. Por isso, a discussão sobre o assunto se reacendeu, País afora - o que justifica abrir o espaço deste blog à polêmica e às divergências.
É sempre bom lembrar que, por boas e más razões, a obrigatoriedade do diploma moralizou a organização da profissão e se tornou ferramenta do poder sindical. Mas, atingida pelas transformações produzidas pela revolução tecnológica e pela redemocratização, a argumentação do controle da profissão pelo diploma perdeu força, principalmente depois da Constituição de 1988, a Carta das liberdades e dos direitos. E à uma discussão nova a ser feita, para a qual deixo aqui a minha contribuição.
|
|
|
|
 |
(0) comentário (s)
| Envie o link para um amigo (a) |
 |
|
|
|
|
 |
| © 2008 - oxisdaquestao.com.br - O blog do Prof. Chaparro - Mídia, Jornalismo e Atualidade. |
|
| |
|
| |
|
|