O Supremo terá de nos dizer se o mensalão existiu ou se foi invencionice da "tropa inimiga"



Entretanto, no STF, e ante a Nação, sobre a cabeça dos acusados estará a espada e o poder da lei, e não mais as simulações retóricas das hipocrisias partidárias, entre elas, as frases de efeito e as metáforas do ex-presidente.

Se a decisão do Supremo for a de confirmar a existência do mensalão, com a condenação fundamentada dos seus protagonistas, a instituição nacional da corrupção sofrerá um duro golpe – como prática espúria de exercício do poder e como cultura política. O Brasil mudará para melhor.

Se, na perspectiva oposta, os advogados de defesa conseguirem expor e comprovar as alegadas fragilidades da acusação, os réus – todos ou em parte – poderão, também à luz da lei, ver-se livres das acusações, sem necessidade de celas especiais. Nem de quarentenas políticas. E o Brasil vergará a cabeça, reverente, à tradicional e poderosa prática tolerada da corrupção - mesmo aquela eufemisticamente rotulada de “Caixa Dois”.

Ou alguém acredita que o dinheiro da “Caixa Dois” é maná puro caído dos céus, circulando em dutos de santidade?

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Apesar dos céticos, o Brasil espera que este julgamento produza um momento histórico de crescimento democrático. Mas, para que assim seja, aos meios de comunicação social, em geral, e ao jornalismo em particular, caberá a tarefa importante de informar e elucidar a Nação com honestidade, rapidez, competência, precisão, rigor e clareza.

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