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| 23/07/2008 |
| De olho na Mídia e no Mundo |
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Texto de
Carlos Chaparro
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Projeto da ONU resgata
acervo premiado
do “Vladimir Herzog”
Foi lançado domingo passado (20 de julho), na Cúria Metropolitana de São Paulo, Domingo passado, o Troféu Especial de Imprensa ONU: 60 anos da Declaração de Direitos Humanos/Prêmios Vladimir Herzog. Trata-se de um projeto que, além premiar cinco jornalistas escolhidos entre todos os ganhadores do Vladimir Herzog ao longo das 29 edições do Prêmio, fará o resgate do formidável acervo de conteúdos do Prêmio Vladimir Herzog. Todos os trabalhos premiado desde 1979 serão localizados, organizados e digitalizados.
Veja no vídeo imagens da sessão de lançamento do Troféu Especial de Imprensa ONU. E informe-se mais, na íntegra do texto
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| 26/06/2008 |
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Sem medo de avatares
Sobre as incursões jornalísticas da Second Life, repito a pergunta com que terminei o texto anterior:
- Que jornalismo é esse?
A pergunta parece difícil, mas a resposta é fácil: não é jornalismo, pelo menos por enquanto - nem como linguagem, nem como processo, nem como ambiente macro-interlocutório. As notícias da Second Life podem até ter aparência de jornalismo, cacoetes de jornalismo. Mas não são jornalismo.
E não são jornalismo porque os avatares (sejam eles ”repórteres” ou “apresentadores” de “noticiários”) geram e socializam conteúdos por meios e formas que fraudam as três essencialidades do jornalismo, tal como a experiência humana de viver o elaborou e aperfeiçoou, até às definições atuais:
a) O caráter asseverativo da linguagem jornalística;
b) Os fundamentos éticos das razões de ser do jornalismo;
c) O vínculo vital com a realidade das ações humanas, na dimensão do presente.
Isso vale, inclusive, para as experiências de jornalismo virtual criadas por empresas e meios de comunicação (casos da Reuteurs e da CNN) com nome e lugar próprios no jornalismo do mundo real dos mortais.
O “jornalismo” dos avatares é, ele próprio, uma transfiguração. Os “jornalistas” avatares podem até brilhar nos monitores, divertindo e divertindo-se em suas brincadeiras de bonecos. E não há porque ser contra as fisionomias virtuais do mundo novo das pessoas. Mas assim como inventaram os avatares da comunicação jornalística, os geniais criadores dessa fronteira nova da cultura humana terão de inventar outro nome para o que esses avatares fazem. Porque chamar isso de jornalismo, não dá.
Entretanto, a questão que preocupa Carlos Eduardo Lins da Silva (ele tratou do assunto em sua coluna de ombudsman, domingo passado) tem de ser colocada:
Podem os avatares representar um perigo para o jornalismo?
Não creio, até porque a sociedade humana, em seus mecanismos ético-culturais, saberá criar costumes e normas de preservação do verdadeiro jornalismo, sem o qual não sobreviverá. E isso sem rejeitar os avanços tecnológicos e suas decorrências sócio-culturais, iluminadas pela perspectiva do aperfeiçoamento, na vida humana e nas relações humanas.
A utilização indevida da linguagem jornalística e do seu poder de sedução existiu em todas as épocas. É faceta inevitável dos jogos de poder, principalmente nos ambientes da política e nos negócios.
No caso brasileiro, sabe-se disso desde que D. João VI resolveu financiar o histórico Correio Brasiliense, para ter no jornal de Hipólito José da Costa um discreto, mas eficaz aliado, para o controle das Cortes (ver TEXTO sobre o assunto).
Mas o jornalismo tem sobrevivido a todas as crises. E jamais foi tão forte e tão importante quanto nos dias atuais.
Sobreviverá, também, às crises atuais e futuras criadas pela maravilhosa possibilidade de todos poderem colocar nas redes universais as suas próprias informações e opiniões. É a explosão de um mundo novo, um mundo falante. Que tornou coisa do passado a terrível exclusão discursiva manifestada no fenômeno que os sociólogos da comunicação chamavam de “maioria silenciosa”.
Não há que ter saudades desse mundo antigo, no qual só os jornalistas falavam. Porque é muito melhor este mundo novo, onde todos podem dizer – por maiores e mais inusitados que sejam os riscos que esse mundo falante oferece ao jornalismo.
Carlos Chaparro
* Leia também: Um mundo sem a lógica do falso X verdadeiro.
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| 22/07/2008 |
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Texto de
Carlos Chaparro
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Notícia,
produto da mente
Notícia de boa qualidade resulta, inevitavelmente, do exercício intelectual de fazer escolhas. E se assim é, a objetividade e a subjetividade andam sempre de mãos dadas, nas notícias como nos artigos, nas entrevistas como nas crônicas. Não há, pois, como isolar a componente objetividade no processo de produção criativa do jornalismo.
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| 11/06/2008 |
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Texto de
Carlos Chaparro
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A Lei, que era boa,
quem diria,
tornou-se imoral...
Sua Excelência o Presidente da República disse-nos, dias atrás, exatamente a 6 de junho, que a atual Lei Eleitoral é hipócrita e imoral. E a dúvida se instalou, pelo menos na minha mente: afinal, como acreditar na validade ética e no valor democrático da Lei Eleitoral, se aquele em que todos civicamente devemos acreditar nos diz que ela é danosa à democracia e revestida de falso moralismo?
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