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SEM MEIAS PALAVRAS

Se gritar Pega Ladrão

É segunda-feira, 23/05. Pela manhã, o Brasil tomou conhecimento da gravação que conectou de vez Romero Jucá  à Operação Lava Jato. Mais tarde, espalhou-se a notícia de que o próprio interlocutor de Jucá (o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado) foi quem gravou e divulgou a conversa. E diz-se que o danado já negocia a sua delação premiada com o Ministério Público – razão porque, nos cantões políticos de Brasília, um medo crescente se mistura à perplexidade. Pobre Brasil!

 

Linha direta com o Planalto.

Cortes & Recortes

  • As tecnologias de difusão estimularam a “Revolução das Fontes”

    O jornalismo brasileiro, em especial o dos meios impressos,  atravessa uma fase de transição crítica, sem saber lidar com a perda de poder sobre a Notícia, que se evadiu das redações para correr solta nas redes da instantaneidade universal.

    As tecnologias de difusão não acabaram com a Notícia. Ao contrário: agregaram-lhe poder, porque a transformaram na mais eficaz arma de intervenção na realidade. Fizerem isso, eliminando o intervalo entre o acontecimento e a Notícia. Assim, quem produz os fatos noticiáveis apoderou-se da Notícia, fazendo dela o âmago do acontecimento.

    A verdade é que as fontes fizeram uma revolução no jornalismo. E o mundo se tornou falante, como o uso intensivo do jornalismo, transformado em linguagem e espaço público dos conflitos, à disposição dos sujeitos sociais organizados. Essa é a crise. E a crise é boa, porque é muito melhor um mundo onde todos possam falar do que um mundo onde só os jornalistas falem. Precisamos rever, portanto, não apenas os conceitos de jornalismo e os estudos sobre os seus modos de produção, mas também as novas complexidades e os novos formatos que a profissão adquiriu.


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